Sou Reformado, queiram ou não!

Que alguns Reformados não consideram-me um Reformado sei de longa data: desde que, e principalmente, enquanto ainda era pentecostal, ou quando ainda membro das Assembléias de Deus. A acusação é simples: “se ele aceita a atualidade deste e daquele dom, então, obviamente, não é um cristão Reformado, pois isso afeta a Doutrina do “Sola Scriptura””. Sim, eu conheço a objeção acima, e sei que um e outro a lançam contra mim. E, mesmo hoje, apesar de membro da IGREJA ANGLICANA REFORMADA, muitos continuam com o mesmo julgamento, uma vez que sigo convicto de que os carismas são para a Igreja de hoje. Aliás, Comunidade Anglicana Carisma é o nome da nossa comunidade aqui em São Mateus, Zona Leste de São Paulo (conheçam o site).

Sabendo disso, não fiquei surpreso ao encontrar certo comentário criticando minha teologia. O artigo em si, publicado no blog Filosofia Calvinista, não foi direcionado a minha pessoa, nem faz-nos qualquer referencia, contudo, dado o grande preconceito sobre o tema, meu nome acabou sendo citado nos comentários por um leitor chamado Gunnar Vingren (referencia ao nome de um dos pioneiros pentecostais no Brasil): Pentecostal calvinista é o mesmo que calvinista pentecostal - não existe. É um sonho impossível. Há um blog chamado Olhar Reformado por Marcelo Lemos que cai nessa esparrela antibíblica. Se diz até "reformado", mas advogada crenças pentecostais. O pentecostalismo é cria do liberalismo teológico que não morreu, mas continua muito vivinho sob novas roupas.O que devemos fazer: Fugir do pentecostalismo, bem como do calvinismo pentecostal...” 

Pretendo, com a Graça de Deus, pontuar algumas coisas não apenas a este leitor, como também a certos equivocos cometidos no próprio texto publicado pelo Blog. Nosso texto tem em mente, além do comentário do leitor, apenas o primeiro texto da série – Pentecostalismo e Reforma Protestante: Parte I -, que um leitor de lá achou que aplicava-se a minha teologia.

CARISMAS E “SOLA SCRIPTURA”

Em primeiro lugar, que não sendo Pentecostal a muitos e muitos anos, não sinto-me obrigado a responder criticas que são feitas ao movimento e a teologia pentecostal. E não responderei a elas. Criticas feitas ao Movimento Pentecostal preocupavam-me a dez anos atrás, hoje já não são assuntos meus. E quem já leu determinados artigos que escrevi, por mais que eu não seja um bom escritor, sabem que não sou pentecostal, e que nego abertamente as doutrinas distintivas do Pentecostalismo. “O Batismo com o Espírito Santo: Uma Análise Teológica” é um dos que eu recomendaria.

O único interesse que tenho em todo este debate resume-se a isto: se a crença na atualidade dos carismas afeta ou não o Sola Scriptura. O fato de eu acreditar na atualidade deste e daquele dom não me torna um Pentecostal, assim como a Doutrina da Predestinação não torna o “apóstolo” Miguel Angelo um Calvinista ou Reformado. Ainda que exista certa semelhança, não são a mesma coisa.

Além disso, o fato de acreditar na atualidade deste e daquele dom não me excluí do hall dos Teólologos Reformados. Por acaso nego qualquer um dos Cinco Solas? Se não faço tal coisa, não vejo qualquer motivo para tal acusação. Nossa Igreja, Anglicana Reformada, é uma Igreja totalmente apegada aos Solas, e ao mesmo tempo aberta a atuação do Espírito Santo. Qual o problema então? Certamente alguns imaginam que se o Espírito Santo pode, por exemplo, falar ao coração ou à mente dos cristãos, isso equivaleria a uma segunda fonte de autoridade. Seria o caso da Profecia. Tal objeção parece razoavel, no entanto, é anti-biblica e contradiz a própria Teologia Reformada. Ora, um dom que a própria Bíblia ordena que seja buscado, e não seja desprezado, pode ser um inimigo desta mesma Escritura? Além disso, outras reflexões podem ser feitas.

1. Deus tem inspirado sua Igreja a fazer uso de Credos e Confissões de Fé. Estes nos servem, em certo sentido, como “regras” e “guias”. Não é assim, irmãos Reformados? Certamente! Isso nos torna menos fiéis, ou mesmo traidores do Sola Scriptura? Bem, talvez hoje tal questionamento não pareça muito importante, mas ele foi feito ao longo da Hitória, e a própria Confissão de Westminister usada pelos presbiterianos aqui no Brasil, faz questão de esclarecer: Pessoas há que estranham adotar a Igreja Presbiteriana uma Confissão de Fé e Catecismo como regra de fé, quando sustenta sempre ser a Escritura Sagrada sua única regra de fé e de prática. A incoerência é apenas aparente. A Igreja Presbiteriana coloca a Bíblia em primeiro lugar. É ela só que deve obrigar a consciência (...)A Igreja Presbiteriana sustenta que a Escritura é a suprema e infalível regra de fé e prática; e também que a Confissão de Fé e os Catecismos contêm o sistema de doutrina ensinado na Escritura, e dela deriva toda a sua autoridade e a ela tudo se subordina”.

Observem que a estranheza aqui descrita não é em nada diferente daquela que encontramos em quem se recusa a ver-nos os Reformados que somos. Quando um Ministro presbiteriano subscreve os extensos capítulos de Westminister ele está negando o Sola Scriptura? Não! Ele parte do pressuposto de que suas afirmações estão de acordo com as Escrituras, de modo que a Confissão não se torna uma autoridade paralela ou rival. Alguma de todas as doutrinas que pregamos em nossas Comunidades baseia-se em outra fonte de autoridade que não o Santo Livro? Esse é o ponto aqui. Não se trata da opinião de alguém sobre a atualidade ou não dos dons, mas se procede a acusação que nos fazem de adotarmos outra fonte de autoridade que não a Escritura! Podem provar este ponto? Podem provar esta acusação? Se não podem, todos os seus argumentos contra sermos Reformados caem por terra.

2. O Espírito ilumina o coração e a mente dos cristãos. Nós, os Reformados, acreditamos no Sola Scriptura, e afirmamos ser necessário que, para compreendê-la, o homem carece ser iluminado soberanamente pelo Espírito. Mesmo o Cristão, quando lê a Palavra de Deus, necessita da iluminação interna dada pelo Espírito, a fim de que possa compreendê-la. Diz Westminister: “À Escritura nada se acrescentará em tempo algum, nem por novas revelações do Espírito, nem por tradições dos homens; reconhecemos, entretanto, ser necessária a íntima iluminação do Espírito de Deus para a salvadora compreensão das coisas reveladas na palavra, e que há algumas circunstâncias, quanto ao culto de Deus e ao governo da Igreja, comum às ações e sociedades humanas, as quais têm de ser ordenadas pela luz da natureza e pela prudência cristã, segundo as regras gerais da palavra, que sempre devem ser observadas”.

Como diz certo personagem de desenho animano: “Gente!” Será que os autores de Westminster eram Pentecostais? Westminster nos diz que nada, absolutamente nada pode ser acrescentado as Escrituras. E seu apego irrestrito ao Sola Scriptura não a impediu de afirmar também que,

 (a) faz-se necessária uma iluminação interna concedida pelo Espírito Santo, ou seja, o Espírito fala direta e pessoalmente ao coração dos cristãos;

(b) que em algumas circunstâncias, não abarcadas especificamente na Palavra de Deus, o cristão poderá ser guiado “pela luz da natureza e pela prudencia cristã, segundo as regras gerais da Palavra”.

Ora, isto significa que o Espírito Santo fala internamente, e fala até mesmo atravez da “luz da Natureza”. Ao que me parece, alguns reformados pretendem ser mais reformados que sua própria confissão de fé! É fato que temos na Bíblia nossa regra infalível, e suficiente para conduzir-nos a Verdade, mas isso não exclui o fato de Deus se comunicar conosco por outros meios; e tal comunicação – através da “luz da natureza”, por exemplo – não nos desobriga de avaliarmos tudo pelo crivo da Revelação, não implicando, portanto, numa negação do princípio reformado do Sola Scriptura.

Não tenho a pretenção de expor tudo sobre o assunto aqui, nem de responder a todas as objeções de meus irmãos cessacionistas, espero, entretanto, ter demonstrado como não é tarefa tão simples negarem-nos o direito de fazermos parte da Tradição Reformada, tomando como prova nossa convicção carismática. Discordam do meu posicionamento carismático? Não vejo problema com isso, o problema é quando, de modo contraditório, julgam-se os unicos detentores da Fé Reformada.

REFORMA E “CATOLICIDADE”.

Além da forma equivocada como certos Reformados tratam a relação entre Carismas e Sola Scriptura, podemos acrescentar ainda sua aparente incapacidade em compreender a “catolicidade” do Cristianismo. Ser for mais que uma mera impressão nossa, seria o mesmo que dizer que tais pessoas veem na Reforma não uma “reforma”, mas um “demolir” e “fazer de novo”. Muitos cristãos pentecostais pensam do mesmo modo, jogando fora quase dois mil anos de História e Tradição cristã, que ao contrário do que alguns pensam, não é patrimônio dos “católicos romanos”, mas de toda a Igreja. A Reforma, entretanto, jamais tentou ser uma demonição, apenas quis ser Reforma mesmo. O desejo não era o de destruir, mas limpar a casa. Quando não temos tal conciência, perdemos a noção de nossa catolicidade.

Este seria, acredito, tema apropriado para um segundo artigo, todavia, o problema que abordaremos agora parece ser útil para esclarecer o já analisado na primeira parte.

“Assim como ser Católico e Protestante ao mesmo tempo não é possível, também não é possível ser Protestante e Pentecostal”, diz o autor do artigo. O autor toma a segunda afirmação como certa, partindo do pressuposto de que a primeira seja inquestionável. Contudo, é um sofisma, já que a primeira frase não nos diz muita coisa, e por isso, acaba não dizendo nada e desembocando numa falsa conclusão. Podemos começar pelo básico: não é possível ser Protestante sem ser católico, pois o Protestantismo aceita os Credos da Igreja Indivisa, nos quais confessamos crer e ser parte da Igreja Católica. O Símbolo dos Apóstolos, por exemplo, diz-nos, quase nas últimas linhas: “Creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição do corpo, na vida eterna. Amém!”. Este Símbolo da fé cristã, bem como outros, como o Credo de Nicéia, são confissões de fé que remontam a Igreja Indivisa, e sempre foram aceitos e cridos pela Igreja Reformada. A liturgia de nossa comunidade em São Paulo traz essa confissão (confira aqui), bem como a liturgia de Calvino em Genebra, e muitas outras! Quem diz que não se pode ser “católico” e “reformado” nega o Credo Apostólico? Negam eles o Credo Niceno? Negam integrar a Corpo Universal de Cristo? Antes de recitar o Credo, a liturgia de Calvino ora: “Senhor aumenta-nos a fé” (confira aqui). Qual fé? A Fé da Igreja Indivisa, expressa nas palavras do Credo.

O problema talvez seja terem, ainda que sem intenção, confundido catolicismo “romano” com “catolicismo” (do mesmo modo que confundem pentecostalismo com carisma). Ser Reformado implica aceitar a fé da Igreja Indivisa, o que implica em aceitar também sua catolicidade, ou a universalidade da fé cristã (“católico” significa simplesmente “universal”). Do contrário, os Reformados de hoje pretendem ser mais Reformados que há 500 anos? Estão reinventando o cristianismo e a Reforma? Se não querem reformar a fé da Igreja Indivisa, pretendem reformar o que? A fé Budista? Não! Apenas que muitos parecem ter esquecido de aprender algo muito simples com os Reformadores: que ser católico não é o mesmo que ser “romano”. Mas, se é este o caso, nós anglicanos, e outros reformados, podemos ajudá-los.

É verdade que o autor pode ter simplesmente desejado usar o termo “católico” como sinonimo de “romanismo”. Isso é possível, contudo injustificável, especialmente em discurso escrito, com intenções apologéticas.

Em todo o caso, sendo mais que possível se insista em negar-nos o honroso título de “Reformados”, resta dizer que a salvação é exclusivamente pela fé, e não por títulos cunhados por uma tradição cristã. Não entraremos nos portais celestiais com uma carteirinha de anglicano, calvinista, pós-milenista, ou por seguir as rubricas do LOC 1662, ou preferir a liturgia de Calvino em Genebra! De fato, nosso único passaporte será a “Graça”, e nem um átomo do que quer que seja a mais. Pentecostal? Carismático? Cessacionista? Nada disso será de algum valor, se não chegarmos aos céus pelo “Sola Fidei”; mas com este, todos os demais serão supérfuos e, ali, desnecessários.

Minha impressão, seja pelo comentário do leitor do blog Filosofia Calvinista, seja pelo conteúdo do próprio texto do blog, é que muitos de nossos irmãos reformados tendem a defender um visão “denominacional” do que seria a Reforma Protestante, quando, de fato, a Reforma foi um opor-se justamente a idéia de que um grupo, uma tradição cristã particular, ou qualquer pessoa, detenha direito ao monopólio sobre a Igreja de Cristo.

Por Marcelo Lemos

14 comentários :

  1. Muito bom o texto e sua argumentação, Pr. Marcelo. De fato a Igreja é Católica (universal), Apostólica (edificada sobre o fundamento dos apóstolos, que é Jesus Cristo), Santa (separada do mundo e separada para Deus, sem deixar o mundo - por enquanto, rsrsrsrs) e Única (somente existe uma Igreja). E ser reformado, ou calvinista, até onde sei, é endossar os Cinco Solas e os Cinco Pontos expressos nos Cânones de Dort. Sou batista, calvinista, creio na atualidade dos dons, porém não sou pentecostal. E me considero genuinamente reformado. Muito boa também a sua menção aos credos históricos, e cito aqui a Confissão de Fé Batista de 1689, plenamente reformada. E parabéns aos irmãos anglicanos reformados por seu labor no Brasil. Precisamos muito, muito mesmo, de mais igrejas sérias neste país - igrejas solidamente firmadas na Palavra de Deus, e portanto reformadas. Grande abraço.

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  2. Irmão Marcelo Graça e paz!
    Nossos pensamentos são muito parecidos!
    Como já disse ao irmão,sirvo a Deus na Assembléia de Deus da minha cidade, mas também sou adepto da teologia de Calvino.
    Li o seu artigo sobre o batismo com o Espirito Santo,e tenho a mesma opinião.Portanto,como o irmão pode ver,só até ai já discordo em 2 pontos de meus irmãos pentecostais.Sou Calvinista e vejo o batismo com o Espirito Santo da mesma perspectiva que a sua.Porém,isso não me impede de servir a Deus em uma Assembléia de Deus.Obviamente que sou um defensor dos dons para os dias de hoje,então,não tenho muitas opções por aqui.A única igreja reformada que tem por aqui é uma Presbiteriana Independente,porém eles são cessacionistas,logo,sou persona nom grata por ali.Mas obviamente que os considero como irmãos em Cristo,ao contrário de muitos reformados que nos enxergam como uma escória a ser combatida.Mas tudo bem.De qualquer forma o seu artigo foi bastante esclarecedor.
    Fique na Paz
    Fábio Costa

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    1. Pr. Carlos Alberto Ferreira3 de outubro de 2012 14:05

      Olá, na verdade, oficialmente, a IPIB não é cessacionista. Pelo menos não desde que sua Assembleia Geral aprovou um documento reconhecendo a contemporaneidade de todos os dons espirituais. Mas isso não quer dizer que os irmãos da IPI de sua cidade nao o sejam. Oficialmente o documento reconhece a atualidade dos dons mas não obriga nenhuma igreja local a evidenciá-los, até porque as coisas do Espírito não são por força nem por violência. O que o documento garante é que nenhuma igreja será perseguida se os dons se manifestarem ali, o que desejamos que aconteça em mais e mais IPIs.

      Graça e paz!

      Pr. Carlos Alberto Ferreira - IPI de Areado - MG

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  3. Ola irmão otimas considerações...

    Estou afim de parceria entre os blog... visite o meu e se estiver afim de parceria deixe um contato la http://www.hospitaldalma.com/

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  4. Marcelo,

    Gunnar Vingren é o nome do irmão, e não uma referência "a um dos pioneiros pentecostais no Brasil". Eu o conheço pessoalmente, e também tenho sido chamado por ele de herege (literalmente) por considerar-me um "reformado continuísta".

    Que o Senhor lhe abra os olhos!

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  5. Acredito nos dons do Espirito. Não como os Pentecostais.

    Hikaru-san

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  6. Só achei o penultimo paragrafo desnecessário. Como em um texto apologético se desqualifica a própria apologética? Eu entendi sua intenção, mas acho que não ficou muito legal a colocação. No mais eu achei o texto bem coerente. Ainda estou indeciso quanto aos dons, mas assim como acredito que possa haver pré/pós e a-milenistas, acredito que possa haver cessassionalistas e continuístas.

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  7. Escrever o mesmo comentários mais 100 vezes não vai responder meus argumentos. O espaço está aberto, o desafio lançado.

    Paz e bem

    Marcelo Lemos
    Comunidade Anglicana Carisma

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  8. Meu querido, vou pôr minhas palavras do mais claro possível - VOCÊ NÃO É REFORMADO. Não existe reformado pentecostal, esqueci, você não pentecostal, seja o que você venha a ser, algo muito certo é certo: VOCÊ NÃO É REFORMADO. Seu argumento do SOLA SCRIPTURA não convence, mas apenas a você mesmo, é claro. Esse Sola é aquela doutrina plagiando Martinho Lutero onde a igreja se mantem de pé ou cai. Então, não fique alarmado ao citar seu nome como um não cessaionista que se intitula e pousa de reformado. É uma pena, mais há muitos como você!

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  9. Como eu disse para o irmão que o antecedeu, repetir a opinião "Você não é reformado", dez, vinte, mil vezes, não vai responder meus argumentos.

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  10. Uma curiosidade apenas. Como subscrever os credos sendo protestante? Especialmente Nicéia: "Et unam, sanctam, catholicam et apostolicam ecclesiae" = Creio na Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica. Una? Começa por aí. O protestantismo NÃO é Uno. Santa? Posso conceder, como Católica tb... Mas falta a quarta nota da Igreja: Apostólica. Onde seria Apostólica a fé protestante? Remontaria aos apóstolos, tendo sido fundada por eles? Não.

    Tenho real dificuldade de ver como vocês abraçariam o Credo de Nicéia em especial. :)

    Abraços.

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  11. Pr. Carlos Alberto Ferreira3 de outubro de 2012 13:59

    Olá Marcelo, sou pastor da Igreja Presbiteriana Independente de Areado - MG e gostei muito mesmo do seu artigo. Concordo com voce. Minha igreja (IPIB) convive com esse dilema desde que sua Assembléia Geral aprovou um documento declarando a contemporaneidade de todos os dons espirituais. Nao que todos os dons precisam necessariamente se manifestar em uma igreja local mas, querendo Deus, o documento afirma que Ele pode operar seus carismas hoje ou em qualquer tempo. Foi um documento que deixou a desejar aos pentecostais mas que colocou a IPI em rota de colisão com os reformados radicais que nos acusam de termos abandonado o movimento reformado para abraçar o pentecostalismo. A sua colocação em sua matéria em muito responde a essas objeções. Parabéns1

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