Pregação Expositiva VI: Como Pregar Temas Doutrinários

Pregação Expositiva

Parte VI

[Confira outros artigos da série na seção Pregação e Homilética]

Por Marcelo Lemos

Hoje, faremos um parêntesis na nossa série Pregação Expositiva. Seguindo o cronograma do ‘curso’, deveríamos estar dando seqüência ao tema anterior. Interrompemos a seqüência para tentar explicar a utilidade da exposição bíblica para os temas doutrinários. Desejamos com tal interpolação responder uma pergunta que nos foi feita, pessoalmente, por um leitor do blog:
“Pastor, será que a pregação expositiva pode ajudar nas mensagens para o Culto de Doutrina?”.

A pergunta é de grande valor, porém, acho necessário explicá-la, pois nem todos os nossos leitores estão acostumados com a cultura assembleiana. Por isso, algumas coisas aqui ditas são referencia ao contexto assembleiano, contudo, com as devidas adaptações, poderá ser utilizado por qualquer obreiro da Igreja de Cristo.

O primeiro ponto que destaco nesta pergunta é o conceito de Culto de Doutrina. Para nós assembleianos é fundamental separarmos um dia da semana para tal culto que, na verdade, é um momento para estudar a Palavra de Deus, além da tradicional Escola Dominical. Chamamos tal culto de Culto Doutrinário.

Em alguns lugares, infelizmente, estes cultos limitam-se a um discurso desconexo sobre os usos e costumes adotados em determinada região. Em outras palavras, a congregação se reúne para ouvir a famosa lista de “faça não faça” de um determinado ministério. Tais listas, evidentemente, variam de lugar para lugar, de líder para líder e, também, de acordo com a condição social dos ouvintes.

Mas, do mesmo modo que existe este mau uso do culto, há também igrejas que se reúnem simplesmente para estudar, realmente, a Palavra de Cristo. É neste contexto que se encaixa a pergunta citada acima. Ou seja, ele deseja saber como a pregação expositiva poderia ajudá-lo a pregar sermões doutrinários, ou seja, sermões que abordem questões teológicas.

O segundo ponto que desejo destacar é a impressão que tenho de a pergunta estar mal formulada; ou melhor, incompleta. Quero destacar bem este ponto. Durante muito tempo eu quebrei a cabeça com isso ao pregar sermões doutrinários. Na maioria dos casos, eu tinha a impressão de que os sermões eram frios, secos, desinteressantes, monótonos, chatos... Porque isso acontecia? Descobri que a razão era muito simples: eu não estava pregando, estava dando palestras.

Existem muitas formas de educar a Igreja nas questões centrais da fé; todavia, num culto, a prioridade é que tal ensino venha por meio de uma pregação. No púlpito, a sua mensagem pode (e deve) possuir a profundidade de uma palestra, porém, deve estar impregnada pela paixão e pelo dinamismo de uma pregação.

Remexendo algumas anotações antigas, encontro um sermão doutrinário que preguei a respeito dos atributos do Senhor Jesus. Vou reproduzi-lo aqui para vocês analisarem:

O VERBO DE DEUS

João 1.1-5


Introd.: “Amados, quem é Jesus? Alguns dizem que ele é o maior homem que já existiu; outros, que ele foi um grande profeta ou, então, um ser iluminado. Mas, e para nós, seu povo, quem é Jesus? Nesta mensagem quero te convidar a descobrir o que a Bíblia tem a nos ensinar sobre ele!”.


I – JESUS É ETERNO... “No princípio era o Verbo” (v.1 a).


II – JESUS É DISTINTO DO PAI... “O Verbo estava com Deus” (v. 1 b).


III – JESUS É DIVINO COMO O PAI... “O Verbo era Deus” (v. 1 c).


IV – JESUS É CRIADOR COMO O PAI... “... sem Ele, nada do que foi feito, se fez” (vv. 2,3).


V – JESUS É A FONTE DA VIDA... “Nele estava a vida” (v.4).


VI – JESUS É O NOSSO PONTO DE DECISÃO... “não a compreenderam”
(v.5).

Conclusão: Um dia, tendo os discípulos relatado a Cristo o que as pessoas pensavam sobre Ele, Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” (Mateus 15.16).



Você já formulou sua resposta? Que é Jesus para você? Como ele tem influenciado a sua vida? Qual o lugar dele no seu viver?

Tendo lido este esboço respondam-me: O que há de errado com ele? Teologicamente ouso dizer que não possui erros. Ele sintetiza verdades importantes e que precisam ser conhecidas pela Igreja. O grande problema é que ele, num contexto de culto, dá sono. Principalmente no nosso contexto assembleiano, no qual já se convencionou pensar no sermão como algo mais dinâmico.

O esboço acima, do ponto de vista estrutural, pode e deve ser considerado como Expositivo, ou Textual - dependendo de como o preletor o desenvolva. Faço tal observação apenas devido às questões técnicas, pois, no meu modo de ver, pregar expositivamente é algo que está ligado à postura do pregador diante do texto bíblico, e não, apenas, à técnica que ele usa para esmiuçar o texto.

Um outro modelo, mais utilizado, para a pregação de mensagens doutrinárias, chama-se Sermão Textual. Não sou inteiramente contrária a tal modelo, porém, ele é o menos indicado. Os perigos que acompanham tal tipo de pregação são inúmeros. Primeiro, ele favorece os preguiçosos. O pregador escolhe um tema e, com a ajuda de uma concordância, elabora seu esboço em menos de 15 minutos. Todo assembleiano já viu a cena: obreiro em cima do Púlpito anotando versos para a pregação. Uma outra desvantagem séria do método é a facilidade de descontextualizar os textos selecionados. Basta um pouco de imaginação e ‘lábia’, para o pregador conseguir provar o que ele bem entender – é só usar o texto como pretexto.

Apesar disso, muitos sermões temáticos também são muito bons do ponto de vista teológico. Não sou contra o método em si, apenas não o recomendo e, com a ajuda de Deus, pretendo eliminá-lo da minha prática pessoal. Observemos um exemplo deste tipo de sermão, que poderia ser usado em um culto doutrinário:

O AMOR DE DEUS

João 3.16


I – COMO SE MANIFESTA O AMOR DE DEUS?

  1. Através da obra de Seu Filho, Jesus Cristo (João 3.16).
  2. Por meio do sacrifício de Jesus na Cruz do Calvário (Filipenses 2.8).
  3. Através da Obra do Espírito Santo (Romanos 5.5-7).

II – QUAIS OS FRUTOS DO AMOR DE DEUS EM NOSSAS VIDAS?

  1. Produz amor em nossas vidas (Romanos 13.10).
  2. Produz em nós o dom da filiação (II Coríntios 5.17-19).
  3. Produz em nós a Habitação do Espírito Santo (Efésios 3.14-18).

Se o modelo de sermão expositivo apresentado anteriormente pode se revelar maçante, imagine um sermão temático de natureza doutrinário! Para ser realmente bíblico, o sermão temático exige, além de outras coisas, que o pregador leve a Igreja a abrir cada um destes textos, e muitos acabam apenas citando rapidamente as passagens, uma pratica que, diga-se de passagem, produz um outro problema: a quantidade enorme de textos mutilados, e, às vezes, simplesmente inexistentes!

Observem que ministrar num Culto de Doutrina assembleiano não é tarefa fácil. Talvez por isso, muitos destes cultos, já não podem ser chamados de “doutrinários”. Se há 20 anos atrás, quase todos nos listavam as “10 Razões Para Não Cortar o Cabelo”; hoje, muitos nos apresentam as “10 Maneira de Superar a Crise”. Nem um dos dois exemplos cumpre, em qualquer sentido, a natureza de um culto doutrinário.

Como resolver este impasse? Seria possível unir a solidez teológica de uma pregação expositiva ao dinamismo próprio de uma pregação viva e eficaz? Se existe tal opção, qual seria? Estamos próximos de resolver este dilema, não quando abrimos mão da exposição bíblica, mas sim, quando a abraçamos fervorosamente; neste caso específico aqui tratado, poderíamos enfatizar a exposição de narrativas e biografias bíblicas.

Indiscutivelmente, as narrativas e biografias que encontramos nas Escrituras, possuem um maravilhoso poder de se identificar com os leitores. As lutas, os erros e as conquistas relatadas na Bíblia se aproximam muito dos cristãos e de suas experiências. Assim como nós, todos eles enfrentaram dúvidas, medos, angustias, tristezas, erros, decepções e vitórias.

Quando se expõe uma narrativa ou uma biografia bíblica, o pregador já tem do seu lado um grande trunfo: o amor universal de se ouvir histórias. Todavia, ao contrário do que diz um famoso pregador assembleiano, a missão do ministro do Evangelho não é simplesmente contar histórias. Aqui, sua preocupação continua sendo expor as Escrituras. De modo que seu estudo precisa ser pormenorizado, tanto quanto possível. Faz-se necessário analisar linguagem, contexto, personagens, período histórico, enfim; tudo o que se exige de uma exegese deve estar presente.

Uma vez que o seu alvo será pregar num Culto Doutrinário, importa ter algumas coisas em mente. Coisas simples, mas que vale a pena relembrar:
  • O leitor pressupõe que a Bíblia possui uma natureza teológica e, portanto, tudo que nela lemos, tem princípios doutrinários a nos ensinar;

  • O leitor pressupõe também que a Bíblia é sua [única] fonte de autoridade para a fé e prática. Assim, ele pode assumir que todo texto possui doutrina, e toda doutrina possui princípios práticos para a vida;

  • O leitor pressupõe ainda que a Bíblia é um livro cristocêntrico. Isso implica em admitir que, independente da passagem exposta, o alvo sempre será anunciar a Pessoa e a Obra de Jesus Cristo.

A síntese destes pressupostos nos ensina que em todas as narrativas que encontramos na Bíblia, bem em como todas as suas biografias, podemos identificar princípios teológicos e doutrinários. Do ponto de vista homilético somos ensinados que ao se expor um destes elementos, não se tem como alvo apenas o que aconteceu, mas também o significado e as implicações do que é exposto: o que aconteceu? Que doutrinas encontramos aqui? Quais lições aprendemos?

Vamos pegar como exemplo a história da vida de Noé. Trata-se de uma narrativa curta e, portanto, cabe muito bem como exemplo.

Se já temos compreendido os detalhes do texto por meio da exegese, podemos começar a procurar por elementos que formaram a base da nossa homilia. Neste trabalho prévio teremos descoberto detalhes importantíssimos, como os exemplos que se seguem:
  • O nome de Noé tem um significado especial e ligado ao contexto histórico. Seu nome significa “repouso” (Strong), e por isso o texto diz “este nos consolará acerca de nossas obras e do trabalho de nossas mãos” (5.29).
  • Noé, também descobrimos, é descendente de Adão e filho de Lameque (5.30).
  • Ele teve outros irmãos, pois o texto diz que Lameque teve “filhos e filhas” (5.30).
  • Noé viveu em meio a uma sociedade corrompida, centralizada no prazer (6.1,2).
  • Noé viveu num tempo onde existiam gigantes (6.4).
  • Noé viveu dentro de uma cultura que despertou a Ira de Deus e, por isso, foi condenada a destruição (6.3-5).
  • Noé, mesmo vivendo em meio a multiplicação da maldade (6.5), achou graça diante do Senhor (6.8).
  • Noé era um homem íntegro (6.9).
  • Noé não era um eremita, antes, possuía uma família comum e normal (6.10).
  • Noé foi orientado especificamente pelo Senhor (6.14-16, 19-21).
  • Noé recebeu instruções de curto e longo prazo.
  • Noé revelou-se, apesar das tribulações, um homem obediente ao Senhor (6.22).

Um bom método conseguir encontrar elementos pregáveis nestes detalhes do texto é fazer uso de interrogantes apropriadas ao relato. Alguns exemplos:
  • Qual a origem e a qual família pertencia Noé?
  • Como aconteceu a vocação ministerial de Noé?
  • Qual foi a missão especial que Deus concedeu a Noé?
  • Deus revelou a Noé tudo de uma vez, ou foi lhe dando a revelação de forma progressiva?
  • Como Noé se comportou diante do chamado do Senhor?
  • Quais lições importantes podemos aprender da relação entre Noé e Deus?
  • Quais os perigos e desafios enfrentados por Noé? Alguns deles podem ocorrer nos dias de hoje?
  • Numa única frase, como eu poderia resumir o segredo do sucesso de Noé?

Estas são algumas das perguntas possíveis na hora de se trabalhar homiléticamente o texto. Não são as únicas, apenas alguns exemplos.

A esta altura já nos é possível elaborarmos um esboço homilético mais interessante e pregável.

A VIDA DE NOÉ

Vivendo Integramente numa Sociedade Corrompida



Texto Bíblico: Gênesis 5 e 6

Introd.: “Será que é possível uma vida integra numa sociedade corrompida pelo pecado? Eu gosto de conversar com os jovens. Eles costumam me contar suas lutas diárias contra o pecado na escola, na família, no namoro, no trabalho, na Internet... Algumas vezes, eles e eu, ficamos com a impressão de que a luta é desleal e invencível. Seria possível sair vitorioso desta batalha moral e espiritual?



Hoje eu gostaria de convidar você a descobrir alguns detalhes interessantes sobre a vida de Noé e, em seguida, vamos descobrir também as lições espirituais que aprendemos com a vida deste grande homem de Deus”.

[A partir deste ponto, os seus ouvintes já esperam duas coisas da preleção. Primeiro, que você lhes conte algo sobre a vida de Noé – são os “detalhes interessantes” que você lhes prometeu revelar. Além disso, eles estão ansiosos para conhecerem as lições que você foi buscar no texto. Repare que esta simples introdução já dá uma idéia bem clara dos rumos do sermão, inclusive, a estrutura básica de suas divisões principais].

I


"Primeiramente, então, vejamos alguns detalhes interessantes da vida de Noé. Provavelmente a maioria de vocês conhece a história deste homem, mesmo assim, você pode aprender algo hoje...".

[Aqui você conta, progressivamente e de modo crescente, a história de Noé; enfatizando as partes que julgue mais importante].
II


"Agora que já conhecemos um pouco mais sobre a vida de Noé, quero te convidar a anotar no seu caderno, as principais lições que tiramos para as nossas vidas..."

[Agora, o pregador entrará na parte mais prática de sua mensagem. Aqui ele exortará, fará apelos, intercederá, brigará, apresentará ilustrações e exemplos; etc.

Depois, resta-lhe apenas concluir o sermão, do modo que achar mais apropriado ao sermão ou a ocasião].

Eu preferiria reproduzir mais alguns exemplos neste artigo. Porém, além de não ter previsto escrevê-lo, também acabei me alongando, por ter abordado vários pontos que julguei necessário. Parece-me, contudo, que alcancei o objetivo de responder a questão que me foi feita pelo irmão a quem me referi na introdução.

Paz e bem

EDITOR-BLOG

8 comentários :

  1. Muito bom pastor, excelente, extremamente esclarecedor, estou copiando tudo para o meu pc, rs!
    Coloque mais, aguardo ansiosamente!

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  2. marcelolemoseditor1 de junho de 2009 12:06

    Olá, Diego. Paz e bem!

    Olha, já tenho mais dois artigos na 'ponta dos dedos'... rsrsrs. Estou apenas dando uma breve revisada, pois a quantidade de erros de pontuação que eu encontro lendo minhas postagens é incrível... Mas, como tenho tido pouco tempo para a Net, o jeito é ir assim mesmo...

    As atualizações estão sendo colocadas hoje, no modo automático, o que me dá um pouco de ar para respirar - postar todos os dias é muito difícil e trabalhoso.

    E já aproveito para convidá-lo a participar do 1º Concurso Nacional de Homilética. Conto com sua participação!

    Paz!

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  3. Marcelo,

    Excelente artigo.

    Para contribuir com o tema, sugiro o livro Como pregar doutrinas bíblicas, de Charles C. Ryrie, publicado pela editora Mundo Cristão. Um aperitivo pode ser provado aqui: http://cincosolas.blogspot.com/2007/05/doutrina-mesmo-importante.html

    Em Cristo,

    Clóvis

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  4. marcelolemoseditor5 de junho de 2009 12:04

    Beleza, irmão Clóvis! Grato pela sua contribuição ao tema. Paz e bem.

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  5. Bom dia
    Estou abrindo uma igreja,em minha residencia,onde de inicio espero contar com a presença de amigos evangelicos,e familiares.
    Nao tenho experiencia no assunto,porem tenho estudado e pesquizado muito,alem de ter feito um ano de teologia na IBETEL,minha intenção e pregar a palavra de DEUS,sem inovaçoes,sem invençoes,sem interesse financeiro,pois não preciso disso.
    Espero que o sr com sua experiencia e conhecimento,a partir de hoje possa me auxiliar nessa minha jornada.
    Grato
    wmotta3

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  6. marcelolemoseditor12 de agosto de 2009 14:24

    Olá, irmão Waldir Motta.

    Trata-se de um projeto muito sério e melindroso. Eu nunca abri uma igreja, e nem desejo faze-lo; todavia, já pastorei algumas. É muito trabalho e, creia-me, os mercenários vão se aproximar de ti.

    Se estiver ao meu alcançe ajuda-lo, estou a sua disposição.

    Paz e bem.

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  7. bom dia conheci esse site e estou amando...como ja diise em outra postagem é lamentavel as mendagens que estamos ouvindo,obreiros despreparados nao tem conhecimento teologico nenhum e querem pregar!!!. recentemente ouvi uma mensagem onde o texto fo o de Pedro andando sobre as aguas e o pregador (co-pastor) dizia que agua é os poblemas e que temos que andar sobre eles e se estamos passando prova é porque somos desobediente...imagine o resto. Admito que ja preguei muito dessa maneira ,mas procurei melhorar estudando,lendo bons livros e ja nao suporto mais esse tipo de mensagem,sou Evangelista nessa congregação e as terças feiras que é os cultos de "doutrinas" tenho trazido alguma mensagens e tenho ficado maravilhado com a maneira que Deus tem me direcionado, fazendo uma analise profundo do contexto historico...falar realmente o que Deus quer falar da mensagem!
    abraço e paz!

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  8. Gilson, já reparou que para muita gente o uso que fazem do texto é sempre direcionado por alguma coisa que ele quer falar, não importando se o texto diz realmente aquilo? Trata-se de uma tentação da qual o pregador deve fugir a todo o custo, do contrário, cedo ou tarde brindará o povo com alguma eisegese também! Por isso, a regra de ouro é nos atermos as Escrituras.

    Fico feliz pelo que Deus tem operado em sua vida, e ministério.

    Paz e bem

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