Calvinismo: Como Ensinar e Pregar

Como Ensinar e Pregar o "Calvinismo"



 Por John Piper


1. Seja rigorosamente textual em todas as suas exposições, explicações e defesas dos ensinos calvinistas. Torne-os sempre uma questão textual e não uma questão de lógica ou de experiência.

2. Não seja áspero, mas sempre gentil. Assuma que trabalhar todos estes grandes conceitos pode levar anos e que estar no processo já está OK.

3. Fale de seu próprio quebrantamento com respeito a estas coisas e como elas são preciosas para você e também como e porque elas auxiliam a sua alma e lhe ajudam a viver sua vida.

4. Faça de Spurgeon e Whitefield seus modelos em vez de Owen e Calvino, porque aqueles eram evangelistas e ganharam muitas pessoas para Cristo de um modo mais adequado aos nossos próprios dias.

5. Seja um evangelista e um mobilizador para missões de forma que a crítica de que o Calvinismo entorpece a paixão pelos perdidos seja silenciada.

6. Trabalhe os cinco pontos partindo do "I" em TULIP e não do "U". Ou seja, mostre às pessoas que elas não querem realmente levar o crédito final pela sua própria vinda a Cristo. Elas não querem levantar-se diante de Deus no dia do julgamento e responder à pergunta, "Por que você creu e outras pessoas com as mesmas oportunidades não o fizeram?" com a resposta, "Bem, suponho que eu era mais inteligente, ou mais espiritual". Eles querem dizer, "Pela graça eu fui trazido à fé". Essa é a "graça irresistível". Quer dizer, graça que triunfa sobre toda a resistência até o fim.

7. Supere os seus críticos em alegria. Aquele que conhece e descansa na soberana graça de Deus deveria ser o santo mais feliz de todos. Não seja um falso anúncio - azedo, mal-humorado ou hostil - para a glória da graça de Deus. Louve-a. Alegre-se nela. E não deixe isso tornar-se um mero espetáculo. Faça isso em seu quarto até que esteja transbordando no púlpito e em público.

8. Não monte cavalinhos-de-pau que não estão no texto. Pregue exegeticamente, explicando e aplicando o que está no texto. Se soar arminiano, deixe soar arminiano. Confie no texto e as pessoas confiarão que você é fiel a ele.

9. Evite jargão teológico que não está no texto. A palavra "Calvinismo" provavelmente não é útil. "Doutrinas da graça" também não parece ser adequada. Apenas atenha-se ao que está lá no texto, ou proponha algumas novas frases de impacto que deixem as pessoas maravilhadas e instigadas.

10. Conte histórias e experiências de biografias e das vidas de santos que ainda estão vivos e que ilustram a dependência deles na soberania de Deus. Especialmente histórias relacionadas a missões, evangelismo e santidade de vida.

Fonte: Extraído de Desiring God Ministries

Tradução: Juliano Heyse (centurio)

Texto extraído do site: www.bomcaminho.com.br (recomendadíssimo!)

8 comentários :

  1. Olá queridos, excelente conteúdo, parabéns pelo blog...
    Fiquei surpreso em ver que os queridos são assembleianos...
    Como faço para assistir a Web TV. Ela já esta no ar?
    se for possível, me envie a senha.

    Acho que o endereço acima é do sítio bom caminho sem br.


    Forte abraço.

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  2. marcelolemoseditor10 de julho de 2009 11:22

    É um projeto ainda, com base no justin.tv.

    O problema é de equipamentos, da nossa parte!!

    Esta com senha exatamente por não estar no ar.

    Graça e Paz!

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  3. É preocupante e urgente.
    Preocupante - ver o rumo que nós evangélicos tomamos.De um cristianismo de cruz, da graça, para um cristianismo triunfalista. O nosso rumo não é mais o porvir, mas uma terra modificada, onde não haverá mais tristezas e nem lágrimas, nem sofrimento e nem mais dor. O Paraíso terrestre.

    Urgente - A recuperação da Palavra pela Palavra e a pregação da Palavra, contextualizada, de uma hermenêutica
    fundamentada na Palavra e na história.

    Erramos muito por não conhecer História; e ao mesmo tempo história da Reforma, da Igreja, do Calvinismo, das grandes bibliografias de missionários que nos desafiaram e desafiam-nos até hoje.

    "Devemos voltar à Igreja Primitiva" - Porque irmos tão longe no tempo, para justificar os nossos alvos pessoais?,basta simplesmente estudar um pouco da história da reforma e verificar o porque dos nossos desvios.

    Obrigado amigo,
    Que Deus te use para nos ensinar e desafiar a continuar, zelosos e cautelosos, pois o que eu prego hoje, calcado na Palavra, com todos os seus argumentos e recursos, ainda serão lidos e ouvidos nas gerações futuras, os resto, serão
    apenas ondas passadas.
    Rev.walmir alves

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  4. marcelolemoseditor14 de julho de 2009 12:37

    Palavras inspiradoras, Reverendo. Que Deus o abeçoe ricamente!

    Paz e bem!

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  5. Quer dizer, aprendam o calvinismo mas não tenham Calvino como modelo...Só John Piper mesmo...

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  6. Exatamente, irmão Marcio; mas cuidado para não desvirtuar o que está sendo proposto por Piper. Calvino tinha um estilo que difere muito das necessidades do mundo atual. Precisamos de novos teológos como Calvino, mas não precisamos, necessariamente, de novas Genebras. Eram outros tempos, outros costumes. De igual modo, a Igreja de hoje pode até precisar de gente fervorosa como os pioneiros pentecostais, mas não precisa dos usos e costumes que os mesmos amavam. É apenas neste sentido que se pede para não copiar o estilo de Calvino.

    Um outro exemplo: Santo Agostinho foi um excelente pregador e teólogo maravilhoso, mas não devemos copiar seu estilo no púlpito: seus sermões duravam mais de duas horas, nas quais ele repetia várias vezes o que já havia dito; tal costume era últil para a época, pois as pessoas entravam e saíam da Igreja (entre as folgas no trabalho), e ele conseguia fazer com que todos ouvissem toda a mensagem. Hoje, a cultura é outra, e seu modelo de pregação não tem utilidade.

    Paz e bem

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  7. Paz irmão Marcelo. E a cultura de Spurgeon é mesma que a nossa? Não estamos em Genebra, mas estamos na Inglaterra? Se Calvino, em 20 anos de pregação conseguiu mudar os níveis de promiscuidade de Genabra, será que com a pregação da Palavra, não conseguiremos também? Sabe o que eu acho irmão Marcelo, somos tentados por essa teologia "reformada" a acreditar em coisas que nem Calvino acreditou (em se tratando de calvinismo) como a "expiação limitada" (Institutas, 3.1.1/ 2.24.16). Gosto dessa forma apologética com que vocês se impõe, porém isso beira ao narcisismo teológico o que redunda em um evangélio hermético e protótipo do determinismo. Essa visão teológica com todo seu cabedal de informações "sprourianas (R. C. Sprou) tem isolado a igreja contexto social, o que não acontecia com Calvino e outros reformadores. Eles causavam impacto na sociedade e não somente debate de cátedra. Estude melhor o "calvinismo", de preferência com documentos mais antigos e chegará em outra conclusão!

    Um forte abraço.

    SOLI DEO GLORIA

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  8. Marcio Santana, paz e bem;

    Não estamos no contexto de Calvino, nem no contexto de Spurgeon, por isso, creio que um dos grandes avanços da teologia hoje é aquilo que está sendo chamado de "Novo Calvinismo". Que é isso? Simplesmente gente que acredita nas Doutrinas da Graça, mas que não acredita na obrigatoriedade de reproduzirmos a mesma cultura social de 400 ou 200 anos atrás. Isso é muito positivo, do meu ponto de vista. Quando ao comentário que eu fiz de não precisarmos de uma nova Genebra, foi relacionado aquilo que não se encaixa mais no nosso contexto, e não a observância da Lei de Deus. Me permita dar um exemplo, naqueles dias se acreditava em Salmodia Exclusiva, e vejo, hoje, alguns 'neo puritanos' tentando impor o mesmo pensamento a Igreja atual. Este princípio é estabelecido na própria Confissão de Fé de Westminster! Mas, tal imposição não deveria, segundo penso, ser feita.

    Há várias coisas que não devemos imitar - inclusive os sermões de Spurgeon, que são muito longos! Dentre outras coisas...

    Paz e bem

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