EXPIAÇÃO EFICAZ – Uma Resposta Bíblica

Por Marcelo Lemos


Não tenho nenhum prazer em redigir esta resposta ao Pastor Ciro Sanches Zibordi, a quem admiro e acompanho com bastante regularidade, seja em suas obras publicadas pela CPAD, seja através das excelentes postagens de seu blog. Todavia, tenho grande alegria em defender a verdade do Evangelho, ainda que isso me leve de encontro as idéias de alguém que apoio e admiro. O zelo pela verdade é minha única motivação ao escrever estas linhas.


Antes de prosseguirmos, talvez seja necessária uma palavra de introdução. O que os chamados “calvinistas” têm em mente quando falam em “expiação limitada”? Querem com isso, enfatizarem o fato de que nenhuma gota do sangue de Cristo se perdeu na história; ou seja, que todos aqueles por quem Cristo derramou seu sangue, serão efetivamente salvos. Sim, todos aqueles por quem Cristo morreu, assumindo sobre Si mesmo o castigo antes reservado a eles, todos eles serão salvos, e estarão com Cristo por toda a eternidade.




Querem com isso, enfatizarem o fato de que na Cruz do Calvário, o Senhor Jesus Cristo não apenas tornou a salvação possível, antes, ele efetivamente salvou pessoas ali! Ele morreu em favor de pessoas, e estas pessoas estão, por isso, salvas eternamente! Não se trata de uma possibilidade, mas de um fato!


Alguns se assustam com o termo “limitada”, imaginando erroneamente que os chamados “calvinistas” estejam limitando o poder do sangue do Senhor Jesus Cristo. Isto não condiz com a verdade. O sangue de Cristo tem poder para salvar cada ser humano na face da terra; todavia, ele não salva cada ser humano na face da terra. A quem este sangue salva? Apenas aqueles homens a quem este sangue é aplicado. Os “calvinistas” dizem que quem aplica o sangue é o Deus Triuno; já os “arminianos” dizem que quem aplica o sangue é o próprio homem, por meio do livre-arbitrio. Assim, a maioria dos cristãos acreditam numa expiação limitada; exceto pelos Universalistas, que acreditam que o sangue de Cristo foi aplicado a toda humanidade, sem qualquer distinção, de modo que, segundo imaginam, todos os homens serão salvos.


Ambos, “calvinistas” e “arminianos”, entendem que a salvação é para todo aquele que crer, e que sem fé, não é possível desfrutar da salvação. Ninguém poderá ser salvo sem excercer uma fé viva no Senhor Jesus Cristo. Portanto, nenhum dos dois grupos acredita que a expiaçãos seja aplicada salvificamente a todos os homens, mas apenas aos que creem em Jesus Cristo. Olhando por este prisma, “calvinistas” e “arminianos” defendem que a eficácia da expiação é limitada aos que creem.


De modo que, neste sentido, apenas os Universalistas sustentam que a Exiação de Cristo é Ilimitada em sua eficácia salvífica; e por isso mesmo, defendem que nenhum homem será lançado no Inferno. Calvinistas e arminianos rejeitam este ensino como heresia.


Todavia, apesar deste ponto em comum, quanto a limitação, existe uma diferença enorme entre o que é crido pelos calvinistas, e o que é crido pelos arminianos. A principio, ambos creem em uma Expiação Limitada em seu resultado, todavia, por motivos diferentes. Para os arminianos, Cristo quis salvar cada ser humano, porém, não tem conseguido fazer isso, pois seu planos são constantemente frustados pelo homem; já que este não pode ser impedido por Cristo de fazer o que bem quiser de sua vida. Jesus quer salvar cada um, mas, sua vontade está submissa ao querer do homem. Assim, ele morreu por todos, e pagou a dívida de todos – mas apenas alguns serão salvos: aqueles que fizerem a escolha certa.


O calvinista pensa exatamente no oposto. Estes, seguem de perto o entendimento histórico dos Reformadores: Cristo veio ao mundo salvar um povo para si; e por este povo que quis salvar, Ele entregou sua vida, levando sobre Si os seus pecados, eliminando com isso sua dívida; e por isso, este povo está eternamente salvo.


Em outras palavras, para o arminiano o que Cristo fez doi tornar a salvação possivel, mas não efetiva. No arminianismo, quem torna a salvação efetiva e pessoal, é a própria pessoa, através de suas obras: escolher, arrepender, santificar, perseverar até o fim. Para o calvinista, quem torna a salvação efetiva e pessoal é o próprio Cristo, através dos meios da graça, os quais conduz o homem a: escolher, arrepender, santificar e perseverar até o fim.


Tendo comentado estas semelhanças e diferenças entre as duas posições, passaremos a analisar os argumentos postados pelo amado pastor em seu blog. Tendo em vista que seu artigo está sendo continuado com atualizações que respondem a comentários de leitores contrários, esclarecemos que nosso objetivo é responder apenas ao artigo original; a saber: A Expiação Ilimitada.


Passemos, portanto, a analisar os argumentos principais.

I



Argumento: A Salvação em Cristo é Oferecida por Deus a todos os Homens.
“A maravilhosa salvação em Cristo é oferecida por Deus a todos os homens, sem distinção” – Pastor Ciro.





A salvação é “oferecida” por Deus a todos os homens? Não, não é. Ainda que exista uma chamada externa que é quase universal, no sentido de que boa parte das pessoas pode ouvir; não existe uma oferta do Evangelho sendo feita a cada ser humano, como numa negociação. Deus não faz negócio com o homem. No conceito de “oferta” do arminianismo, Deus é o maior vendedor da história, apresentando o melhor dos produtos: Jesus Cristo. Cabe aos clientes, os pecadores, pensar as vantagens e desvantagens do negocio, e escolher se quer ou não o que lhe está sendo ofertado. E, como em toda negociação, o resultado final do processo está nas mãos do cliente.


Mas, ainda que fosse verdade que a salvação é “ofertada”, no sentido arminiano; ainda assim não seria verdade que tal “oferta” é feita a cada ser humano. Tal afirmação está muito longe de ser verdadeira. Nem precisamos ir muito longe, basta pesquisarmos qualquer mapa que mostre as áreas ainda não alcançadas pelo Evangelho. Mesmo que Jesus tenha morrido por cada ser humano, não é verdade que a salvação é oferecida a cada ser humano. Isso é falso!


John Owen foi irrefutável ao discorrer sobre isto:
“O Evangelho – em outras palavras, as novas sobre o novo concerto – tem estado no mundo desde os tempos de Cristo. Contudo, nações inteiras têm vivido sem qualquer conhecimento dele. Se o objetivo de Cristo era salvar todos os homens, sob a condição de que eles cressem, então Evangelho devia ter sido anunciado a todos os homens”.


O Evangelho jamais foi anunciado a todos os homens. Isso, por si só, já depõe contra idéia de que Deus deseja salvar todos os homens. Mas, vamos nos ater de ir até este ponto, fiquemos um pouco distante da conclusão de Owen. Por hora, atentemos apenas para o fato de que não é verdadeira a afirmação de que a salvação é “ofertada”, por Deus, a todos seres humanos. Sendo que, em todos os tempos, nem todos os homens ouviram a “oferta” de salvação, se conclui que a salvação nunca foi “ofertada” a todos os homens. Agora, se alguém deseja defender uma “oferta” universal, então que nos mostre como tal “oferta!” é feita universalmente, mesmo que o anuncio universal de tal “oferta” nunca tenha acontecido.


Se a Bíblia é verdadeira quando apresenta Deus como totalmente soberano sobre a história, então podemos afirmar com segurança que é Deus quem controla os rumos da história. E, se é Deus quem governa o leme da história, é pela vontade de Deus que “nações inteiras têm vivido sem qualquer conhecimento” da “oferta” da salvação. Se é verdade que Deus fez Jesus morrer por cada ser humano, mas não providenciou para que cada ser humano tenha acesso a “oferta” do sangue de Cristo, então, como ilustra Owen, temos algo semelhante a um medico que “dissesse que tem um remédio capaz de curar a doença de todos e, no entanto, escondesse, deliberadamente, tal conhecimento de muitas pessoas”.


Aqui temos um dilema intransponível para os arminianos: se defenderem que Deus quis salvar a todos na Cruz do Calvário; precisam afirmar que Deus não quis que a maioria dos homens fosse privada do conhecimento da “oferta”. Acontece que, neste caso, eles negam a soberania absoluta de Deus; pois tal conclusão implica num Deus que não governa a História. E mais do que isso: tal conclusão implica acreditar num Deus que não pode fazer cumprir sua própria vontade na História. Em outras palavras, implica crer num Deus que planeja algo, mas é impedido de fazê-lo, pois a História foge do seu controle.


Temos diante de nós uma questão que poucos anti-calvinistas são capazes de perceber. Alguns erroneamente imagiam que ser um calvinista é simplesmente acreditar em “predestinação” e “perseverança dos santos”. Ainda que ser um calvinista inclua a defesa de tais doutrinas, nossa teologia vai muito além destas coisas. Na verdade, estas doutrinas são apenas conclusões inevitáveis da nossa teologia sobre quem é Deus. Deus, para os herdeiros da Reforma Protestante, é o Senhor Absoluto de todas as coisas. Deus não está aberto ao futuro, ele faz o futuro. O arminianismo, e seu filho openteísmo, erram feio ao deturparem alguns atributos de Deus claramente ensinados nas Escrituras.


O Deus Soberano e Imutável, não é refém daquilo que o homem fará ou não amanhã. O Deus Soberano, controla até mesmo a incredulidade dos perdidos, pois é Ele mesmo quem decide não dar a eles a iluminação espiritual necessária. Tal afirmação é feita, nos Evangelhos, pelos lábios do próprio Cristo:
“Graças te dou, ó Pai – Senhor dos céus e da terra! Que ocultastes estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelastes aos pequeninos. Sim, Pai; porque assim te aprouve!” – Mateus 11.25,26.


Logo depois de ter feito esta doxologia, Jesus volta-se novamente para seus ouvintes, e conclui seu ensino:
“Todas as coisas me foram entregues por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar” – Mateus 11.27.


O calvinista se recusa a crer num Deus refém dos caprichos humanos. O calvinista aceita, incondicionalmente, o fato de que Deus é o Senhor da História. E, se Deus é o Senhor da História, é impossível que Ele esteja “ofertando” a salvação a cada ser humano. Segundo o ensino claro das Escrituras, Deus é Soberano e Imutável:
“Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação” – Tiago 1.17.


“O Senhor dos exércitos jurou, dizendo: Como pensei, assim sucederá, e como determinei, assim se efetuará – Isaías 14.24.


“...O meu conselho subsistirá, e farei toda a minha vontade; ... sim, eu o disse, e eu o cumprirei; formei esse propósito, e também o executarei” – Isaías 46.10,11.


“Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele dito, não o fará? ou, havendo falado, não o cumprirá?” – Números 23.19.


“Pois eu, o Senhor, não mudo; por isso vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos” – Malaquias 3.6.


II



Argumento: A Bíblia traz textos que falam de Jesus morrendo por cada ser humano.
““Sim, pois o Senhor Jesus, o Filho de Deus, morreu por toda a humanidade (Hb 2.9; 1 Tm 2.4-6). Ele realmente morreu por todos a quem deseja salvar, a totalidade do mundo. E fez a propiciação pelos pecados de cada indivíduo, como se lê, claramente, em 1 João 2.2: “E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo ” – Pastor Ciro.


Na sequencia do referido artigo, o pastor, meu confrade de assembleianismo, passa a citar e explicar vários textos nos quais aparecem o termo “mundo”; visando, com isso, concluir que Jesus deu sua vida como pagamento pela vida de cada ser humano. O argumento é muito comum quando se pretende atacar a Expiação Limitada, ou Eficaz. Infelizmente, os arminianos não se dão conta de que o argumento relativiza a verdade da Expiação.


Isso mesmo! O que é a Expiação? Bíblicamente, é uma oferta oferecida a Deus como pagamento pela dívida do pecador. Quando o homem pecava, no Antigo Testamento, ele adquiria uma dívida de morte, a qual era completamente incapaz de pagar. Porém, quando ele ofertava o sangue de um animal inocente, sua dívida estava paga. Em outras palavras, o homem oferecia o sangue a Deus, e Deus aceitava o sangue, ficando o debito eliminado. Apartir de então, aquela dívida não lhe seria mais cobrada.


Quando o Senhor Jesus Cristo entregou sua vida no Calvário, tendo cumprido cabalmente sua missão, proferiu as seguintes palavras: “Está consumado!” (João 19.30). O termo grego utilizado por João, τελέω, sempre me impressionou, mesmo quando era arminiano... Ele diz: “terminado, acabado, completo, concluído, realizado, pago” (conf. Strong). Jesus era o Cordeiro de Deus que “tira o pecado do mundo” (João 1.29); e quando derrama seu Sangue, e olha para Deus, o Pai, e lhe diz: “Está pago! A dívida que o Senhor tinha para cobrar deles, eu pagei. Eles não lhe devem mais nada! Está consumado!”.


Ora, se é verdade que o termo “mundo” implica em cada ser humano que já pisou nesta terra; e se é verdade que Cristo é a Expiação, o Cordeiro de Deus, então devemos todos abraçar o Universalismo – passemos, então, a ensinar que ninguém será condenado eternamente! Mas, se o Universalismo é falso, então uma das duas pressuposições a cima também é falsa. Ou é falsa aquela que diz que “mundo” implica em cada ser humano; ou é falsa aquela que diz que Cristo é o Cordeiro de Deus que se deu como pagamento pelos pecados do mundo.


Conta-se que no Imperio Romano havia uma palavra muito desejada por aqueles que foram condenados por seus seus crimes. Era uma palavra que fazia a diferença entre a liberdade, e a prisão. Durante o primeiro século, era prática comum pregar o documento de acusação de um preso na porta da sua cela. Os crimes de que era acusado e o castigo que lhe tinha sido imposto, estavam descritos nesse documento. Quando o preso cumpria os seus “dias de cadeia”, uma palavra era carimbada sobre aquele documento, indicando que sua dívida, por cada um daqueles delitos, já havia sido paga. Dete modo, ele estava completamente livre, e ninguém jamais poderia lhe cobrar novamente pelos mesmos delitos.


Esta mesma palavra era também o sonho de todo escravo. Ela era carimbada em um documento, indicando que o escravo havia sido comprado e pago, e que, portando tal documento, o preço por ele jamais poderia ser cobrado novamente. Assim, caso o escravo conseguisse pagar o preço por sua liberdade, recebia aquela palavra, e jamais voltaria a ser escravo de alguém.


De que palavra estamos falando? Um termo grego com o qual estamos a tanto tempo familiarizados: “telelestai” – “Está consumado! Está pago!”. Se foi exatamente isso que Cristo fez no Calvário, ou seja, pagar a dívida do pecador, então o pecador não deve mais nada a Deus. Sim, é justamente esta a mensagem do Evangelho. Todavia, se por “mundo” devemos interpretar “cada ser humano da terra”, então, ninguém poderá ser condenado. De modo que estaremos todos forçados a nos juntar as fileiras do Universalismo.


Meu conselho para aqueles que se sentem impressionados pela sonoridade da palavra “mundo”, aconselho a pesar alguns fatos bíblicos sobre esta questão. Não se deixem converncer facilmente do Universalismo, sem que antes conheçam alguns detalhes sobre o uso do termo “mundo” nas Escrituras, e suas implicações óbvias. Alguns exemplos a título de introdução:
LUCAS 2.1


“E aconteceu naqueles dias que saiu um decreto da parte de César Augusto, para que todo o mundo se alistasse”.


Todo o mundo! Poderia, a luz do contexto, significar “cada ser humano da terra”? Evidente que não. Significa apenas as pessoas do Império Romano.
JOÃO 1.10


“Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu”.


O mundo não o conheceu? É interessante este texto. Caso “mundo” sempre indique a “totalidade das pessoas”, então, deveriamos concluir que, por este verso, ninguém conheceu a Cristo! No entanto, tudo que o versículo está dizendo é que a grande maioria dos JUDEUS não aceitaram a mensagem de Cristo. E, mesmo assim, “mundo” não se refere a todos os judeus, mas apenas a grande maioria deles – já que mesmo entre os judeus daqueles dias, muitos aceitaram a mensagem de Jesus Cristo. Portanto, podemos dizer, com absoluta certeza, que uma parte do mundo conheceu Jesus, sem que isso contradiga em nada o que está sendo dito no versículo!
JOÃO 8.26


“Muito tenho que dizer e julgar de vós, mas aquele que me enviou é verdadeiro. E o que dele tenho ouvido, isso falo ao mundo”.


Falo ao mundo. Jesus jamais pregou sua mensagem ao “mundo”, se com isso queremos significar “cada pessoa da terra”. Na verdade, ele nunca saiu dos domínios de Israel, não é mesmo? “Mundo” aqui, refere-se aos judeus, e aos seus discipulos.
JOÃO 12.19


“Disseram, pois, os fariseus entre si: Vede que nada aproveitais. Eis que toda a gente vai após ele!”.


Toda as pessoas. Nem todas as pessoas iam “após Jesus”; ou seja, nem todos se tornaram seus díscupulos. Os próprios fariseus são um exemplo cabal disso. A figura de linguagem simplesmente retrata o grande alvoroço que a pregação de Jesus trouxe sobre Jerusalém e arredores; mas, de forma alguma, indica que “todas as pessoas” de Jerusalém o seguiam, e muito menos, todas as pessoas do mundo.


I JOÃO 5.19


“Sabemos que somos filhos de Deus, e que todo o mundo está no maligno!”.


Todo o mundo está no maligno! Ora, é fato que NO MUNDO existe uma multidão incontáveis de fiéis servos de Cristo! Portanto, “todo o mundo está no maligno” não pode significar que “cada ser humano” vive sob o poder de Satanás.


Que pretendemos com estes exemplos? Simplesmente isso: demonstrar que a presença do termo “mundo” em um versículo não serve para resolver a controvérsia que estamos analisando neste artigo. Não se pode abraçar o termo “mundo” e sua sonoridade, em total desrespeito as conclusões teologicas inevitáveis que isso nos trará, e colocando as Escrituras em contradição. Mas, pasmem!, é justamente isso que o arminianismo propôe! Os arminiamos querem nos fazer abraçar o termo “mundo”, sem levarmos em consideração as conclusões lógicas que isso traria sobre a nossa teologia, e sobre a teologia deles! Se a condenação eterna de pessoas é uma doutrina Bíblia, então o termo “mundo”, em passagens que falam sobre a salvação, não pode implicar em “cada ser humano”!

III



Nesta terceira parte de nosso artigo, pretendo demonstrar a impossíbilidade exegética e teológica do arminianismo. Para isso, quero apenas analisar a interpretação arminiana para o texto de João 3.15-17. Com isso, creio que todos estarão aptos a fazerem o mesmo com as demais passagens [supostamente] “arminianas” das Escrituras. Escolhi este texto, não por julgá-lo mais fácil, antes por imaginar que é o preferido do autor do artigo em análise:
Insofismavelmente, o texto de João 3.15-17 estabelece a universalidade da salvação e a ilimitável expiação. Cristo entregou a sua vida por toda a humanidade, a fim de que“todo aquele que nele crê” tenha a vida eterna, desfrutando do Reino de Deus do qual o Senhor Jesus havia falado a Nicodemos (vv.1-5). Que Deus nos guarde de querermos limitar o alcance da graça de Deus, que “se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens” (Tt 2.11) – Pastor Ciro.


Que tal lermos o texto?
E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado; para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele – João 3.14-17.


Alguns pretendem que neste versículo “o mundo” signifique “cada ser humano da terra”. Talvez o leitor seja um daqueles que acreditam nisto. Se for este o caso, peço-lhe que com sinceridade que atente para todo o contexto da passagem, e localize adequadamente tais palavras, dentro do diálogo que Jesus está travando com Nicodemos. Sim, pois ao descontextualizar esta passagem, é que as pessoas a interpretam erroneamente.


Para os judeus, como Nicodemos, a salvação era um privilégio apenas dos “filhos de Abraão”; de forma que eles se consideravam um povo melhor que os demais, e viam com hostilidade qualquer um que insinuasse que a salvação poderia existir fora do judaísmo. Este sentimento exclusivista era tão forte entre eles que Paulo, o apóstolo dos gentios, foi duramente perseguir durante todo seu minsitério.


Há algum tempo atrás escrevi um artigo sobre o dialogo entre Jesus e Nicodemos; e passarei a publicar novamente o que escrevi. Caso você ainda não tenha lido tal artigo, eis o mesmo na integra:
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“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” – (João 3.16)


O texto acima tem sido freqüentemente utilizado contra as antigas Doutrinas da Graça. Comumente se alega que doutrinas como a da Eleição Incondicional, por exemplo, não podem ser verdadeiras, já que Deus “amou o mundo de tal maneira”. Se Deus amou o mundo, alegam, não pode ter amado salvificamente apenas os eleitos. Somam a este argumento uma interpretação descontextualizada para a afirmação “para que todo aquele que nele crê”; vendo nela uma prova para a suposta capacidade humana para agradar a Deus.


O homem, todavia, não tem nenhuma capacidade para se fazer agradável a Deus; nem o termo ‘mundo’ presente no versículo serve para negar a doutrina da Eleição Incondicional. A impressão contrária nasce apenas devido ao costume de muitos em isolar este versículo do restante do contexto.


Jesus está conversando com Nicodemos, um grande especialista em religião judaica. Além disso, Nicodemos é também um homem que nutre sincera simpatia por Cristo, v. 2. Porém, este homem ouve uma dura advertência da boca do Senhor: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (v.3). Jesus é extremamente descortês com Nicodemos: claramente seu objetivo é sacudir as bases humanísticas da religião adotada até então pelo mesmo. É possível que Nicodemos esperasse ser elogiado pelo Senhor, afinal, mesmo sendo um dos chefes da religião judaica, era capaz de admitir que os sinais operados por aquele humilde Galileu significavam algo mais. Mas, para sua surpresa, Jesus simplesmente ignora o testemunho externo de Nicodemos, e o confronta com algo muito mais importante e profundo: a necessidade de nascer de novo!


Nicodemos pôde perceber que havia algo de especial em Jesus; do mesmo modo que muitos hoje em dia possuem uma impressão muito positiva sobre Cristo. Porém, tal impressão, que poderia até mesmo gerar uma confissão de fé externa, não era suficiente para Jesus. Tal convicção externa deveria ser traduzida em convicção interna, em novo nascimento, em fé genuína na pessoa e na obra do Senhor.


Nicodemos não fazia a menor idéia do que Jesus estava falando: “Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?” – ele pergunta abismado.  Há um detalhe na reação de Nicodemos que passa despercebido para muitos leitores. Nicodemos interpreta a figura utilizada por Jesus de modo literal, fugindo do real ensino pretendido. Mas, conforme nos ensinam diversos comentaristas, tal figura de linguagem não era estranho à própria religião judaica. De fato, ‘novo nascimento’ era a forma como os judeus denominavam a conversão de um prosélito, que abandonava o paganismo para abraçar a religião de Moisés.


Foi o preconceito racial que impediu Nicodemos de compreender corretamente a religião de Jesus Cristo. Para Nicodemos era impensável que um judeu, que se via “filho de Deus” por nascimento, precisasse, assim como os gentios, de umnovo nascimento. Tal possibilidade sequer passou por sua cabeça, de modo que sua única opção foi interpretar a figura utilizada por Jesus literalmente – por mais absurda que tal opção fosse!


Nicodemos estava tão sinceramente surpreso com a exigência feita por Jesus, que o Senhor imediatamente passa a esclarecer o assunto:


Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te maravilhes de ter dito: Necessário vos é nascer de novo. O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito – João 3.5-8.


“O que nasceu da carne, é apenas carne, Nicodemos” – explicou Jesus. Sua origem judaica, sua circuncisão, sua rigidez cerimonial, nem qualquer outro mérito humano, lhe poderão conceder o status de filho de Deus. Carne é apenas o que é, carne! Não importa se você, Nicodemos, é judeu ou gentio; carne só pode dar origem a carne. Apenas o Espírito pode gerar filhos espirituais a Deus, portanto, não fique surpreso por eu lhe dizer que te é necessário nascer de novo!


Nicodemos vivia e pregava uma religião matemática e previsível. O judaísmo tinha sua própria formula para se ganhar o favor de Deus: ser descendente de Abraão; ser circuncidado; obedecer às cerimônias mosaicas. Eles encaixotaram Deus, e a salvação por ele ofertada. Mas, não era este o ensino da religião de Jesus: “o vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito”.


Nicodemos vivia e pregava uma religião que pretendia controlar o vento. Porém, ensina Jesus, podemos até ouvir o som do vento, mas não podemos controlar de onde ele vem, nem para onde ele vai. O vento é soberano, e eficaz – não precisa da nossa autorização, nem pode ser resistido. O vento assopra. Ponto final.


Infelizmente muitos vão a João 3.16 procurando identificar ali a causa da salvação, e não a prova e a certeza dela. De fato, o versículo 16 não nos fala diretamente sobre a causa da salvação do pecador, mas sobre aquilo quecomprova sua realidade, e assegura o seu resultado. Todo aquele que tem fé em Jesus Cristo, em qualquer lugar do mundo, sendo ou não judeu, não perecerá, mas terá a vida eterna. Uma vida que não pode perecer jamais, isto está assegurada a todos os homens que depositam sua fé em Cristo, independentemente de sua nacionalidade.


Mas, afinal de contas, qual a causa primeira da salvação destes crentes? Jesus já falou sobre ela nos versículos anteriores. Segundo ele, não está nos méritos, nas capacidades ou nos supostos ‘direitos’ naturais do homem. Então, onde está a causa? A resposta de Cristo é definitiva e inquestionável:


“O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito”.
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Tendo tal contexto em mente, considere o fato de que “mundo” constantemente não se refere a “cada ser humano”, mas sim, a totalidade daqueles de quem se afirma alguma coisa. É o que ocorre nos textos que analisamos anteriormente. Neste texto que temos em mãos, o caso não é diferente. Jesus diz que Deus o enviou ao mundo “não para condenar o mundo”, mas sim, “para salvar o mundo”. Ora, querido leitor, se tais palavras significam “cada ser humano da terra”, então, Jesus está contradizento todas as Escrituras! Jesus nunca teve como objetivo salvar “cada ser humano”!


Tal afirmação contradiz abertamente as Escrituras:
“Porque se introduziram alguns, que já antes estavam destinados a este mesmo juízo, homens impios que convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus...”Judas 4.


“E os gentios, ouvindo isto, alegravam-se, e glorificavam a palavra do Senhor; e creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna”Atos 13.48.


“Logo, pois, compadece-se de quem quer, e endurece a quem quer. Então, você objeterá: Por que ele ainda se queixa? Pois, quem poderia resistir a Sua vontade? Mas, ó homem, que és tu, que a Deus questionas? Porventura a coisa formada dirá Ao que a formou: porque me fizeste assim? Ou, não tem o Oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra? E que direis se Deus, querendo mostrar a sua Ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da Ira, preparados para a perdição?” Romanos 9. 18-22.


Citando novamente Owen, afirmamos que “o ‘mundo’, neste versículo, tem que ser aquele mundo que realmente receba a vida eterna. Isto é confirmado pelo versículo seguinte – João 3.17 – onde, na terceira ocorrencia do termo ‘mundo’, é afirmado que o proposito de Deus ao enviar Cristo foi ‘para que o mundo fosse salvo’. Se ‘mundo’ se refere aqui a quaisquer pessoas senão aos crentes eleitos, então Deus falhou no Seu propósito”.


Concluindo, reafirmaos que existe apenas um sentido no qual a universalidade da salvação é verdadeira: quando somos, pelo Evangelho, ensinado que a graça de Deus não está limitada aos “filhos de Abraão”, como entendiam Nicodemos e os seus compatriotas judeus. Agora, sob Cristo, a graça de Deus é anunciada a “todos os homens”. Porém, isso não altera o fato de que Deus continua absolutamente soberano na distrubuiçõa de seus dons; conforme ensina o próprio Cristo:
“Mas vós não credes porque não sois das minhas ovelhas, como já os tenho dito. As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu as conheço, e elas me seguem. E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão...” – João 10.26-28.


Amém.

51 comentários :

  1. Graça e Paz Marcelo Lemos,

    Muito bom texto! Que Deus continue abençoando você e o seu projeto na web.

    Um forte abraço!

    Marcos Sampaio

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  2. Excelente sua página. Gostei especialmente de duas situações. A publicação do texto "Culto Racional", meu preferido. E a refutação ao Sr. Ciro (Pastor, para mim, é quem pastoreia, conhece suas ovelhas, é responsável por um rebanho).

    Que tal o irmão dá uma olhada no link abaixo. Tem outro debate interessante.

    Em Cristo Jesus.

    http://comunidadeshalom.zip.net/arch2007-10-21_2007-10-27.html

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  3. Seu texto é bastante contundente. A sua resposta está à altura!

    Mas, se serve de consolo pra nós, é o próprio Espírito que ilumina os homens para entenderem a Verdade de Deus.

    Graças a Deus temos recebido esta iluminação dEle, mas por motivos desconhecidos a nós Ele não ilumina aos outros, provocando, assim, interpretações carnais de verdades espirituais.

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  4. Leo;

    Obrigado pela visita, e pela participação. Que Deus o abençoe.

    Paz e bem

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  5. Marcos Sampaio;

    Obrigado pela participação; suas visitas nos enche de alegria.

    Paz e bem

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  6. Pastor Neto Curvina;

    Eu li seu artigo e achei muito bom; pessoalmente, apesar de assembleiano, eu não creio que as "linguas" sejam uma experiência que possa ser vivida por todo cristão, nem que exista sua obrigatoriedade para saber se alguém é, ou não, batizado com o Espírito Santo. Já escrevi sobre isso, como o irmão pode conferir. É um dos pontos em que eu discordo da teologia assembleiana. Outros pontos onde discordo são: soterologia e dispensacionalismo.

    Estarei, sim, dando uma olhada mais demorado no seu site. Obrigado pela indicação.

    Paz e bem

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  7. Heitor Alvez;

    Fico feliz com sua avaliação. Não tive tempo para responder "ponto a ponto", frase a frase... E também julguei não ser necessário, já que todo o artigo pode ser resumido em alguns pressupostos principais. Pressupostos que, como busquei demonstrar, não podem ser provados pelas Escrituras.

    Quando ao seu comentário, eu concordo plenamente. Sendo Deus totalmente soberano, é Dele mesmo que vem a falta de entendimento de alguns - COMO CLARAMENTE ENSINA A BÍBLIA SAGRADA. Por que Ele assim faz? Certamente por bons propósitos. Agora, quem sou eu para ter a pretenção de dizer exatamente qual o motivo d'Ele; todavia, me parece interessante observar que todos os avanços teológicos na história da Igreja, surgiram em meio ao nascimento de heresias... Para comprovar isso, basta conhecer a história.

    Obrigado por sua visita; paz e bem!

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  8. Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de JESUS, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles. Mt.1:21.

    Olhai por vós, e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com seu próprio sangue. Atos 20:28.
    Está ai de maneira breve a limitação sobre o seu povo, que nada mais é que sua igreja.
    Parabenizo-o pelo ótimo texto supra.

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  9. Irmão José R. Teixeira;

    Obrigado por sua participação, e pelo seu breve, porém conclusivo, subsídio bíblico.

    Paz e bem

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  10. A Paz Pr. Marcelo.

    Ótimo artigo, trabalhando conceitos ao invés de significados por demais simplistas.

    Concordo com o que o Pr. Neto Curvina escreveu no seu blog, apesar de eu também congregar na AD, somos em sua maioria muito superficiais, e alguns são mesmo é preguiçosos.

    Gostei do artigo, mas é uma pena que o Cirão não venha comentar aqui, pois aqui ele não tem como APAGAR seus comentários como normalmente faz no blogspot.

    Deus lhe abençoe.

    Em Cristo,

    Ednaldo.

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  11. Marcelo,

    Me desculpe usar este espaço para me manifestar contra o blog do Ciro.

    Escrevi dois comentários no blog do Ciro, refutando seus argumentos sobre uma tal "expiação ilimitada" e pedindo para analisar alguns texto à luz de alguns textos que citei.

    Mas o Ciro se utilizou de um argumento vazio para não me responder. Diz ele: "De nada adiantará, nesse caso, eu responder às suas indagações. Até porque o tom usado pelo senhor deixou a impressão de que está lidando com mais um arminiano equivocado ou preconceituoso".

    Bom, o fato dele se negar em responder às minhas indagações, mostra que, de fato, eu estava lidando com "um arminiano equivocado ou preconceituoso".

    Apenas pedi que ele analisasse á luz de sua teoria sobre a tal "expiação ilimitada" os texto de João 17.1-9; Mateus 11.20-24 e Isaías 6.9-13.

    Mas, fazer o quê, né? É de se esperar que um argumento frágil e emocional não resista à verdade bíblica.

    Isso é típico de todo arminiano!

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  12. Fique a vontade, contanto que nos mantenhamos no campo das idéias; como até agora. Pessoalmente, eu posto meus comentários no "Blog do Ciro", pois o considero muito bom, em muitos aspectos; posto sempre que um artigo me chama mais a atenção. Quando discordo do Editor do mesmo, não posto mais, já que recebi algumas vezes tratamento semelhante ao relatado pelo irmão, e pior.

    Paz e bem

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  13. Ednaldo; bom ter você por aqui, amigão.

    Sim, como assembleiano preciso admitir que muitos de nós são preguiçosos e superficiais. Aliás, não sei de que serve tanta Bíblia de Estudo, se ninguém estudo, no máximo, copia algo aqui e ali. Tenho visto muita gente preguiçosa, e acomodada, com a pretensão de ser porta-voz de Deus. Uma lástima. Mas isso está mudando, lentamente, mas está mudando...

    Paz e bem

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  14. Oi Marcelo eu também tive um comentário rejeitado! ( e olha que ele usou o meu outro comentário nesse embrolhio, hehe) ele o respondeu parcialmente no ultimo artigo da série( naquela questão da serpente de metal) mas eu fui burro , não guardei copiado o post em outro local .
    Eu analisei propriamente o antes e o depois de João 3:16, no qual, até mesmo admitindo a possível expiação ilimitada, quis demostrar que ela só seria válida e eficaz , na prática, aos que crerem! Mas ele faz questão de ressaltar MUNDO e TODO AQUELE, como e se referisse TODO AQUELE DO MUNDO, e não TODO AQUELE QUE NELE CRER!

    Tambem contestei " como que pode ser todo o mundo salvado , comodiz que jesus venho pra salvar o mundo e não o condenar, se logo depois é dito dos que serão condenados" ai eu até admite a expiação ilimitada, ams com a ressalva!

    Eu ia até diser " os "calvinistas" acanbam pegando pesado" mas não o direi, pois o pastor Ciro sempre , eu sempre vejo pelo menos, contra os calvinistas, diz que esses estão equivocados, que ele sim prima pela Palavra, os outros pela sabedoria humana! deixe! ele pode publicar aqueles comentários com zombação e elogios, então ele realmente não pode reclamar também de ter seus "amores"!

    alias, por tempo, eu perguntei do meu comentário não publicado! disse " então pastor Ciro, por que meu comentário, no qual não citei outro autor, como Spurgeon, não foi publicado, se eu só me referi a passagem de João 3, majoritariamente? a unica coisa que fiz foi defender que TODO AQUELE QUE NELE CRER não perecerá, e até mesmo admite que a expiação pode sim ser universal, mas aplicável só para os crentes?

    Abraços
    Armando

    19 Dezembro, 2009
    Ciro Sanches Zibordi disse...
    Então, Armando Marcos, não publiquei porque não houve necessidade. Mas agradeço-lhe pela participação.

    Um abraço."

    então, se é assim, que seja!
    Abraços
    Armando Marcos

    (PS: espero que meu comentário seja publicado, hehe)

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  15. Olá,
    Uma resposta que acabei de postar no site do Pr. Ciro. Espero que ele não a omita e espero que eu tenha tido uma boa argumentação (me converti a sã doutrina recentemente, de arminiano passe para calvinista a pouco tempo):

    Pr. Ciro:

    Uma Citação do Senhor.

    A salvação não depende do homem! Dá-se pela graça de Deus, que capacita o ser humano a crer e arrepender-se de seus pecados (At 11.18; Ef 2.8-10)

    Gostei dessa citação.

    Então realmente dependemos de Deus para sermos Salvos. Logo, não damos nenhuma ajuda para isso. Se não fosse a graça ninguém se salvaria. Se os salvos tiveram a graça os não salvos tiveram o quê? Creio que a ausência dela (a Graça). Logo, se não tiveram a graça, Deus não a derramou sobre eles.

    Se derramou, foi incompetente em convencer do pecado e tirar o pecado.

    Creio que se alguém é convencido, significa que tinha outra mentalidade, e foi levado mudar por alguém que lhe mostrou argumentos suficientes para mudar o curso de seus pensamentos.

    Deus realmente não quer robôs, quer uma adoração verdadeira e um amor verdadeiro do homem.

    Mas agora me responda. Quem produz amor e adoração sinceros para Deus?

    Se temos amor por Ele não é porque Ele é amor e nos amou primeiro?

    Mas se amou todos, porque todos não o amam?
    Não há amor verdadeiro se O Amor não estiver em nós.

    Finalizando alguns versículos para quem quiser algo mais sobre coisas espirituais que o homem natural não entende:

    Romanos 9:
    11 Porque, não tendo eles ainda nascido, nem tendo feito bem ou mal (para que o propósito de Deus, segundo a eleição, ficasse firme, não por causa das obras, mas por aquele que chama),
    12 Foi-lhe dito a ela: O maior servirá o menor.
    13 Como está escrito: Amei a Jacó, e odiei a Esaú.
    14 Que diremos pois? que há injustiça da parte de Deus? De maneira nenhuma.
    15 Pois diz a Moisés: Compadecer-me-ei de quem me compadecer, e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia.
    16 Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece.

    Não depende do que QUER nem do que CORRE mas de Quem?

    JOÃO 17:

    6 Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me deste; eram teus, e tu mos deste, e guardaram a tua palavra.
    7 Agora já têm conhecido que tudo quanto me deste provém de ti;
    8 Porque lhes dei as palavras que tu me deste; e eles as receberam, e têm verdadeiramente conhecido que saí de ti, e creram que me enviaste.
    9 Eu rogo por eles; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus.
    teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós.
    12 Estando eu com eles no mundo, guardava-os em teu nome. Tenho guardado aqueles que tu me deste, e nenhum deles se perdeu, senão o filho da perdição, para que a Escritura se cumprisse.
    14 Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo.
    16 Não são do mundo, como eu do mundo não sou.
    19 E por eles me santifico a mim mesmo, para que também eles sejam santificados na verdade.
    20 E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim;
    24 Pai, aqueles que me deste quero que, onde eu estiver, também eles estejam comigo, para que vejam a minha glória que me deste; porque tu me amaste antes da fundação do mundo.
    25 Pai justo, o mundo não te conheceu; mas eu te conheci, e estes conheceram que tu me enviaste a mim.
    26 E eu lhes fiz conhecer o teu nome, e lho farei conhecer mais, para que o amor com que me tens amado esteja neles, e eu neles esteja.

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  16. Caro Marcelo,

    Eu também tive um comentário rejeitado, tendo o articulista registrado expressamente em seu blog que não o publicaria (Expiação ilimitada 3). Todavia este é um costume do Pr. Ciro Zibordi, não publicar comentários contrários bem articulados, mesmo que respeitosos e civilizados.

    Seu texto está de fato muito bom, especialmente quando explicita o significado de "mundo" no contexto apresentado nas Escrituras, denotando não a universalidade das pessoas, mas , principalmente, que a expiação teria lugar para salvar judeus e gentios, circuncidados e incircuncisos, com o advento da nova aliança. Agora a salvação já não seria mais por obras, via de rituais, sacrifícios e libações, mas inteiramente pela fé (Ef. 2:8-9).

    Esse entendimento dos arminianos atuais como Ciro Zibordi chega às raias do "teísmo aberto" ou "teologia relacional", na medida em que 'desenha' um deus tão fraco, que dá o seu filho para morrer "pelos pecados de todos" , mas que salva apenas alguns. A esse deus falta um atributo, a onisciência, da qual a presciência é um minus. Pois, caso ele de fato quisesse salvar todos teria de fazê-lo, se não quisesse salvar todos, porém, deveria igualmente providenciar assim.

    Como eu expus ao Pr. Ciro, é uma corrente: se Ele diz expressamente que ningém pode buscar a Deus (Rm 3:10-12) e que somente o fazem "porque foram eleitos antes da fundação do mundo", corroborando que esse "buscar" de fato vem de dEle (Rm 8:29-30, 9:11-23; Ef 2:8-9; Fl 2:12; Cl 2:13), como afirmar que é o próprio homem quem "escolhe buscar e crer em Deus"? É uma completa contradição; é afirmar que Deus mente, ou que se equivocou; ou, ainda, que a Palavra é relativa.

    Porém, é triste reconhecer que com o Pr. Ciro Zibordi é impossível discutir saudavelmente, uma vez que ele suprime os comentários simplesmente por serem contrários ao seu texto - repita-se, mesmo quando respeitosos e civilizados, como foram os meus.

    Foi um prazer conhecer esse espaço de ideias, convido-o a fazer uma visita ao meu blog.

    NEle,

    Ricardo

    meu blog: ricardomamedes.blogspot.com

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  17. Armando;

    Via de regra, ninguém será impedido de publicar comentários aqui no “Olhar Reformado”; exceto quanto o próprio servidor barra um e outro por suspeita de “spam”. Porém, mesmo nestes casos, dependendo de quem for, eu ainda libero a publicação. Com isso não quero dizer que publicarei qualquer coisa aqui; certamente excluirei comentários com palavrões e calúnias. Felizmente, o nível dos comentários aqui tem sido muito bom, e não tem me dado grande trabalho.

    Via de regra, minha intenção é manter o blog num clima bem democrático; ainda que, vez em quando, eu tome a liberdade de responder criticos com veemencia... Mas, a liberdade será, pretendo, sempre levada em conta – como aconteceu no debate sobre a tradução de João 1.1; no qual, durante semanas, arianos e semi-arianos se viram livres para aqui publicarem seus pontos de vista.

    Por isso, é claro que seu comentário foi publicado... rsrsrsr

    Paz e bem

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  18. Felipe Venceslau;

    “A salvação não depende do homem! Dá-se pela graça de Deus, que capacita o ser humano a crer e arrepender-se de seus pecados (At 11.18; Ef 2.8-10)”.

    Ora, também gosto de ler isso – é o coração da nossa teologia! Não é interessante como os arminianos (sinergistas em geral) pretendem caminhar “em cima do muro”? De um lado, eles querem ser ortodoxos, não negando a Soberania de Deus; por outro, não querem tirar do homem a soberania! Tal ‘via média’ os leva a contradições, incosistencia!

    Na verdade, reduzindo o debate as suas conclusões ultimas, descobrimos que tal ‘via média ‘ não existe. Com efeito, quando se dá ao homem a escolha soberana sobre si mesmo, elimina-se, forçosamente, a soberania de Deus. Por este prisma, o openteísmo é mais lógico e consistente que o arminianismo – e ainda tem a seu favor o mérido de não se envergonhar das implicações de sua teoria!

    Oro para que o Pastor Ciro possa atentar para a validade e importancia de seu comentário.

    Paz e bem

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  19. Ricardo Mendes;

    Estarei, sim, fazendo uma visita ao seu blog – provalvemente, mais a noitinha, assim que chegar do trabalho. E, claro, concordo com sua análise do paradoxo arminiano.

    Paz e bem

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  20. Realmente é uma pena, pois eu coloquei esse link, deste texto, no blog do Pr. Ciro, pedindo que comentasse o mesmo, mas não foi colocado nem o meu post, assim como uma refutação necessária.

    É uma pena ver "apologistas" agirem assim.

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  21. Evandro Alkimim Colombo22 de dezembro de 2009 08:38

    Poxa, o cara respondeu meu post sem publicá-lo, que mandrião.
    Mandei a tréplica, vejamos se ele a responderá em secreto também...

    Amado pastor, antes de prosseguir só gostaria de deixar clara a minha tristeza pelo senhor ter respondido o meu post sem dar aos leitores a oportunidade de ler o mesmo, mas tudo bem prossigamos.

    Achei interessante a citação do Senhor sobre 1 Tm 2.4... o que diz mesmo?

    Leiamos:
    "...o qual deseja que todos os homens sejam salvos..."
    Mas espere, convido o pastor a ler também 1 Jo 5:14
    Leiamos:
    "...E esta é a confiança que temos nele, que se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve..."

    Agora, se é a vontade de Deus, como você infere, salvar todos os homens, desafio o senhor a orar isso imediatamente a Deus, e com toda certeza seria feito, pois seria algo 'segundo a sua vontade'

    Contudo isso não acontecerá, sabemos disso.

    Por quê?

    A bíblia está errada, ou a sua interpretação dela?

    Como um grande teólogo e apologeta que o senhor é, deveria analisar o fato de que em 1 Tm 2:4 Paulo se referia a todas as classes de homens, já que acabara de falar sobre como o cristão deveria orar pelas autoridades, reis e superiores na sociedade, pois não há essa distinção de posição humana, no que se refere á eleição da graça.

    Para encerrar pastor, e novamente tentando não ser tão extenso, só mais uma questão.

    O senhor afirmou categoricamente em sua resposta "Mas o arrependimento e a fé para a salvação, que também são dons de Deus só se manifestam na vida do pecador que, sendo capacitado por Deus, atende (pelo livre-arbítrio) ao seu chamamento para a salvação" É essa capacitação por parte de Deus, ELA, é a graça dada a... TODOS?

    Se Deus capacitou o senhor a atender o chamado dele para o arrependimento e não capacitou o seu vizinho, o que temos aí?

    Universalismo ou expiação limitada?

    A Morte de Cristo é Universal, mas a capacitação de Deus ao arrependimento é seletiva e incompleta?

    Responda biblicamente pastor, peço encarecidamente.

    Atenciosamente,

    Evandro Alkimim Colombo <

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  22. Pastor, aproveitando esse embate teologico ai, queria perguntar se o senhor ´poderia analisar aquele texto que lhe mandei ja a algum tempo, "Romanos 9 a luz da ortodoxia", que peguei no site arminianismo.com, feito por um diacono. O senhor disse que estaria olhando ele pra depois dar um parecer, e minha curiosidade ta muita, hehehehe.
    Abraçao pastor, força,paz e bem.

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  23. Vinicius;

    Sim, me recordo de seu pedido e, tenho já salvo no meu HD um pré-texto analisando o artigo supra citado por você. Estarei dando uma relida no que escrevi, e publicarei o texto - talvez em duas partes, ou três - no decorrer da semana.

    Paz e bem; obrigado por me lembrar deste pedido.

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  24. Olá!

    Primeira vez que venho nesse blog e agora voltarei sempre.

    Esse post foi EXTREMAMENTE explicativo a respeito de algumas diferenças do calvinismo e arminianismo.

    Parabéns pelo blog, e que Deus te abençoe e te guarde.

    Continue firme, escrevendo e falando da fé, sempre pautado nas escrituras!

    Abraço

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  25. Eu que te agradeço pastor, rsrsrsrs.
    abraços

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  26. Aguardo a exegese de Romanos 9 com ansiedade!!!

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  27. [...] Não contente com isso, o autor ainda tem a pretensão de classificar a fé reformada como “liberal”, numa demonstração clara de não saber o significado de tais termos. De “liberal” a Teologia Reformada não tem nada, e não preciso sequer me dar ao trabalho de responder a tamanha desfaçatez. Limitarei a perguntar ao oponente: quais doutrinas essenciais da fé cristã os reformadores negaram? Por acaso negamos a Triunidade de Deus? Negamos a inspiração das Escrituras? Negamos a o Sacrifício Expiatório e Vicário de Jesus? Negamos algum dos atributos morais de Deus? Negamos a responsabilidade moral do homem? Negamos a necessidade da fé? Negamos a necessidade do arrependimento? Negamos a importância da santificação? Não, meus queridos! A fé reformada não nega qualquer doutrina cristã, antes estabelece cada uma delas! (Aliás, coisa que o arminianismo não pode fazer, como demonstramos em outro texto, em resposta dada a artigo do Blog do Ciro!) [...]

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  28. Shalom Adonai,

    olá Pastor Marcelo lemos quero dizer que admiro muito seu trabalho que o senhor faz divulgando a verdade pela internet levando iluminação a muiots cristões que se encontram perdidos mesmo estando dentro de uma igreja, pois nem sempre esta numa igreja significa de fato esta ouvindo a verdade. Eu ja me senti assim perdido sem saber se séria salvo no fim, até que Espírito Santo usando pessoas como você me libertou.
    Gostaria de fazer uma pergunta com relação ao nome do nosso salvador, se o senhor tem álgum estudo com relação ao seu nome?
    Porque o seu nome e da maioria dos personagens bíblicos sofreram uma adúteração no processo de transliteração dos escritos Hébraicos e Grégo para o Latím.

    Me dispeço amado, até a proxíma fique com a paz de nosso senhor!!!

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  29. a Paz querido irmaos.... eu só nao consigo entender em tudo isso uma coisa...

    o por que que o Crente eu , vc e todos os cristaos..devem pregar o evangelho? já que nao sou eu quem decido (livre-Arbitrio) e sim Deus quem me chama segundo eu pude acompanhar nesse seu artigo...

    alguem poderia me responder?

    obrigado..até+

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  30. Ivan Clayton,

    A Palavra de Deus diz: "Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?" (Rm 10.14).

    Deus se utiliza da sua mensagem para converter seus eleitos. Ninguém vai ser convertido "de qualquer maneira". Somente se converterão se ouvirem a mensagem do evangelho pregada pelos seus servos. Só virão a Cristo se for através da Sua Palavra sendo pregada. Deus é quem chama através da pregação da Sua Palavra.

    Espero que fui claro. Um abraço.

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  31. Ivan Clayton

    A resposta, como já respondeu apropriadamente o Heitor, é que a pregação é o meio pelo qual Deus decidiu salvar os eleitos. Por isso pregamos, pois a fé salvífica, vem pelo ouvir. Em outras palavras:

    Você foi eleito; foi eleito para ser salvo por meio da pregação. Você foi salvo, foi salvo por meio da pregação. Deus predestinou o fim: sua salvação; e predestinou também o meio que usaria para te salvar: a pregação do Evangelho.

    Espero ter esclarecido; paz e bem!

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  32. Sim os irmaos foram claros... mais é que a predestinaçao ensina pelos amados irmaos fica confusa quando comfrontada com a palavra de Deus nao de maneira parcial e seletiva, mais sim de maneira completa e integral...

    De maneira alguma entrei nesse artigo para promover um debate, ou fazer prevalecer as minhas convicçoes e sim para esclarecer alguns pontos dos quais eu tenho duvidas a respeito do calvinismo ensinado pelos irmaos!

    entendo perfeitamente que é através da PALAVRA DE DEUS que recebemos o evangelho até por que a palavra citada pelos irmaos de Rm 10. no seu verso 17 diz que a fé vem pelo ouvir e o ouvir da PALAVRA DE DEUS , até ai estamos na mesma linha de raciocinio, porém dizer que Deus tem escolhido de modo SELETIVO os salvos seria algo de dificil compreensao por parte daqueles que NAO sao escolhidos como ensinado pelos amados irmaos.

    Por ex. se o irmaos afirmam ter escolhidos para o céu, nao a como fugir da ideia de que aja escolhidos para o inferno? ou eu estaria equivocado... alguem poderia me ajudar com respaldo biblico, reintero que essa minha forma de pergunta nao é ironica e presunçosa mas, sim alguem que tem muito a aprender e espero que minhas duvidas possam ser esclarecidas.

    Enquanto isso continuo com a linha de pensamento Arminiano " que a Salvaçao é oferecida a TODOS embora nem TODOS a recebam e sejam salvas".

    GRATO PELA ATENÇAO a paz..

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  33. Caro pastor,

    Você tem perfil no twitter? Gostaria de seguir seus comentários.

    A paz do Senhor.

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  34. Eu nunca consegui entender por que existem tantas discórdias entre calvinistas e arminianos.
    Irmãos será que vocês não compreendem que tanto os arminianos como os calvinistas serão salvos? Vocês perdem tempo com essas brigas tolas e acusações que não levam a nada! Poderiam usar esse tempo para falarem da salvação em Jesus a outras pessoas!
    Vocês acham que, se apenas o calvinismo estiver correto, (ou o arminianismo), somente os adeptos do pensamento “vencedor” serão salvos? Que bobagem! Amadureçam irmãos!
    A Bíblia é tanto arminiana quanto calvinista (De gêneses a apocalipse são encontrados versículos que sustentam tanto o arminianismo quanto o calvinismo!), e nesses debates que não edificam em nada, sempre haverá um arminiano acusando um calvinista de seu “erro” e vice-versa.
    Quando é que a igreja vai entender que o fato de uma pessoa ser calvinista ou arminiana não irá interferir na sua salvação?
    Parem de desperdiçar o precioso tempo que Deus lhes deu com essas intrigas! Calvinistas e arminianos são irmãos em Cristo, acreditam na mesma Bíblia, e um dia encontrar-se-ao no céu, então, mais uma vez: AMADUREÇAM!

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  35. Então o que a irmã está dizendo é que o conhecimento da palavra de Deus é bobagem?
    Estudar a biblia e entender a vontade de Deus, a forma de Deus agir, etc, é imaturidade?

    "A Bíblia é tanto arminiana quanto calvinista (De gêneses a apocalipse são encontrados versículos que sustentam tanto o arminianismo quanto o calvinismo!), e nesses debates que não edificam em nada, sempre haverá um arminiano acusando um calvinista de seu “erro” e vice-versa."

    Aqui a irmã demonstrou que seu desprezo pelo conhecimento a torna uma tola, com um comentário assim. Arminianismo e Calvinismo diferem mto, e em alguns aspectos, são OPOSTOS, então é impossível que a bíblia tenha versículos que sustentem os dois.

    Uma coisa tenho que concordar com a irmã: temos que pregar o evangelho!

    Mas isso me leva a uma questão: Como pregar algo que você não conhece? Como você quer sustentar a sua fé, se você despreza o conhecimento dela?

    Por um acaso seu evangelismo se resume a "Jesus te ama. Tome agora uma decisão por Cristo!"???
    Então eu tenho que te dizer que a unica pessoa imatura aqui é a sra.

    Em Cristo,
    Irmão Imaturo

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  36. Eu não quis dizer que estudar a Bíblia e procurar entender a forma de Deus agir seja errado. Ao contrário! A palavra de Deus deve e tem que ser estudada a fundo. O próprio Senhor falou que o seu povo erra por falta de conhecimento (Os 4:6 e Is 5:13, etc.). E creio que é devido a essa falta de conhecimento Bíblico que há tantos falsos profetas, modismos e doutrinas estranhas e extra-Bíblicas no meio da igreja.
    Talvez, realmente EU mesma seja tola e imatura por não conseguir definir se a Bíblia é calvinista ou arminiana, mas há nela versículos fundamentais que se contradizem! Dessa forma, ainda não consegui me definir como sendo calvinista ou arminiana. (Quem sabe, daqui a algum tempo, com mais estudo...).
    Aprecio tanto os ensinos e as mensagens de calvinistas (John Piper, Paul Washer, etc) quanto de arminianos (David Wilkerson, Ciro Sanches, etc).
    O que eu quis dizer, com a minha primeira mensagem, é que, se eu for arminiana, e estiver predestinada para ser salva, eu serei igual, independente do fato de ser arminiana! E o contrário também pode ser dito!
    Eu tenho uma certa raiva quanto a essas “rixas” entre arminianos e calvinistas, por que há uns dois anos, um luterano passou para a igreja onde eu congrego (Ass. de Deus), e ele (calvinista) era muito culto e estudado, suas mensagens eram profundas e todos na igreja passaram a respeita-lo, inclusive eu. Então, certo dia, ao conversar com um amigo, ele me contou que esse irmão calvinista havia ensinado que não importa o pecado que a pessoa cometa (mesmo depois de conhecer a Cristo), se ela está predestinada a ser salva, ela será de qualquer jeito; e também, se uma pessoa, por mais que se santifique, busque a Deus e seja sincera para com Ele, se ela não estiver predestinada para ser salva, seu esforço terá sido em vão, pois ela não será salva.
    Sabe o que aconteceu? Meu amigo fornicou com MUITAS mulheres (quase destruiu famílias), pois pensou que se sua alma estivesse predestinada para ser salva, seus pecados não interfeririam no resultado final.
    Depois de algum tempo, ficamos sabendo que esse irmãozinho calvinista era homossexual e pedófilo, tendo abusado sexualmente até mesmo da sua sobrinha, que era minha aluna na escola dominical. Aquele calvinista fez uma bagunça na minha igreja!
    Agora, compreende minha raiva? Mesmo não tendo uma posição definitiva quanto ao calvinismo, eu acredito sim, que para ser salva, uma pessoa tem que viver uma vida santa diante de Deus e ser fiel até o fim. "Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo." (Mateus 24 : 13); "Ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira." (Apocalipse 22 : 15).
    Acredito também, que se uma pessoa cristã, salva, cometer um pecado grave, como adultério, por exemplo, se ela morrer no seu pecado, sem ter tido tempo para se arrepender, ela irá para o inferno.
    Mas também sei, que em sua onisciência, Deus sabe quem será salvo ou não, então de certa forma, a predestinação faz um certo sentido.
    Desculpe ter escrito tanto.
    Na paz de Cristo,
    Suzana Santos.

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  37. "Talvez, realmente EU mesma seja tola e imatura por não conseguir definir se a Bíblia é calvinista ou arminiana, mas há nela versículos fundamentais que se contradizem! "
    De fato a irmã é imatura, pois se a biblia é contraditória, então ela é imperfeita. Se ela é imperfeita, ela é mentirosa, pq esta escrito lá nos salmos 19 que a Lei do Senhor é perfeita. Se a bíblia for mentirosa, imperfeita, então minha irmã, toda nossa fé é vã. Acreditar que ela se contradiz demonstra total falta de confiança em Deus.

    "ele me contou que esse irmão calvinista havia ensinado que não importa o pecado que a pessoa cometa (mesmo depois de conhecer a Cristo), se ela está predestinada a ser salva, ela será de qualquer jeito;"
    Isso não está errado de forma alguma. A diferença é que a salvação produz bons frutos. A pessoa que é salva, nao consegue mais viver NO pecado. A gente ainda peca, por que ainda não chegou a hora em que seremos incorruptiveis na glória com Deus, mas a nossa alegria não está no pecado.
    Talvez se seu amigo estudasse as doutrinas, ele saberia disso, e ao invés de achar na doutrina uma desculpa para o pecado, ele reconheceria o quanto ele depende de Deus.

    "Depois de algum tempo, ficamos sabendo que esse irmãozinho calvinista era homossexual e pedófilo, tendo abusado sexualmente até mesmo da sua sobrinha, que era minha aluna na escola dominical. Aquele calvinista fez uma bagunça na minha igreja!"
    Por isso que eu sou presbiteriano. É mais dificil ver isso acontecer nas igrejas presbiterianas por que não é qualquer um que vira pastor, não é qualquer um que assume o pulpito e começa a pregar nas igrejas. Acontecem bizarrices sim, infelizmente. Mas eu vejo com menos frequência nas igrejas presbiterianas do que em assembléias de Deus.

    "Agora, compreende minha raiva? Mesmo não tendo uma posição definitiva quanto ao calvinismo, eu acredito sim, que para ser salva, uma pessoa tem que viver uma vida santa diante de Deus e ser fiel até o fim. “Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo.” (Mateus 24 : 13); “Ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira.” (Apocalipse 22 : 15)."
    Exatamente... Como pode alguém dizer que conheceu o amor de Deus, o sacrificio da cruz que foi pra Remissão dos pecados, e continuar vivendo no pecado? A irmã esta certíssima. Se você é uma boa arvore, produza bons frutos. Você não é salvo pelos frutos que você da, mas os frutos são consequencia da salvação.



    Enfim, a minha critica no comentário anterior é uma raiva minha também. Pois sempre que começa uma discussão teológica, que ao meu ver é sadia, pois incentiva o conhecimento da palavra, vem um irmão pra falar uma asneira do tipo: "Jesus ama todo mundo... isso q importa... para de discutir"
    Isso me entristece.


    Em cristo,
    Irmão Imaturo, sempre buscando maturidade na palavra.

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  38. Tens toda a razão. Eu é que fui precipitada e imprudente ao dizer que a Bíblia se contradiz. Na verdade, cada livro completa um ao outro, e ela é perfeita. Eu é que me contradigo e me confundo na interpretação de alguns versículos. Mas sou novinha, tanto em idade como na fé (mesmo tendo nascido em um lar cristão, faz poucos anos que entreguei minha vida a Cristo, verdadeiramente) e ainda tenho muito a aprender.
    Não concordo muito com algumas coisas extra-Bíblicas e exageros da A.D, e admito que sou batista fundamentalista de coração, mas tenho sentido a direção de Deus de continuar na A.D, e eu, com a ajuda de Deus, tentar fazer a diferença na minha congregação.
    Que Deus o abençoe no seu ministério!

    Suzana Santos.

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  39. Caro Marcelo, gostaria de convidá-lo a ler os textos do meu blog

    http://mortoporamor.blogspot.com/

    Nele eu publico textos traduzidos de autores reformados, antigos e contemporâneos, que defendam a expiação universal e/ou assuntos correlacionados. Objetiva a defesa da doutrina tanto teologicamente quanto historicamente.
    Os textos já disponiveis são:

    Bruce A. Ware: As Múltiplas Intenções da Expiação
    Charles Hodge: Satisfação Penal e a Satisfação Pecuniária - Parte 1
    Charles Hodge: Satisfação Penal e a Satisfação Pecuniária - Parte 2
    Charles Hodge: Satisfação Penal e a Satisfação Pecuniária - Parte 3
    Expiação Universal - Parte 1 de 6: Representação Federal e Imputação Forense por David Bonm Tenament
    Expiação Universal - Parte 2 de 6: O Fundamento do Chamado Universal do Evangelho por David Bonm Tenament
    Charles Hodge: Falácia da Injustiça no Duplo Pagamento / Punição Dobrada
    J. C. Ryle: Por quem Cristo Morreu?
    R. L. Dabney: Redenção Particular
    Expiação Universal - Parte 3 de 6: Os Fundamentos Objetivos da Fé por David Bonm Tenament
    Edward Polhill: Falácia da Injustiça no Duplo Pagamento/Punição Dobrada
    A A Hodge: Graça Comum e Graça Eficaz
    Charles Hodge: A Suficiência da Satisfação de Cristo - Como Classicamente Definida
    Expiação Universal - Parte 4 de 6: Os Desejos de Deus são Frustrados? Por David Bonm Tenament
    Jonathan Edwards: Expiação Limitada e Suficiente

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  40. Irmão Emerson sua iniciativa é muito boa, e só vendo os nomes e os títulos já me sinto motivado a visitá-lo sempre; tomarei ainda a liberdade de indica-lo em minha lista de blogs.

    Paz e bem!

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  41. Caro Marcelo, muito obrigado e que Deus te abençoe ricamente!!!

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  42. [...] EXPIAÇÃO EFICAZ – Uma Resposta Bíblica a Artigo do Pastor Ciro Sanches Zibordi [...]

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  43. [...] EXPIAÇÃO EFICAZ – Uma Resposta Bíblica a Artigo do Pastor Ciro Sanches Zibordi [...]

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  44. excelente do começo ao fim !

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  45. Porque os calvinistas debatem sobre a predestinação (segundo alguns ) não devem falar de tal assunto nos pulpitos em praça publica ou em uma evangelizaçaõ. Imagino voces evangelizando "olha amigo voce ja nasceu salvo ou condenado ao inferno voce não pode mudar isso prvavelmente Jesus não morreu por voce" que mensagem mais terrivel os ateus estariam certos se Deus realmente fosse desta forma. Pergunto para voces calvinistas "voce é um predestinado" ? que sorte e sua mulher ? também iiiiiiiisso que é ter sorte e seus filhos taaaaaaabem não acredito como voces tem sorte vão dizer que seus pais tabem foram predestinados não acredito quanta sorte ou se um dos filhor é rebelde não quer saber de ir a igreja ai voce diz para esposa deixa esse não é um eleito. Parece filme de terror. tenho 13 anos de conversão e se Deus fosse o que voces dizem eu deixaria de servi-lo e de adora-lo pois sendo assim o amor de um pai e de uma mae seria maior do que o dele ou voce sendo pai de dez filhos escolheria salvar trez e condenaria os outros setes ? Essa seria a unica crença que daria suporte para colocar Deus na parede " então o homem ama mais que o Senhor" O diabo ja era salvo e desviou com a terça parte dos anjos não eram predestinados ? O diabo disse que Jó era temente a Deus apenas poque Deus lhe enchera de bens hoje o inimigo poderia indagar " esses que te servem o fazem porque tu Deus os obriga com teu espirito de a eles liberdade para escolher para ver se o servirão " Prefiro crer baseado em textos biblicos que tanto o livre arbritio como a presciencia de Deus são biblicas ou seja Deus conhece o filme do começo ao fim conhecendo de ante-mão os que o aceitariam. A questão é que as escritura demostra um pouco do poder de Deus que confunde a mente limitadissima dos meros mortais. Essa é a unica crença que eu nunca ensinaria, não me leva a um crescimento de conhecimento mas diminuiria muito a minha adimiração ao criador que aprendi a amar por ele não fazer acepção de pessoas. Ha ótimos estudos sobre esse assunto varios destes no blog do Ciro qué é muito bom.

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  46. José,

    quer dizer que vc não crê na predestinação pq ela não te da um conforto?
    Sua confiança em Deus depende de saber que você quem determina sua salvação?

    E outra, quem sou eu pra dizer quem é eleito ou não? Eu só posso afirmar sobre a minha salvação, e de mais ninguem!
    Logo, isso faz com que eu me esforce em pregar a palavra e orar por TODOS, principalmente se eu tiver um filho que aparentemente está afastado do evangelho.


    Antes de dizer "eu não acredito" você deveria estudar as doutrinas da graça com mais afinco, para então tirar conclusões.

    Recomendo a leitura do livro "Uma jornada na graça" para que você compreenda de forma simples as doutrinas.

    Ao ler o livro ou estudar as doutrinas da graça você vai perceber que mesmo se Deus não salvasse a ninguém, ele ainda assim seria Justo. Vai entender que Deus não pratica Injustiça com ninguém, ele apenas aplica justiça aos não-eleitos, e misericórdia aos eleitos.

    Enfim, estuda um pouco... Seu comentário demonstra uma total falta de confiança em Deus e uma confiança em seus próprios atos e desejos.

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  47. Paz amado!
    quando se fala de "mundo" em lucas esta se falando de mundo civilizado ja que os orientais eram considerados bárbaros
    o mundo de 1a joão 5 é o sistema mundano e não os seres humanos, blz?
    Agora quanto a pregação do evangelho Jesus não fez distinção de pessoas "IDE POR TODO O MUNDO E PREGAI O EVANGELHO A TODA A CRIATURA"
    não há delimitações nessa passagem e ela é clara
    Mas para que não haja dúvida entre nós medite em MATEUS 24:14
    1a TIMÓTEO 2:3 E 4
    O PROBLEMA HJ EM DIA É QUE SE VÊ MUITA "EUxegese" BÍBLICA
    O QUE A PALVRA DE DEUS DIZ? QUEM NOS SEPARA DE DEUS?
    É O NOSSO PRÓPRIO PECADO, NOSSAS FALHAS E MALDADES E NÃO UMA ESCOLHA DE DEUS SOBRE QUEM VAI SE DAR BEM OU NÃO, LEMBRE-SE DEUS NÃO FAZ ACEPÇÃO DE PESSOAS(OU FAZ?)rsrs
    importante ressaltar que deus noa deu livre arbítrio.
    A GROSSO MODO É COMO UMA RELAÇÃO DE UM PAI COM FILHO ADULTO
    MESMO QUE O PAI TENHA MAIS EXPERIENCIA SAIBA O QUE É MELHOR PARA ESSE FILHO, ELE SÓ ACATA A OPINIÃO DO PAI SE QUISER SEM ISSO IMPLICAR NA AUTORIDADE DO PAI.
    O GRANDE DIFERENCIAL NO CASO DA SOBERANIA DE DEUS É QUE SE O FILHO SE ARREPENDE ELE TEM TODO PODER PARA RESTAURÁ-LO PQ ELE PODE TODAS AS COISAS(FILHO PRÓDIGO CONHECE A COMPARAÇÃO QUE JESUS FEZ DA RELAÇÃO DE DEUS COM OS HOMENS?).
    BEM, TINHA MAIS COISAS PARA POSTAR(MAS TENHO Q POR MEUS FILHOTES NA CAMA).
    ABRAÇO GRANDE DA SUA IRMÃZINHA EM CRISTO(?)
    PATINHO FEIO

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  48. Eu amo os calvinistas, mas O-D-E-I-O o calvinismo! Rogo a Deus que abra os olhos dos calvinistas, para que se convertam de verdade, mudem de vida e parem de enganar outros cristãos.

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