Pregação Expositiva - Parte I

 

Marcelo Lemos 

Desde que os reformadores ergueram a bandeira do Sola Scriptura o sermão tem sido a parte principal do culto cristão evangélico. Ou seja, sem menosprezar qualquer outro momento litúrgico do serviço de adoração, a pregação da Palavra de Deus tem sido vista e vivida como a parte central do culto. E não poderia ser diferente, tendo em vista o fato de que a vida cristã começa e se aperfeiçoa mediante o recebimento desta mesma Palavra (Rom.10.17; Jo. 15.3 ). Uma Igreja saudável se constrói alicerçada na Bíblia, enquanto uma Igreja deficiente será marcada por seu afastamento das Escrituras (Ef.4.14).
Sendo o sermão a parte central da vida da Igreja é se de esperar um grande zelo em seu favor. Infelizmente, porém, nem sempre este zelo se faz presente. Não é incomum encontramos aqueles que tratam a pregação da palavra de Deus com tamanha leviandade que aquilo que chamam de "sermão" em nada difere de uma conversação normal e ordinária sobre assuntos que lhes vêm aleatoriamente ao pensamento. Se a Bíblia diz a verdade quando ensina que daremos conta de toda palavra que proferimos, o pregador, mais que qualquer outra pessoa, deveria atentar seriamente para aquilo que se atreve a dizer à Igreja como sendo "a Palavra de Deus". Ainda mais triste é constatarmos que muitos irmãos se esquivam de sua responsabilidade pela qualidade do sermão alegando algum tipo de autoridade espiritual. Normalmente, a desculpa deles é que "sermão é Deus quem dá"; e assim, protegidos por esta áurea de piedade e espiritualismo, eles se omitem da severa responsabilidade que repousa sobre os ombros de todo homem que foi vocacionado a ser um embaixador de Cristo perante Seu rebanho.


Sermão é Deus quem dá. Nenhum de nós imagine que pode realizar qualquer bem espiritual sem a auxilio direto de Cristo: "Eu sou a Videira, e vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer!" (João 15.5). Nem todo o conhecimento humano poderá dar ao homem um único segundo de sermão; apenas o mover do Espírito Santo em sua alma poderá fazê-lo. Por melhor que aparente ser, o conhecimento humano não é capaz de gerar no coração dos ouvintes a fé, o arrependimento, a confissão e a mudança de vida; apenas o poder do Espírito Santo pode operar estas coisas. De modo que a primeira preocupação do pregador deve ser com sua própria comunhão com o Deus Trino. Sem o auxílio do Espírito de Deus, nenhum esforço humano produzirá resultados espiritualmente desejáveis. 


Contudo, é grave erro associarmos uma vida cristã na plenitude do Espírito Santo com uma postura anti-intelectual da vida, ou mesmo do cristianismo. A postura anti-intelectual que tem se infiltrado na Igreja não é uma prova de um maior compromisso com o Espírito, mas sim, um grave pecado contra o Deus que nos criou a sua imagem e semelhança, além de ser uma abertura para o espírito que domina a mente dos incrédulos mediante superstições e misticismos irracionais. O Evangelho de Cristo tem como alvo a restauração do homem integral; ou seja, em sua totalidade, e isso certamente inclui o seu intelecto; na verdade, ela começa na própria mente do pecador: "Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não sede moldados por este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Romanos 12.1). 


Há inúmeras religiões no mundo que pregam um aperfeiçoamento humano por meio de um esvaziamento da mente; ou por meio de uma crença cega e sem fundamentos. No entanto, este não é o modelo da religião cristã, como demonstraremos a seguir. 


Nesta série de artigos estaremos incentivando você a investir tempo e recursos num ministério de pregação bíblica expositiva. Todavia, sabemos que muitos obreiros sequer apercebem-se da necessidade e do valor da própria homilética em si. Em outras palavras, diversos irmãos de ministério sequer se preocupam com aqueles modelos básicos de pregação, como a pregação tópica e a textual; como, então, podemos esperar que aceitem a importância de um ministério expositivo da Palavra de Deus? Sem falsa sinceridade, admitimos a nossa incapacidade de convencê-lo da importância deste modelo de pregação; contudo, estamos convictos de que Deus tem reservado um novo tempo para a sua Igreja, um novo tempo de compromisso e fidelidade para com as Escrituras, e que Ele estará vocacionando aqueles que tem escolhido para este sagrado ministério. 


Neste nosso primeiro artigo estaremos analisando as barreiras mais comuns que se levantam contra a pregação expositiva. Estamos certos de que a maioria delas é facilmente respondida, uma vez que se baseiam em conceitos errados do que significa pregar e, por isso mesmo, são anti-biblicas. Nossa oração é que Deus possa destruir as barreiras que ainda impedem a Igreja de enxergar o poder da exposição clara, viva e fiel da Santa Bíblia. 


Primeiramente, gostaríamos de tratar com a questão do próprio pregador. Sabe o pregador qual é a sua função no corpo? Tem ele consciência quanto a tarefa para qual Deus o vocacionou e capacitou? A pergunta pode parecer exageradamente simplista, porém, cremos que uma resposta adequada a esta questão é fundamental para a postura de um homem no púlpito. Recentemente, conhecemos um homem que iniciou seu ministério priorizando a fidelidade as Escrituras; mas, na medida que percebeu que se apelasse para as emoções o povo se agradaria mais dele, imediatamente decidiu trilhar pelos caminhos dos consagrados chavões que permeiam o imaginário coletivo dos crentes. O problema aqui é um claro desconhecimento do que é pregar a palavra de Deus. E esta é uma das maiores barreiras que impedem muitos de pregarem a Bíblia expositivamente. 


O pregador não é um animador de platéia, tampouco é um prestidigitador cuja missão é impactar a mente da audiência com sinais e prodígios. O mensageiro de Deus é um Arauto do Senhor; um profeta enviado pelo Altíssimo com uma mensagem; portanto, sua principal responsabilidade é ter uma mensagem. Sem uma mensagem clara, fiel e viva, nenhum homem tem o direito de se colocar diante do rebanho do Senhor como um mensageiro


A Escritura ensina claramente que esta era a postura dos apóstolos quanto ao Ministério da Palavra. Ainda que seus ministérios fossem abundantes em sinais e prodígios, eles se preocupavam em expor a Bíblia; ou seja, cuidavam para ter uma mensagem de Deus para o povo. Os milagres eram a coroação que o Espírito trazia para comprovar, diante dos olhos das pessoas, a veracidade da mensagem anunciada. Quando invertemos a ordem das prioridades, e colocamos sobre os ombros do pregador a função que é exclusiva do Espírito, acabamos, muitas vezes, sem a mensagem e sem os sinais. 


Deveríamos atentar para o estilo de Paulo no púlpito. Quando Lucas narra o ministério de Paulo entre os Tessalonissenses ele escreve: "E Paulo, como tinha por costume, foi ter com eles; e por três sábados disputou com eles sobre as Escrituras; expondo  e demonstrando que convinha que o Cristo padecesse e ressucitasse dentre os mortos. 'E este Jesus que vos anuncio'; dizia ele, 'é o Cristo!'". (Atos 17.2). 


Lucas usa três verbos poderosíssimos para descrever o ministério de pregação do Apóstolo Paulo: "disputar"; "expor" e "demonstrar". Vicent Cheung capta adequadamente o sentido da passagem ao dizer que ela "significa uma apresentação verbal e uma interação intelectual para o propósito de chegar a uma conclusão lógica... Paulo cumpriu seu ministério palestrando e argumentado, embora estas sejam precisamente as duas coisas que muitos cristãos modernos dizem que não devemos fazer"


Uma segunda barreira que se levanta contra a pregação bíblica expositiva é o pragmatismo. Vivemos num mundo que anseia por resultados e, preferencialmente, resultados rápidos, ainda que pouco consistentes. As pessoas andam por "vista" e não "por fé". Assim, muitos ministros pensam que o homem moderno não tem paciência para ouvir exposições bíblicas, principalmente, se estas forem longas. Então, não são poucos aqueles que simplesmente dimunuem drasticamente o tempo reservado para a pregação e aumentam, o máximo possível, o espaço dedicado a música, a dança e ao teatro dentro da igreja. 


A questão é que, nestes casos, assume-se a idéia - ainda que inconscientemente - de que a Igreja deve se moldar ao gosto das pessoas. Porém, se é verdade que a exposição bíblica é modelo de pregação deixado pelos apóstolos e que é, por se ouvir tal exposição, que a Igreja se fortalece; quando evitamos tal método de pregação usando como escusa o desinteresse das pessoas; estamos dizendo que a Bíblia deve ser adaptada as preferências do pecador; quando na verdade, é eles quem deveriam se render ao padrão de Deus. 


Se é verdade que o pecado tem cegado a mente das pessoas a ponto delas não sentirem prazer nos exercícios espirituais, a função do ministro é justamente trabalhar para resolver o problema de forma bíblica. É tolice se render ao pecado por se constatar que as pessoas gostam dele. Não se vence o pecado rendendo-se as suas exigências, mas sim, confrontando-o com o padrão de Deus. Não precisamos e, nem podemos, dar a nossa carne o que ela pecaminosamente deseja, mas sim, aquilo que ela precisa para se fortalecer espiritualmente. 


É verdade, contudo, que diferentes lugares e ocasiões possam exigir níveis variados de cultura. Ou seja, o pregador sensível saberá dosar os recursos que possui para alcançar o coração e a mente das pessoas. Nem todos os públicos possuem o mesmo treinamento intelectual, mas isso não nos autoriza a incentivarmos a que fiquem no mesmo padrão para sempre. Ainda que inicialmente seja necessário falar de forma mais simples, o alvo do ministro deve ser pregar "todo o conselho de Deus" e promover biblicamente o constante aperfeiçoamento de seu povo. 


Alguns podem estranhar estas afirmações e até mesmo considerá-las "não espirituais". Em vez disso, deveriam rever seu próprio conceito de "espiritual" atentando para o fato de que Deus redimiu todo o homem na cruz, incluindo a sua mente. Por negligenciarem este aspecto de seus ministérios, muitos obreiros acabam, ainda que sem perceber, patrocinando a fome espiritual da Igreja e seu permanente estado de ignorância intelectual e teológica. Assim, uma multidão de crente que já poderiam estar maduros na fé, ainda são meninos e carentes de serem alimentados com os "rudimentos" da fé: 


"Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que vos torne a ensinar quais sejam os primeiros rudimentos das palavras de Deus; e vos haveis feito tais que necessitais de leite, e não de sólido mantimento. Porque qualquer que ainda se alimenta de leite não está experimentado na palavra da justiça, porque é menino. Mas o mantimento sólido é para os perfeitos, os quais, em razão do costume, têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal. Por isso, deixando os rudimentos da doutrina de Cristo, prossigamos até a perfeição..." (Hebreus 5:12 - 6:1a ). 


Estranhamente, alguns ministros e pregadores fazem aberta propaganda da ignorância em seus púlpitos quando, na verdade, as Escrituras classificam a falta de conhecimento como sendo coisa de "menino"; e que, portanto, deve ser "deixada" a medida que avançamos no conhecimento da Palavra de Deus. 


Uma terceira barreira contra a pregação bíblica expositiva é a própria dificuldade do método em si. É comum em livros de homilética encontramos uma seção onde o autor fala das vantagens e desvantagens de cada estilo de pregação. Se você tiver um deste livros em mãos poderá conferir que na lista das "desvantagens" que a maioria dos autores apontam contra o sermão expositivo está o fato de que a pregação expositiva exige um grande preparo por parte do pregador. 


Honestamente eu nunca consegui compreender direito esta "desvantagem" da pregação expositiva. Será que atingimos um estado tal de letargia a ponto de considerarmos a exigência de se conhecer profundamente a Bíblia como uma "desvantagem"? Estaríamos satisfeitos com mensagens preparadas em cima da hora, nas coxas de um obreiro sentado no altar, pego de surpresa pelo dirigente do culto? 


Sim, a pregação expositiva exige um grande preparo por parte do pregador. Ninguém prega de forma verdadeiramente expositiva sem conhecer o texto, o contexto, a linguagem e a cultura que permeia a passagem a ser exposta. Todavia, longe de ser uma desvantagem, tal exigência devem ser vistas como um privilégio que o Deus Santo concede a homens pecadores, incumbidos da séria responsabilidade de o representar. Como um homem poderia se atrever a postar-se diante da Noiva de Cristo sem estar devidamente preparado? 


Imagine que você precise passar por uma delicada cirurgia em seu cérebro. Já na mesa de operação, antes de ser anestesiado, o chefe da enfermagem lhe diz: 


"Meu senhor, infelizmente o nosso médico cirurgião não pode vir ao hospital hoje; mas vamos continuar com o procedimento assim mesmo. Fique tranqüilo, temos aqui o jovem Ricardo, moço muito simpático e extrovertido, que, aliás, acabou se formar em veterinária hoje de manhã. Ele irá operar o seu cérebro!". 


Eu não sei você, mas eu sairia correndo da mesa no mesmo instante, mesmo se já tivessem me dado a anestesia geral! 


Surpreendentemente, quando o assunto é a saúde da nossa alma, nem todos possuem esta mesma preocupação. Se o cirurgião falhar ao fazer uma intervenção, o maior prejuízo que o paciente pode ter estará restrito a saúde do seu corpo, mas quando o crente alimenta a sua alma os resultados são eternos. Ninguém permite que uma pessoa despreparada interfira na saúde de seu corpo, e ninguém em sã consciência, interviria na saúde de outrem sem estar adequadamente preparado para isso. 


O amigo leitor provavelmente se lembrará de mais alguma ‘desculpa’ contra a prática de expor as Escrituras. Se não, basta comprar um livro de homilética; a maioria dos autores gosta de falar sobre os “pontos negativos” de tal método! Certamente, seja qual for a desculpa, poderá ser respondida pelos apontamentos que acabamos de fazer.


 Alguém disse que se um dia o Cristianismo vier a morrer, a culpa será dos púlpitos. Creio não ser difícil constatarmos a realidade deste presságio; felizmente, a Igreja tem o cuidado de Seu Senhor, apesar dos desmandos de muitos daqueles que deveriam ser servos de Deus. 


Nossa oração é que esta série de artigos possa despertar no seu coração, um amor sincero pela pregação bíblica, que seja clara e, preferencialmente, expositiva. 




Paz e bem.

14 comentários :

  1. Paz Marcelo, ops! pastor Marcelo, :)

    Não sei se você sabe, mas no momento estou assembleiano, e as quintas-feiras é culto de doutrina, geralmente muito bom, embora não sejam sermões expositivos, são sermões temáticos bem desenvolvidos pelo nosso pastor local.

    Pois bem, ontem por motivo da famigerada convenção geral o pastor não estava presente, o escalado foi um evangelista, que infelizmente fez uma lambança no texto de Ezequiel 47.

    O que vi, foi uma pessoa que aparentemente não se preparou para a ministração, pois mesmo não tendo por costume os obreiros daqui pregarem expositivamente, se pelo menos tivesse se atido ao tema da passagem ficaria de bom tamanho. Apenas falou que "não podemos ficar na margem do rio, pois na margem do rio estamos sujeitos ao mundo, devemos ir para o lugar fundo e deixar Deus nos conduzir, e blá blá blá", isso por 45 minutos.

    Infelizmente temos disso.

    Em Cristo,

    Ednaldo.

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  2. Lourival Nascimento24 de abril de 2009 14:51

    Prezado irmão.

    gostei muito da defesa da pregação expositiva. Realmente falta consistência em muitas "pregações" que temos ouvido. Curiosamente os pregadores que primam pela exposição da palavra geralmente são taxados no meio pentecostal como "frios". Eu já fui taxado de pastor "Bombeiro" e até mesmo em certa congregação antes de assumi-la fui "acusado" de ser pastor muito voltado para a Bíblia.

    Soli Deo Glória!!


    Lourival Nascimento

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  3. marcelolemoseditor24 de abril de 2009 15:10

    Ednaldo, infelizmente isso é mais comum do que imaginamos. Graças a Deus o irmão estar num lugar onde a Bíblia é pregada com seriedade, mesmo que não de forma expositiva.

    Em artigos futuros estarei, aliás, falando que pregação expositiva não é apenas uma questão de método, mas, antes, uma questão de postura perante o texto Bíblico.

    Que Deus auxilie a sua Igreja nesta caminhada.

    Em Cristo;
    Marcelo Lemos
    S.B. do Campo-SP

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  4. marcelolemoseditor24 de abril de 2009 15:28

    Lourival Nascimento; graça e paz. Obrigado pela visita. Este artigo é o primeiro de uma série que contará, inclusive, com tutoriais práticos sobre o método de pregação expositiva.

    Mas, sobre ser chamado de "Bombeiro"... que podemos dizer? Nada, apenas lamentamos que tantas pessoas ainda tenham em tão baixo conceito aquela que é a Palavra Santa de Nosso Deus!

    Eu também já passei por situações semelhantes. Lembro-me de um vez, quando tendo acabo de descer do púlpito, um jovem "canela-de-fogo", bateu nos meus ombros e disse: "Não gosto muito de histórias". A reclamação dele: eu havia contado o contexto da I Epístola de Pedro!

    A Palavra de Deus é suficiente. Eu vejo isso constantemente, apesar das criticas. As pessoas choram, alegram-se e são despertadas para o conhecimento da Bíblia! Isso, não porque usamos chavões, mas sim, porque a Bíblia é suficiente!

    Por isso, meu conselho a todos nós é este: não desistir!

    Em Cristo;
    Marcelo Lemos
    S.B. do Campo-SP

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  5. Marcelo,

    Parabéns pelo post. Acompanheirei com interesse a série.

    Em Cristo,

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  6. Sinceramente, gostaria de saber se o irmão crêr nos dons hoje?
    pois atè entendir que o irmão é calvinista. porem fiquei perturbado ao ler que vc se diz assembleiano, reformado e calvinista?
    os reformados consideram as AD como uma seita. vc sabia?
    um conselho que eu dou ao irmão é abandonar este pastorado e ir para uma igreja fiel. falo isso com amor de Cristo. caso contrário diga só que é assembleiano e calvinista. assim soa melhor. mas reformado Jamais.( enquanto estiveres dentros dos dogmas da AD.)
    um Abraço e Soli Deo Gloria

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  7. marcelolemoseditor25 de abril de 2009 10:48

    Oi, irmão Madson. Agradeço-lhe pela visita e pelo comentário sincero e interessado.

    Olha, sobre ser calvinista e também assembleiano é algo, admito, um tanto complicado. Do lado de cá, alguns me vêem torto, pois acredito em doutrinas “presbiterianas”; do lado de lá, alguns dizem que não posso ser chamado de “reformado”...

    Convivo com isso há anos. Se disser que nunca penso em sair das AD’s, estarei mentido. Todavia, a maior parte dos “reformados” que eu conheço não são cessacionistas radicais. Estando nas AD’s ou na Presbiteriana, estaremos convivendo com a crença na atualidade dos dons do mesmo modo.

    Não somos considerados como seita. Pelo menos não por todos; sequer pela maioria. Eu visito as presbiterianas muitas vezes, nunca fui recebido como herege. E sei de gente grande que nos recebe numa boa; gente como Rev. Augustus Nicodemus. Convivo com os dois lados diariamente.

    Sobre a atualidade dos dons é algo no qual eu acredito. À medida que eu publicar artigos sobre o tema, o irmão irá facilmente perceber que eu não compactuo com diversos “dogmas” assembleianos; todavia, não creio no cessacionismo – sou mais um “cheugiano”; perdoe-me pelo neologismo.

    Mas, eu não faço questão do título reformado, assim como não faço do “assembleiano”. Porém, considero-me reformado, pois isto não é simplesmente uma questão de método, mas sim, uma postura para com a Bíblia, tendo-a como única regra de fé. Entretanto, não faço questão de brigar pelo uso do termo.

    Em breve estarei publicando alguns textos sobre os “dons espirituais” e, sinceramente, gostaria de poder contar com as suas criticas e correções, ok?

    Em Cristo,
    Marcelo Lemos

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  8. marcelolemoseditor25 de abril de 2009 10:50

    Obrigado, irmão Clóvis. Novos artigos da série serão publicados a partir de segunda-feira. Amanhã, o blog publicara, automaticamente, um novo artigo para a série "Eleitos por Deus". Não deixem de conferir.

    Marcelo Lemos
    S.B. do Campo-SP

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  9. olá , irmão Marcelo. Gostei muito da postagem, sou da assémbleia e lamentavelmente o que se nos pulpitos é realmente isso que acabei de ler, mensagens idigesta,rasa que geralmente meche com a emoção e nao com a alma.
    parabens.
    abçs

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  10. Fico grato pelo apoio, irmão Gilson. Não deixe de conferir os demais artigos e recursos sobre pregação e homilética que temos disponíveis aqui no blog; e algumas coisas novas já estão a caminho, ok?

    Paz e bem

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  11. Agradecido pela apreciação, irmão Gilson. Não deixe de conferir os demais artigos e recursos sobre pregação e homilética que temos disponíveis aqui no blog; e algumas coisas novas já estão a caminho, ok?

    Paz e bem

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  12. Olá Pastor Marcelo!

    Tudo bem?

    Mas uma veze lhe escrevo para pedir que o irmão disponha os artigos sobre prgação expositiva, pois também não encontrei todos eles.

    Abraços!
    Pr. Márcio

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  13. Vou conferir pastor, provavelmente ocorreu com eles o mesmo com os artigos sobre escrever sermoes.

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  14. Mais uma vez parabéns pelo excelente trabalho.

    Tenho sido muito edificado pelo conteudo do site, e tenho tido a oportunidade de conhecer mais sobre a igreja anglicana, quebrando assim pre-conceitos que eu tinha.

    Graça e paz.

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