Deus Ama Todos os Homens?

DEUS AMA A TODOS OS HOMENS?

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Marcelo Lemos


Uma Resposta Bíblica ao Artigo “Deus Ama a Todos”; do Blog arminiano Confraria Pentecostal.



“Eu não comecei minha vida espiritual - não! Antes dava patadas, e lutava contra as coisas do Espírito (...) havia um ódio natural em minha alma contra tudo o que é bom e santo. As advertências eram jogadas ao vento, quanto ao sussurro do Seu amor, eram rejeitados como sendo menos que nada e vaidade. Mas, agora estou seguro e posso dizer: ‘’Somente Ele é a minha salvação’’. Foi ele quem transformou o meu coração e dobrou os meus joelhos diante d ‘Ele”.

(Charles H. Spurgeon)

Nas minhas recentes andanças pela Internet acabei me deparando com o blog “Confraria Pentecostal”. O mesmo é uma iniciativa interessante e cuja leitura bem faria a muitos pentecostais que andam perdendo as estribeiras por ai. Aliás, acabei encontrando o blog exatamente devido a um artigo ali publicado que tem por título “Manifesto Por Decência no Meio Evangélico”. Um protesto interessante. Deveria ser pregado na porta de cada templo evangélico do Brasil.

Depois de ler o “Manifesto” deparei-me com outro artigo interessante, cujo teor, é totalmente anti-calvinista. O que escrevi a seguir tentará analisar mais de perto as afirmações do artigo “Deus ama a todos”, um texto escrito contra a fé reformada-calvinista. Os trechos em destaque, azul-negrito, são argumentos extraídos do mesmo.

I

“Se o amor de Deus é perfeito como Ele poderia discriminar as pessoas e escolher somente algumas delas para a salvação?”

O argumento parece impressionante... No entanto, ele é um tiro “no pé” de quem o redigiu; pois duvido que o autor esteja disposto a ir até suas últimas conseqüências.

Em primeiro lugar, o irmão Cleber (autor do artigo), não nos dá nenhuma definição sobre o que ele considera “amor perfeito”. Só isso já anula completamente sua objeção. Já que não sabemos o que ele chama de “amor perfeito”, que importância sua objeção tem para nós, calvinistas?

Em segundo lugar, a objeção peca gravemente por não dar nenhuma definição clara para o termo “discriminar”. O argumento alega que se o “amor de Deus é perfeito” então ele não pode “discriminar” pessoas. O que é “discriminar” na visão do autor da objeção? Uma vez mais não sabemos ao certo e, portanto, sua objeção não nos diz nada particularmente relevante contra a nossa fé bíblica.

Mesmo sendo obrigação do contradizente, e não nossa, definir o termo “discriminação”, faremos algum esforço neste sentido, a fim de compreendermos melhor a objeção.

Segundo o “Aurélio” discriminar é “distinguir; discernir; separar; apartar”. Se for verdadeiro que o fato de Deus ser “amor perfeito” o impede de discriminar pessoas; então, ele não pode distingui-las; discerni-las; separá-las ou apartá-las? Pense nas conseqüências de tal argumento! No mínimo, teríamos de abraçar o Universalismo!

Será que o autor do artigo defende a idéia de uma salvação universal? Claro que não! Será que o “amor perfeito” de Deus o levará a “salvar a todos”, já que tal amor o impede de fazer “discriminação”? Claro que não!

Mas por que não? Afinal, se o amor “perfeito” de Deus o impede de fazer discriminação de pessoas, tal conclusão não é óbvia? Não é exatamente este um dos pilares da heresia universalista? A conclusão é óbvia, mas não é aceitável, até mesmo para o mais ferrenho dos arminianos!

Para o arminiano, Deus olha para as pessoas procurando aqueles que O estão agradando; fazendo a sua vontade. Aqueles que não fazem sua vontade são rejeitados; mas aqueles que O agradam são escolhidos e salvos. Ora, mas o que é isso se não “discriminação”? O que é isso senão “distinguir”; “separar” e “apartar”? Claro que sim!

Suspeito, sempre que ouço algo semelhante, que esta objeção nasce de uma visão parcimoniosa de um outro termo: “discriminação”. Amante que sou do Direito e do Estado de Direito, em detrimento do nefasto ‘direito do Estado’, sou o primeiro a levar a bandeira contra os crimes de discriminação. Entendo-se, todavia, serem os crimes de discriminação relacionados e, ao mesmo tempo, distinguíveis do simples ato de discriminar.

Isso, em outras palavras, nos diz ser possível discriminar sem incorrer em crime de discriminação. Não tem nada de complicado aqui. Toda vez que eu escolho, seleciono ou prefiro, estou efetivamente discriminando. Todos nos discriminamos amizades, servidores, serviços, empregos, cursos, alunos, etc. A ato de discriminar é essencial para a vida, promovendo a identidade individual do ser e o progresso coletivo.

Por conseguinte, inúmeros casos há em que o ato de discriminar é não somente natural e aceitável, mas igualmente, ou em alto grau, desejável. Assim ocorre nas entrevistas de emprego, nos exames de vestibular, nos exames escolares, nos concursos públicos, nas eleições diretas, enfim; ocorrendo, inclusive, nos serviços da Eucaristia, ou Ordenanças, da religião cristã.

Quando o ato de discriminar é errado, pecaminoso, e dependendo, pode ser caracterizado como crime? É errado e pecaminoso sempre que provado ser imoral, antibíblico. Será também criminoso quando provado ser inconstitucional.

Por isso, notem, é de fundamental importância que o amado irmão Cleber defina para nós o que vê como “discriminar”. Se Deus fosse salvar todos, então não “discriminaria” ninguém! Mas, uma vez que ele é seletivo ao conceder a salvação; então, ele precisa, em algum sentido, “discriminar”.

Uma outra versão, ainda mais popular, desta mesma objeção diz o seguinte: A Bíblia diz que Deus não faz acepção de pessoas, portanto, a Doutrina da Eleição Incondicional não pode ser verdadeira.

O que é fazer “acepção de pessoas”? Basicamente, trata-se de atitude preconceituosa que libera ou retém algum benefício, ou mesmo direito, com base nas nossas preferências pessoais, em detrimento, ou elevação, das qualidades de outrem.

A lei de cotas é um exemplo de acepção de pessoas. Os antigos banheiros exclusivos para negros também. No filme Fomos Heróis, Mel Gibson, há uma cena inteligentemente cômica onde a esposa de um soldado, branca e idealista, diz algo como: “Temos problemas com lavanderia, pois não permitem que lavemos roupas coloridas”. “Como assim?”, alguém pergunta. “Bem, na entrada se lê: White Only!”. Ainda hoje grupos como Identidade Cristã, Supremacia Branca e outros imbecis julgam haver nos negros algo que lhes desagrada, que os torna inferiores, menos dignos, etc. Tal atitude caracteriza acepção de pessoas.

Na Bíblia, Deus nunca faz acepção de pessoas e nem permite que seus servos a façam. Importante destacar que em todas as referencias bíblicas, onde encontramos a idéia de acepção de pessoas, o contexto sempre será forense, estando defendia a isonomia do ‘jurista’ perante os direitos, e os deveres,  individuais: Deut. 10.11; 16.19; II Cro. 19.7; Job 13.8; 13.10; 32.21; 34.19; Mal. 2.9; Ef. 6.9; Col. 3.25; Tiago 2.1, 9; I Pedro 1.17. Sendo a mesma linguagem usada contra a mentalidade judaica de que a salvação não poderia ser dada a outras nações: Atos 10.34; Rom. 2.11. Os judeus, que acreditavam poder barganhar seu lugar no Reino por causa da linhagem natural, e barrar a entrada de outros povos, estavam imaginando um Deus que fazia acepção de pessoas!

Com isso em mente, considero a Eleição Incondicional o meio mais bíblico e coerente para se resolver qualquer (alegado) problema de “acepção de pessoas” nos atos de Deus, e não o contraio. Ou seja, quando eu afirmo a Eleição Incondicional, estou muito mais distante de fazer “acepção de pessoas” do que aquele que a nega, e apega-se a uma salvação meritória e condicional; apesar de todo o esforço que o arminianismo faz para parecer o contrário!

Uma vez que “fazer acepção de pessoas” é quando eu escolho e rejeito indivíduos com base naquilo que eles fazem ou não fazem, são ou deixam de ser, conseguem ou deixam de conseguir, a eleição incondicional, que não prevê nenhum bem espiritual inato no ser, ao se manifestar em favor do ser num ato de livre graça, justificante, forense e vicário; não pode ser, tão facilmente quanto o próprio arminianismo, acusado deste mal.
II

Outra objeção:

“A resposta dos calvinistas é que Deus ama apenas os eleitos.”

Bem, meus queridos irmãos, esta é a resposta dos calvinistas para qual pergunta? Para nós, cristãos reformados, Deus ama apenas os eleitos com amor salvífico; mas isso, de forma alguma, significa que ele não ame, de modo comum e geral, toda a sua criação.

Pode ser que um arminiano pense: “Mas como Deus pode amar alguém e o mandar ao inferno?”. Parece uma boa objeção, mas só parece... O problema aqui é não perceber que, ao contrário do calvinista, o arminiano sustenta que Deus ama com AMOR IGUAL, amor perfeito, todos os homens e, mesmo assim, vai mandar boa parte deles para a condenação eterna. Portanto, a objeção contra o calvinismo, quando surge aqui e ali, demonstra apenas o despreparo lógico do contradizente.

Ora, o arminiano diz, confiram a próxima objeção de Cleber, sob III, que o mesmo amor salvífico ofertado aos crentes é na mesma medida ofertado aos incrédulos; e mesmo assim, prega que muitos vão sofrer a condenação eterna – mesmo tendo sido alvo do amor “perfeito” de Deus! Neste sentindo, o calvinismo é incomparavelmente mais coeso, lógico, e bíblico: aqueles que são alvo do amor salvífico de Deus não serão condenados de forma alguma: “Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora” (João 6.37).

Sendo ignorado este ponto da doutrina calvinista, que diferencia graça comum de graça eletiva, e as incoerências da doutrina contrária; qualquer pensamento oriundo desta objeção será irrelevante.
III

Depois temos:

“A Bíblia diz claramente que Deus é amor e que ama a todos”.

A Bíblia diz que Deus ama a todos com amor salvífico? Algum dos textos que o irmão apresenta como ‘prova’ ensinam isso? Algum deles nega a soterologia reformada? Vejamos os textos apresentados pelo irmão:

a) I João 4.8. O texto diz que Deus é amor. Não conheço nenhum calvinista que negue isso. Pegue qualquer comentário bíblico escrito por calvinistas e comprove isso: Genebra; Calvino; Matthew Hennry; Gill; etc.

b) I João 4.16. Idem.

c) I João 4.12. (Este texto é particularmente interessante). O apóstolo do amor. S. João, nos diz que se amamos nossos irmãos “Deus está em nós”. O calvinismo aceita isso? Sem problema algum! Agora, observe o que João nos diz a seguir, no mesmo verso: “e em nós é perfeito o seu amor”. Bem, como disse, não sabemos exatamente qual a definição do irmão Cleber para o “amor perfeito de Deus”; porém, este texto nos fala sobre tal amor.

Mas esperem! Onde se manifesta o “amor perfeito de Deus”? Ouça a resposta de S. João: EM NÓS é perfeito o seu amor”. A teologia reformada aceita isso? Completamente. Mas o arminianismo, pelo que podemos deduzir da argumentação do irmão Cleber, nega este fato; uma vez que insinua que Seu amor é “perfeito” em todos os homens, sem nenhuma discriminação.Se o amor de Deus é perfeito, como Ele poderia discriminar as pessoas e escolher somente algumas delas para a salvação?” - nos disse o irmão Cleber; ao passo que a Bíblia discrimina, abertamente afirma que o Amor de Deus, Perfeito, só existe EM NÓS; logo, nos demais, o Amor de Deus existe, mas não da mesma forma, não no mesmo grau.

d) João 3.16. O texto diz que Deus amou o “mundo”. O arminiano aceita isso; o calvinista também. O universalista alega que se Deus amou o “mundo” “de tal maneira”, ao ponto de se entregar na Pessoa do Filho, então, evidentemente, todo o mundo será salvo, sem discriminação. O calvinista nega isso; o arminiano também. De modo que, tanto o arminiano quanto o calvinista, sustenta que tal amor tem poder suficiente para salvar todo o mundo, mas não irá salvar todo o mundo indiscriminadamente (!).

Arminianos e calvinistas alegam que este amor precisa ser APLICADO ao pecador, de maneira salvifica.

E é aqui que reside uma diferença fundamental: o arminiano diz que o pecador aplica a si mesmo tal poder; pela escolha certa que faz, e pela vitória que consegue lutando contra a carne; já o calvinista, sustenta que é Deus, por sua livre graça, que aplica tal poder ao pecador “morto em delitos e pecados”, e então, o capacita a viver vitoriosamente em Cristo.

O arminiano poderá alegar que, em sua teoria, Deus tornou tal aplicação possível a todos os homens, sem exceção, dependendo apenas da vontade de cada um; enquanto que no calvinismo a aplicação não é possível a todos os homens. Alegará, então, que por isso, sua tese é mais condizente com o termo ‘mundo’ do versículo, uma vez poder interpretá-lo literalmente. A isso respondo de duas maneiras. Primeiro; lhes sendo possível interpretar “mundo” literalmente, o mesmo não podem fazer com o movimento de amor que Deus fez em prol desse mundo, sob pena de caírem no erro universalista; ou seja, o ato de amor divino não é mais “de tal maneira”, como afirma S. João, mas apenas de “maneira tal”, lhe sendo próprio o exigir primeiro para se concretizar depois, objetiva e individualmente. Aquele amor que era “de tal maneira” se reduz a um amor de “maneira tal”; uma barganha, uma oferta comercial, uma troca – você me quer? Se me quer, que você tem para mim? E vice-versa.

E isso nos leva à segunda forma de responder-lhes apropriadamente: uma salvação disponível a todos os homens não é uma salvação efetiva para ninguém; ou seja, um amor disponível a todos os homens, individualmente, do mundo, significa um amor que não é, por si só, efetivo para nenhum homem, individualmente, no mundo. Trata-se apenas de um ideal, uma meta, que será ou não alcançada, dependendo das capacidades e méritos dos indivíduos do mundo. Falando claramente significa que na Cruz o nosso Senhor não salvou a ninguém, apesar de ter tornado a salvação possível a qualquer que seja esperto o suficiente para conquistá-la.

Isso me faz recordar uma cena que vi num velório. “Papai, porque ele não se levanta?”. “Ele não pode, filho, está morto!”. “Ué, mas morto não tem pernas?”.

De fato, o morto tem pernas e, quem sabe, cada um de nós poderíamos lhe emprestar mais uma ou duas cada um, e mesmo assim ele continuaria incapaz de se levantar, está morto! O amor de “maneira tal” faz algo parecido. Ele vê o morto e pensa: pernas ele tem, só precisa de uma ajudinha! Então, o amor de “maneira tal” disponibiliza uma grande, fantástica e maravilhosa ajuda, disponível em algum lugar, a que o morto sempre poderá recorrer, a qualquer momento, sempre que quiser, lhe sendo necessário ‘apenas’... usar as pernas para se achegar a ela...

e) Mateus 5.44. Comentando este texto o irmão Cleber diz: “Se meu Pai manda amar meus inimigos para ser filho dEle, deduzo que meu Pai também ame Seus inimigos. Ou será que meu Pai me pediria para fazer algo que Ele não faz?”. Epa! O irmão Cleber é arminiano ou universalista? Novamente ele não leva em conta as conclusões últimas de sua objeção. Se este texto deve ser comparado com a salvação dos homens; então, assim como devemos perdoar os nossos inimigos, Deus deverá perdoar a todos e salvar a todos. Isso não é arminianismo, amado irmão Cleber, é universalismo!

f) Mateus 22.39. O comentário do autor citado diz: “Se o meu próximo for um pecador devasso que não quer converter-se mesmo assim devo amá-lo! Então pergunto: será que Deus não ama também esse miserável pecador? Ou será que somos mais amorosos que Deus? Como isso seria possível se Deus é a fonte de todo amor?”. Aqui também se aplica o comentário que fiz sobre Mateus 5.44, no parágrafo anterior! Isso é que é “notícia boa”, não? Todos serão perdoados por Deus, afinal, o irmão diz que deve se equiparar o mandamento de perdoarmos uns aos outros com o perdão salvífico de Deus!

Percebam que nos dois textos acima devemos perdoar nosso ofensor, quer ele venha se arrepender, quer continue em suas maldades! Devemos perdoá-los independentemente do que façam! Se o irmão leva realmente a sério este argumento, aplicando-o ao amor salvífico de Deus, então, deve, ligeiro, rejeitar o arminianismo e abraçar a heresia universalista.
IV

Uma parte do artigo dedica-se a tecer comentários sobre textos que falam sobre a ira de Deus sobre os ímpios, como por exemplo, em Romanos 9.13: “Amei a Jacó, e odiei a Esaú!”. Como o irmão Cleber analise a questão?

a) Primeiramente ele diz que Deus odiou a Esaú com base NAS OBRAS deste: “Sim, isto aconteceu porque Esaú agiu impiamente.

b) Em segundo lugar ele tenta insinuar que a tradução “odiei” não é lá muito boa: “A expressão ódio aqui significa que Esaú provocou a ira de Deus e foi rejeitado para a linhagem do povo de Deus. Tanto é que a NVI e a NTLH traduzem como "rejeitei" em vez de "odiei".Deus deu a Jacó a tarefa de ser pai das 12 tribos de Israel”.

d) Em terceiro lugar, ele insinua que a eleição de Deus foi apenas “ministerial”, mas não para decidir o destino eterno dos dois irmãos: “Deus deu a Jacó a tarefa de ser pai das 12 tribos de Israel”.
  • A Bíblia diz que Deus odiou a Esaú por causa de suas obras? Vejamos o que fala o texto por si mesmo:

Porque, não tendo eles ainda nascido, nem tendo feito bem ou mal (para que o propósito de Deus, segundo a eleição, ficasse firme, não por causa das obras, mas por aquele que chama), foi-lhe dito a ela: O maior servirá o menor. Como está escrito: Amei a Jacó, e odiei a Esaú” (Romanos 9.11-13).

Paulo alega que quando Deus optou em amar Jacó e odiar a Esaú os dois garotos não tinham ‘ainda nascido’; e como deve ser óbvio a todos, não haviam ainda “feito bem ou mal”. Como podemos, portanto, conciliar o ensino de Paulo com a afirmação arminiana que alega que tal rejeição se deu “porque Esaú agiu impiamente”? Esaú agiu impiamente ANTES de ter nascido? Esaú agiu impiamente antes de ter feito “bem ou mal?” Inverossímil.

Para “justificar” sua tese o irmão Cleber simplesmente ignora estes detalhes exegéticos, simples e óbvios, e nos joga de encontro ao texto de Hebreus 12.16, onde nos é dito que Esaú era profano e devasso, quando vendeu sua primogenitura. Ora, todo não eleito é profano e devasso! Até mesmo os eleitos, antes de serem chamados e regenerados, fazem parte dos devassos. Jacó, o enganador, não nos deixa mentir = Esaú foi devasso ao vender seu privilégio; Jacó foi devasso e profano ao mentir desavergonhadamente para consegui-lo. Não há méritos no homem, só deméritos! A diferença entre um e outro é a “eleição”, e esta, mediante “a graça”. As palavras de Hebreus 12.16 descrevem o que Esaú fez DEPOIS de nascer; o que ele era e fazia. Mas Paulo, em Romanos 9, está nos contando o que DEUS FEZ antes que os dois irmãos tivessem nascido: o odiou-rejeitou!

E Paulo encerra a questão sentenciando: para que o propósito de Deus, segundo a eleição, ficasse firme, não por causa das obras, mas por aquele que chama”. Foi “segundo a eleição” e “não por causa das obras”.
  • Que dizer da possibilidade do termo ‘odiei’ não estar sendo devidamente compreendido, como parece insinuar o nosso irmão Cleber?

O articulista não apresenta nenhuma prova substancial que sustente a veracidade de sua alegação. A prova que pretende apresentar em nada o ajuda. Ele diz, observe, que a NVI e a NTLH traduzem o termo como “rejeitei” e não como “odiei”. Sinceramente, não entendo no que isso auxilia a tese arminiana, pois ainda que “rejeitei” fosse uma tradução melhor [e não é], ainda assim significaria que Deus o rejeitou ANTES de seu nascimento e ANTES de ele ter feito o bem ou o mal.

Em outras palavras, o fato é que tal “rejeição” PRÉVIA; LIVRE e SOBERANA definiu todo o seu futuro. Amenizar tal ensino apresentando uma palavra menos ofensiva à mente natural é mero jogo de palavras.
μισέω - miseō - odiar, detestar, aborrecer, perseguir, amar menos.


Alguns exemplos de uso no NT.


  • Uso feito pelos Sinóticos:Mat. 5:43-44, Mat. 6:24, Mat. 24:10, Lc. 1:71, Lc. 6:22, Lc. 6:27, Lc. 14:26,  Lc. 16:13.

  • Uso feito por S.João: Jo. 7:7, Jo. 15:18, 1Jo. 3:13, Apo. 2:6, Apo. 17:15-16; etc.


  • Teria sido uma rejeição apenas “ministerial”?

Uma terceira objeção que os arminianos costumam fazer contra a interpretação reformada de Romanos 9 é que Deus teria rejeitado Esaú apenas como pai das 12 tribos de Israel; ou seja, uma rejeição “ministerial” e não para salvação ou condenação. Esta objeção parece se insinuar nesta seção do artigo que estamos analisando. Em suma, tal objeção alega que a “eleição” PRÉVIA em Romanos 9, trataria apenas de uma eleição “ministerial”. Acho divertido ver os arminianos lutarem sobre este ponto. Eles não percebem o óbvio: ser rejeitado como pai das 12 tribos de Israel, é ser excluído da nação de Israel, e, portanto, do Pacto da Graça! “Israel” foi o novo nome dado por Deus ao enganador “Jacó”; tendo rejeitado, no mesmo tempo, o Esaú... Deus não quis que Esaú fosse “Israel”. Isso certamente nos fala de um, digamos, “ministério”; mas igualmente nos fala de pertencer ou não ao Pacto da Graça!

“Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim? Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra? E que direis se Deus, querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para a perdição; para que também desse a conhecer as riquezas da sua glória nos vasos de misericórdia, que para glória já dantes preparou” (Rom. 9.20-23).

A menos que os arminianos nos queiram empurrar algum outro eufemismo, como no caso de “odiei”, o conteúdo do argumento de Paulo é abertamente soteriológico; o que, aliás, pode ser comprovado com a leitura dos capítulos subseqüentes, em especial o capítulo 11.
V

Pode ser ainda, que algum leitor bereano se depare com textos semelhantes ao de Salmos 5.5; onde se lê: “... odeias a todos os que praticam a maldade”.

“Odiar aqui tem o mesmo sentido de ira” – explica o irmão Cleber. Opa! Esta explicação não explica absolutamente nada! Dizer que “odiar” é o mesmo que “ira” é ‘chover no molhado’. Não precisa ser teólogo para saber disso. Estamos diante de mais um eufemismo!A questão é: Deus é amor e, ao mesmo tempo, é um Deus que odeia seus inimigos. Neste texto O vemos odiando os que praticam a maldade; no texto anterior, odiando alguém que sequer havia nascido! Substituir “odiar” por “ira” não ameniza em nada a situação, muito pelo contrário. Também não ameniza o fato bíblico, como o Salmo 5, de que os “inimigos de Deus” são os “inimigos de Israel”; que sempre guerreavam contra o povo eleito impelidos pela própria mão de Deus: Is. 45.7; Zac, 14.2; Dn. 11.15; Amós 3.6; etc.

Também é dizer o óbvio afirmar que os pecadores ficam sob a Ira de Deus “somente até se converterem”. Realmente isso é dito em Efésios 2.3: Éramos, por natureza, filhos da Ira”. É claro! E ninguém nega isso! A questão aqui é: o que leva alguém que “por natureza” é filho da Ira, se converter ao Deus Vivo? Esta é a problemática abordada por Paulo no texto citado. Observe:

Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também. Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus; Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus. Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie; Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas!” – Efésios 2.3-10.

O cerne do ensino de Paulo está justamente nisto: em nada diferíamos dos demais filhos da Ira! Como eles, andávamos nos desejos da nossa carne; éramos inimigos de Deus e escravos do pecado. MAS DEUS PELO MUITO AMOR COM QUE NOS AMOU... Havia alguma diferença em nós? Nenhuma! O objetivo de Paulo é mostrar que éramos exatamente iguais a eles e, por isso, não há nenhum motivo para o que ele chama de “jactância”. O que nos fez diferentes é que Deus concedeu-nos vida espiritual em Cristo Jesus; e isso, quando ainda éramos seus inimigos declarados! Oh! Maravilhosa Graça de Deus!

Mas, segundo o nosso irmão Cleber, Deus amou de forma igual todos os homens. O mesmo amor salvífico que ofereceu ao seu povo, ele oferece a todos os demais, incluindo Caim; os “diluvianos”; os moradores de Sodoma; o rejeitado Faraó; os amalequitas; e todos os outros que Iavé ordenou exterminar. O amor que Deus dispensou aos seus eleitos é o mesmo que Ele dispensou aos reprovados. Na verdade, no sistema arminiano não existe um amor derramado sobre os eleitos, antes, é um amor derramado sobre todos. Ser eleito, então, não é ser alvo do amor de Deus, mas ser inteligente para usufruir desse amor.  Assim, conclusão óbvia e subseqüente, a diferença entre o eleito e o rejeitado, não está no amor de Deus, mas sim, na boa vontade do homem em aceitar tal amor! O homem faz a si mesmo diferente. Mas, felizmente, não é isso o que Paulo diz! O seu argumento se fundamenta sobre um contraste: “Éramos... como os demais... MAS DEUS PELO MUITO AMOR COM QUE NOS AMOR!”. Aleluia! Deus dispensou aos seus eleitos um amor especial; e foi o seu amor que nos fez diferentes! Oh! Maravilhosa Graça de Deus!

Deus não me amou com o mesmo amor que dispensou a Caim. Este foi abandonado por Deus a sua própria sorte; lutando sozinho contra o pecado do qual erra escravo (Gênesis 4.7). Mas ao seu povo, ao qual se ordena “operar vossa salvação com temor e tremor”, Ele oferece um amor que lhe garante a vitória final; pois é Ele quem opera em nós tanto o querer quanto o efetuar” (Filpenses 2.12,13).

Oh, não, querido irmão Cleber! Deus não amou sua Igreja da mesma forma que amou Caim. Ele ordena que Caim domine sua natureza pecaminosa por si mesmo, ainda que este fosse “do maligno” (1 Jo. 3.12). Se Deus me tivesse amado assim, a muito eu já teria sucumbido ao poder da “lei do pecado” que opera em todo meu ser (Rom. 5-8); ou, nas palavras de Paulo: “Teríamos nos tornado como Sodoma; e teríamos sido feitos como Gomorra” (Rom. 9.29).

Spurgeon, o “príncipe dos pregadores”, comentando sobre sua própria conversão assim nos diz: “Como eu vim a ser um cristão? Eu busquei ao Senhor. Mas – Como eu vim buscar ao Senhor? A verdade relampejou através de minha mente em um momento. Eu não o teria buscado sem que uma influência prévia em meu pensamento não tivesse me levado a isso. Eu orei – pensei – mas logo me perguntei – como vim a orar? Fui induzido a orar pelas Escrituras, mas como eu vim a ler as Escrituras? Sim, eu as li, mas o que me levou a fazê-lo? Logo vi que Deus estava por trás disso e que Ele era o autor da minha fé!  (...) Hoje desejo fazer minha imutável confissão – ‘’Eu atribuo minha transformação inteiramente à Deus’!’’

Deus amou sua Igreja muito além da graça comum que dispensa aos perdidos; a nós, Ele graciosamente “fez idôneos para participar da herança dos santos na Luz”. Não nos achou idôneos, Ele nos fez idôneos. E mais: “o qual nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor; no qual temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados!” (Col. 1.12,13).

Deus não me amou com o mesmo amor que dispensou a Sodoma e Gomorra! Jesus diz que sabia que caso lhes tivesse feito os mesmos milagres que operou em Jerusalém teriam se arrependido. Contudo, mesmo sabendo disso, ele DECIDIU reservar tais milagres a um povo que Ele já sabia que iria rejeitá-Lo! Qualquer que tenha sido o amor de Deus por Sodoma; Gomorra; Tiro e Sidom (Mateus 11.21-24); em nada se compara ao amor de Deus pelo povo que escolheu para Si:

Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com CristoEfésios 2.4,5.

Maravilhosa Graça!
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O ‘Confraria Pentecostal’ possui outros artigos anti-calvinistas que carecem de uma análise em separado. E as faremos, caso o Senhor nos permita tal feito.

Espero que este artigo-resposta venha servir de edificação espiritual para aqueles que amam as Doutrinas da Graça; e de esclarecimento para os que ainda se encontram sob os erros do humanismo arminiano.

Graça e Paz.

Marcelo Lemos

2008; 22 de Novembro.

14 comentários :

  1. Paz Marcelo,

    O Cleber continua postando textos "anti-calvinistas", mas parei de perder tempo com ele, pois só me faz perder a paciência.

    Creio que grande parte do que ele escreve é por pura ignorância do significado do calvinismo. Infelizmente em terra de cego, quem "DIZ" ter um olho é rei.

    Ednaldo.

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  2. Graça e paz Marcelo, indiquei um selo para o seu blog. Este é o link: http://vemvertv.blogspot.com/2009/06/selos.html

    fui indicado e com o dever de indicar 6 blogs e o seu foi uma de minhas indicações.

    grande abraço

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  3. Ola Pastor Marcelo,

    Ola irmãos!


    Queria convidar você para conhecer o meu blog, o Genizah que horas é pirado e engraçado, horas é exaltado e sério, mas é super do bem e tem como regra levar o Evangelho da Liberdade Verdadeira e a Santa Subversão de Jesus ao mundo egocêntrico e perdidão nos seus valores! E, ainda dando tempo, aproveito para tirar uma onda com este pessoal que anda explorando a fé das pessoas e ainda dizendo que são cristãos... Ops!

    Por minha vez, já me tornei seu seguidor.

    Abraços em Cristo e Paz!

    Danilo


    http://genizah-virtual.blogspot.com/

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  4. marcelolemoseditor20 de junho de 2009 13:34

    Obrigado, irmão Rupert! Esta semana estou com pouco tempo para nagenar na net, devido um concurso, e assim que pude, provavelmente na segunda-feira, estarei visitando seu site com todo prazer.

    Um abraço.

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  5. marcelolemoseditor20 de junho de 2009 13:39

    Pois é... Alguns textos dele são surpreendentemente incautos, de fato. Aliás, num de seus textos ele afirma que o Calvinismo é coerente, mas não Bíblico. Ao mesmo tempo ele diz que o Arminianismo é tão coerente quanto o Calvinismo, porém, Bíblico. He, he.... A própria contradição de termos indica a fragilidade de seu castelo anti-calvinista.

    Em todo o caso minha preocupação não é com os textos dele, pelo menos não diretamente. Pretendo, sim, usar alguns, porém, com a intenção de auxiliar aqueles que estão a procura de respostas. Não tenho prazer em fazer tal refutação pessoal 'ponto a ponto', como no texto acima, contudo, nada torna a luz mais visivel do que contrasta-la com o erro.

    Paz.

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  6. Marcelo,

    Parabéns pela abnegação em dedicar tempo à refutação ao texto do Cleber. E parabéns pelo resultado.

    Infelizmente, os argumentos deles me fazem lembrar das frases de uma colega de trabalho: "não sei porque, mas discordo".

    Em Cristo,

    Clóvis

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  7. marcelolemoseditor29 de junho de 2009 11:57

    Obrigado, novamente, irmão Clóvis. Eu gostaria, de coração, poder dedicar mais tempo as atualizações do blog, mas, infelizmente, não tem sido possível atualmente. Espero que vocês tenham paciência comigo durante essa fase. Sou grato a todos os que tem acompanhado nosso trabalho.

    Graça e Paz.

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  8. [...] Uma vez que “fazer acepção de pessoas” é quando eu escolho e rejeito indivíduos com base naquilo que eles fazem ou não fazem, são ou deixam de ser, conseguem ou deixam de conseguir, a eleição incondicional, que não prevê nenhum bem espiritual inato no ser, ao se manifestar em favor do ser num ato de livre graça, justificante, forense e vicário; não pode ser, tão facilmente quanto o próprio arminianismo, acusado deste mal. – Leia o texto completo. [...]

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  9. Caro Pr Marcelo!
    Gostei de ver meu caro, você é tampa de crush. Chibata neles!
    Arminianismo é igual papa de farinha, não tem sustancia. Vão ler história para vcs verem que quem criou esta heresia foi Dona Romana. Convido os amigos a fazerem o curso do CEIBEL (Curso Extensivo do Instituto Bíblico Eduardo Lane) totalmente reformado calvinista. www.ibel.org.br . Um abração e fica com Deus.

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  10. He, he, he... um elogio assim eu não tinha recebido... rsrsrsrs!

    Obrigado pela indicação do link; estarei dando uma olhada agora mesmo.

    Um abraço; paz e bem!

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  11. [...] Deus ama a todos os homens? (resposta ao blog ‘Confraria Pentecostal’) [...]

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  12. [...] Deus ama a todos os homens? (resposta ao blog ‘Confraria Pentecostal’) [...]

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  13. Olá Marcelo, olha eu aqui novamente, agora em outro artigo.

    Você diz "Para nós, cristãos reformados, Deus ama apenas os eleitos com amor salvífico; mas isso, de forma alguma, significa que ele não ame, de modo comum e geral, toda a sua criação."

    Preciso entender melhor sua posição, já que somente essas palavras soam um tanto quanto contraditórias.

    O que é amar alguém? É desejar o máximo bem à pessoa amada. E o que pode ser melhor a uma pessoa do que uma eternidade com Deus?

    Não tem sentido, por exemplo, dizer que amo os meus pais mas quero que eles vão para o inferno. Se os amo, eu certamente desejo que eles se salvem. Uma coisa puxa a outra.

    Mas você nos diz, "Deus ama apenas os eleitos com amor salvífico", e o restante da criação de modo comum e geral. Concluo, portanto, que você acredita que Deus ama os não-eleitos (de modo comum e geral), muito embora não quer que eles se salvem. É isso? Pelo menos essa seria a sua (de Deus) vontade secreta.

    Eu não chamaria isso de amor, nem mesmo "de modo comum e geral". O amor que eu conheço pelas Escrituras é nada menos do que isso: "Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores" (Rm 5.8). Se não estamos incluídos dentro do "nós", por quem Cristo morreu, não temos nenhuma prova ou garantia de que Deus nos ama.

    Sendo assim, não vejo sentido na afirmação calvinista de que Deus ama alguns com amor salvador e outros não. Ou Deus ama e deseja a nossa salvação ou Ele não ama coisa nenhuma. Amar e não desejar a nossa salvação, ou, pior, predestinar alguns à ruína eterna, que é o corolário da doutrina da eleição incondicional, é algo totalmente descabido.

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  14. É fácil confundir a benevolência geral com o amor eletivo

    Se não fosse a eleição, mesmo Deus sendo Onibenevolente, ele condenaria todos os homens a perdição eterna.

    A sua Onibenevolência não anula sua Ira.

    A graça não é uma obrigação ou necessidade, é um favor.

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