Hebreus VI & a Doutrina da Salvação

HEBREUS 6

&

A DOUTRINA DA SALVAÇÃO

Parte I

HEBREUS 6-A

Marcelo Lemos

Para acessar a segunda parte do artigo clique aqui.


Recentemente um amigo leitor nos fez a seguinte proposta;

Gostaria de lhe propor um desafio, pastor... e para todos os calvinistas que conheço pela net... é o seguinte... gostaria de ver estudos feitos pelos blogueiros [calvinistas] sobre a passagem de Hebreus 6 – aquela que os arminianos usam para fundamentar a tese de perda da salvação...



Será que você poderia contribuir? De todas as interpretações que encontrei sobre tal passagem, a que achei mais condizente com o texto foi a de um arminiano...

O irmão me coloca nas mãos um texto de grande dificuldade, penso que o mais difícil de toda a Escritura. Hoje quero iniciar minhas considerações sobre ele, afirmando que o mesmo não serve para sustentar a teologia arminiana, como passarei a demonstrar.

Antes, iremos primeiramente ao texto bíblico;
Por isso, deixando os rudimentos da doutrina de Cristo, prossigamos até a perfeição, não lançando de novo o fundamento do arrependimento de obras mortas e de fé em Deus, e da doutrina dos batismos, e da imposição das mãos, e da ressurreição dos mortos, e do juízo eterno. E isto faremos, se Deus o permitir.



Porque é impossível que os que uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo, e provaram da boa palavra de Deus, e as virtudes do século futuro, e recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus, e o expõem ao vitupério.



Porque a terra que embebe a chuva, que muitas vezes cai sobre ela, e produz erva proveitosa para aqueles por quem é lavrada, recebe a benção de Deus; mas aquela que produz espinhos e abrolhos, é reprovada, e perto está da maldição; o seu fim é ser queimada.



Mas de vós, ó amados, esperamos coisas melhores, e coisa que acompanham a salvação, ainda que assim falamos.

A interpretação mais comum que os arminianos dão a este texto é muito simples: o texto fala de pessoas salvas que voluntariamente pecaram contra o Senhor, de modo a caírem da graça, perdendo a salvação. Mas nem todo arminiano aceita tal interpretação, pois ela destrói o próprio arminianismo.

Com efeito, tal interpretação não se encaixa no armianismo. O pregador arminiano sustenta que o homem pode ser salvo e voltar a se perder; sendo-lhe possível se salvar novamente, e novamente se perder, e assim consecutivamente. Porém, é justamente isso que o texto de Hebreus diz que não é possível acontecer. Uma vez que a pessoa “recaia”, afirma o texto inspirado, é impossível alcançar o arrependimento.

Portanto, se os arminianos pretendem que este texto ensine a perda da salvação, devem ensinar também que uma vez que se perda a salvação não se pode recuperá-la! Neste caso, o lema arminiano deveria ser: UMA VEZ PERDIDO, SEMPRE PERDIDO!

Muitos arminianos percebem a armadilha e tentam evitá-la. Como? Costumam alegar que haveria um ‘ponto sem volta’. Ou seja, o texto não esta falando de qualquer pessoa que “caia”, mas de alguns exagerados que, repito, ultrapassam o ‘ponto limite’. Outros tentam conciliar tal passagem com o que Jesus diz sobre a blasfêmia contra o Espírito Santo.

Seja como for, precisam fazer tal passagem não ser aplicável a todos os que se desviam da fé, pois do contrário, atiram no próprio pé.

A saída encontrada por tais arminianos não lhes ajuda em nada, uma vez que o texto não diz nada sobre um ponto ‘limite’, ou melhor, fala, porém, tal ‘ponto limite’ é a própria queda: uma vez que caiu, não pode mais se levantar. Logo, se este texto ensina a possibilidade do cristão se perder, também ensina que não há salvação para alguém que se desviou da fé.

A melhor opção que conheço é interpretar o texto de Hebreus 6 a luz da Teologia do Pacto, lugar em que, até onde posso perceber, o texto se encaixa perfeitamente. Mas, por hoje é só – este tema abordaremos futuramente.

Paz e bem.

18 comentários :

  1. Graça e Paz!

    "A melhor opção que conheço é interpretar o texto de Hebreus 6 a luz da Teologia do Pacto, lugar em que, até onde posso perceber, o texto se encaixa perfeitamente. Mas, por hoje é só – este tema abordaremos futuramente."

    Perfeito. O sr falou, falou sobre como os arminianos interpretam esse versículo, mas não explicou como os calvinistas interpretam-no.

    Desta forma o texto fica extremamente tendencioso e não responde à solicitação do leitor, que pediu: "Gostaria de ver uma interpretação de um calvinista sobre o texto", conforme a leitora expôs:

    "Será que você poderia contribuir? De todas as interpretações que encontrei sobre tal passagem, a que achei mais condizente com o texto foi a de um arminiano…"

    Assim é fácil "defender" a doutrina, pegando atalhos, mudando o foco e saindo pela tangente.

    Por favor, aceite a crítica, pois não é para ferí-lo, mas para encorajá-lo a responder ao leitor, e a mim, que também tenho a mesma dúvida.

    Deus te abençõe,

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  2. marcelolemoseditor29 de agosto de 2009 16:03

    Olá, irmão Murilo, paz e bem para você.

    Primeiramente, agradeço-lhe pela visita, e também pela critica. Todavia, creio que o irmão se precipita criticando-me. Me permita explicar: eu ainda não terminei de responder a referida questão, como o irmão pode verificar no próprio titulo do artigo: observe que na imagem se escreve PARTE I - uma clara indicação de que tais considerações são iniciais.

    Não peguei atalhos, não mudei o foco, não sai pela tangente - apenas demonstrei que o texto não pode ser compreendido segundo a ótica arminiana, e que num artigo próximo, demonstrarei como o mesmo se encaixa na Teologia do Pacto.

    Porém, talvez eu deva (talvez não) justificar o motivo de 'dividir' a resposta em partes. Primeiro, pois tal divisão não prejudica em nada a discução, pois o leitor facilmente percebe que o texto vai continuar. Segundo, pois estou com inumeras dificuldades pessoais, como os leitores deste blog estão ciententes. Por isso, principalmente por isso, começei a escrever a resposta e publiquei a primeira parte já, deixando outras considerações para o meio da semana que se inicia amanhã.

    Além do que, apesar de não ser eu especialista em bogues, me parece ser pratica comum postagens em sequencia...

    Caso eu tivesse dado o assunto por encerrado, então, neste caso, eu daria razão a sua crítica. Como não fiz isso, aceito-a numa boa, e a publico, como publico tudo o que me escrevem, mas a considero precipitada, pelos motivos acima expostos.

    Graça e Paz

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  3. Paz Marcelo,

    Estou, literalmente, sonhando com este texto, de tanto que o tenho estudado. Pois ao contrário do que afirmou um nobre articulista assembleiano num comentário em uma série de postagens contrárias a perseverança dos santos, esse texto não está nem clara nem textualmente nos ensinando que um crente em Cristo possa perder a salvação depois de uma vez salvo, por isso não vale a pena interpretá-lo.

    Mas pelo contrário, pelo que tenho entendido desse texto, esses que foram UMA vez foram "iluminados, provaram o dom celestial e da boa palavra de Deus, foram participantes do Espírito Santo, e dos poderes do mundo vindouro", nunca foram cristãos!! Pode parecer estranho, mas ao que tudo indica é isso que o texto diz.

    Mas vamos devagar, porque o negócio é complicado demais, poisfacilmente se encontra mais de 12 interpretações desse texto.


    Em Cristo,

    Ednaldo.

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  4. marcelolemoseditor31 de agosto de 2009 12:57

    No proximo texto desta pequena série, irmão Ednaldo, eu estari listando algumas das mais comuns interpretações dadas a este texto, para então, tentar demonstrar como a mesma se encaixa, até onde vejo, perfeitamente na Teologia do Pacto. De qualquer forma, me parece impossível que esta passagem bíblica possa ensinar que o cristão renascido possa perder sua salvação, pelos motivos que já comentei no corpo do artigo.

    Uma passagem, repido, de dificil interpretação.

    Paz e bem, e não deixe de contribuir para melhorar, e até corrigir, a nossa exegese do texto, ok?

    Paz e bem.

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  5. Graça e Paz meu amado!

    O grande erro da maioria dos cristãos é não saber interpretar um texto a luz do contexto. Esse texto nada prova a cerca da perda de salvação. Primeiramente, o autor de Hebreus se preocupa com alguns judeus convertidos que querem voltar as antigas práticas judaicas, então, o grupo a quem o autor se refere nessa passagem é a esses "judeus convertidos". Segundo ponto, não precisa de muita coisa, basta olhar os versículos que se seguem:

    "Porque a terra que embebe a chuva, que muitas vezes cai sobre ela, e produz erva proveitosa para aqueles por quem é lavrada, recebe a benção de Deus; mas aquela que produz espinhos e abrolhos, é reprovada, e perto está da maldição; o seu fim é ser queimada.

    Mas de vós, ó amados, esperamos coisas melhores, e coisa que acompanham a salvação, ainda que assim falamos."

    A chuva é derramada, ou seja o chamado do Espírito, sobre a terra. Só que o autor de Hebreus nos diz que ocorre dois efeitos. Em um produz erva proveitosa e a outros produz espinhos e abrolhos. As pessoas que o texto se refere anteriormente como supostos convertidos, são os espinhos e abrolhos.

    Soli deo gloria!!!

    www.apologiaeespiritualidade.blogspot.com

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  6. Vinícius Pimentel8 de setembro de 2009 20:18

    Marcelo,

    Já tinha ouvido falar desse blog, mas nunca o tinha visitado. Encontrei-o estes dias, procurando material sobre a pregação expositiva. Fiquei muito feliz pelo conteúdo sóbrio, equilibrado e bíblico dos seus textos. Que o Senhor continue te abençoando.

    Quanto a Hebreus 6, junto-me ao irmão Ednaldo ao dizer que eu praticamente sonho com esse texto, de tanto que o estudo, rsrs. Quando ainda era um arminiano ferrenho, encarava esse texto como você descreveu, como se referindo a uma espécie de "ponto limite".

    Depois, ouvi as explicações dos calvinistas, a maioria deles a afirmar que o texto não fala de pessoas verdadeiramente regeneradas. Entretanto, o estudo do texto até aqui não me convenceu dessa posição. Estou ansioso pelos próximos textos seus, para ver se posso obter mais clareza acerca dessa questão.

    Entretanto, até aqui, a posição que me parece mais bíblica é aquela que enfatiza a distinção entre a salvação e o galardão dos fiéis. Esta distinção aparece nos ensinos de Jesus quando, em Mateus, ele profere duas parábolas de conteúdos bastante distintos: a dos trabalhadores na vinha (Mt 20.1-16), referindo-se à graça e à soberania de Deus para a salvação, e a dos talentos (Mt 25.14-30), referindo-se aos galardões e punições dos salvos no Reino.

    À luz desse entendimento, Hebreus 6, bem como outros textos aparentemente estranhos às doutrinas da graça (nenhum tão difícil quanto este), estaria sim referindo-se a crentes salvos, porém NÃO estaria dizendo respeito à possibilidade de perda de salvação. Um servo de Deus, parafraseando Paulo, resume esta interpretação com a seguinte frase: "Salvos, mas desqualificados" (1Co 9.27).

    Creio que o irmão discordará deste ponto de vista. Mas sentirei prazer em ouvi-lo, se quiser conversar sobre o assunto.

    Graça e paz, em Cristo,
    Vinícius

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  7. marcelolemoseditor9 de setembro de 2009 13:39

    Irmão Pimentel, grato pela sua visita e pela brilhante participação. Num proximo artigo, que estou preparando, estarei dando uma 'geral' sobre as visões mais populares acerca do texto de Hebreus 6, incluindo esta que o irmão advoga como sendo a mais provavel. E depois, estarei abordando o texto do ponto de vista da Teologia do Pacto.

    Fiquem com Deus;

    paz e bem!

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  8. danio tessari alves13 de setembro de 2009 09:30

    meus irmão vos desejo a a paz de CRISTO , eu entendo nessa passagem biblica o seguinte : versiculo 6 : e RECAÍRAM(caíram e alcançaram o perdão e caíram de novo e assim por diante ) versiculo8: Mas a que produz espinhos e abrolhos é reprovada e perto esta da maldição , o seu fim é ser queimada , bom meus irmãos penso assim que CRISTO nos purificou, nos lavou e nos resgatou para DEUS derramando o seu sangue na cruz . E uma vez que fomos purificados e recebemos o ESPIRITO SANTO devemos andar em novidade de vida , o pecado não pode reinar mais em nosso corpo , devemos crescer em santidade , resistir as concupsciencias da carne e dar frutos dignos de arrependimentos todos os dias , se pecarmos e confessarmos a DEUS e nos arrependermos verdadeiramente e nos esforçarmos a fugir do pecado DEUS perdoa e assim teremos sim direito a salvação .Mas pessoas que pecam não dão valor a obra de CRISTO na cruz e nem na plenitude do ESPIRITO SANTO, e de forma hipócrita pede perdão a DEUS ... enfim é nesses que não tem e não são renovado o verdadeiro ARREPENDIMENTO . por favor aceito qualquer critica , pois sou novo convertido com fome da palavra e quero muito aprender . tchau !

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  9. Estar disposto a aprender é algo maravilhoso, irmão Danio Tessari; e louvo a Deus por ele já ter plantado este desejo em seu coração. Agradeço pela sua opinião, e por compartilhar o seu pensamento conosco. Penso que o irmão é bem arminiano, hien? E por isso mesmo, sua interpretação do texto me parece um tanto inconsiste quando o irmão diz que "pessoas que pecam não dão valor a obra de Cristo e nem a pleninito do Espírito Santo, e de forma hipocrita pede perdão a Deus". Bem, estes, segundo entendi, seriam os que não podem mais serem perdoados. O problema é que todos pecam, e se todos os que pecam não valorizam a obra de Cristo, então a salvação não poderá ser dada a ninguém!

    Acredito que o mais correto seria o irmão afirmar que aqueles que pecam e NÃO SE ARREPENDEM VERDADEIRAMENTE, pertençam ao grupo "sem volta". Observe que não estou concordando com o irmão, estou apenas demonstrando o que, realmente, diferencia um grupo do outro, dentro da sua visão: ou seja, eles não são diferentes porque um peca, mas sim, porque o outro não se arrepende de verdade.

    Teologicamente sua possição se encaixa no que chamamos de arminianismo. Biblicamente, creio não ser possível sustentar tal interpretação, pois o texto declara, verso 6, que é impossível que sejam renovados para arrependimento. Ou seja, Deus não lhes concede o arrependimento. Assim, segundo o texto, o arrependimento lhes falta porque Deus lhes impede de alcançá-lo; enquanto que na sua forma de interpretar, eles não se arrependem por serem hipocritas: a causa está no 'livre-arbitrio' deles, e não na soberana vontade do Senhor - conforme ensina o texto de Hebreus.

    Aceite estas observações em amor, e que Deus lhe abençoe ricamente em Jesus!

    De seu converso;

    Marcelo Lemos

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  10. danio tessari alves23 de setembro de 2009 12:39

    Marcelo origado por me corrigir . Apesar de eu nem saber o que é arminiano(RSRSRSR) .aceitei com muito amor essa critica , pocha da um desconto ae to começando agora (rsrrsrsrs)!então fica assim , homens que levavam uma vida pecaminosa e se convertem a Deus continua no pecado (já que vc disse que todos pecam )?ou o problema é :todos pecam mesmo depois de se converterem a DEUS , serem purificados , lavados, nascido de novo , morrido para o pecado e recebido o Espirito Santo para guia-lo em santidade eles não se arrependem ? bom... estou confuso ,o homem peca mas naum se arrepende. haff , naum sou arminiano simplesmente li romanos 6 (tudo)e romanos 8 (tudo) por favor me ajude a entender melhor , naum quero ficar por ai falando abobrinhas , talves eu esteja interpretando errado a palavra de DEUS e isso é um perigo né naum ? mas obrigado , fica na paz de CRISTO .

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  11. nao sou niiiiinguem perto do pastor marcelo, mas vc pulou o capitulo da luta entre carne e espirito, rsrsrs o 7.
    da uma lidinha, acho q pode te ajudar tb.
    abraços

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  12. Estimado Vinícius;

    Só tenho, mais uma vez, que agradecê-lo pelas brilhantes observações.

    Que Deus o abençoe!

    Paz!

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  13. Olha, tomo a liberdade de indicar um outro artigo, sobre justificação, que também foi publicado aqui no Olhar Reformado;

    http://olharreformado.wordpress.com/2009/08/29/justica-imputada-fundamento-da-soterologia-reformada/

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  14. danio tessari alves25 de setembro de 2009 19:56

    irmãos Vinicius e Marcelo quero agradecer pela correção e pela boa explicação que vcs me deram (e olha que eu sou dificil pra entender as coisas heim ) acatei os escrito de vcs com muito humildade . Sabe eu tinha essa conclusão por que eu tinha em mente os seguinte textos: Aquele que se arrepende e deixa (ou seja naum torna a praticar mais ) esse alcança misericórdia , sabemos que DEUS naum nos dá algo que naum podemos fazer ou suportar ,e então JESUS disse a prostituta : vai e naum peques mais e para o homem curado : vai e naum peques mais para que naum te susseda algo pior , e João começa dizendo em uma de suas cartas filhinhos naum pequeis e tb tem outra : DEUS disse: sede santo porque eu sou santo ...enfim , há tb quero fazer uma pequena correção no meu primeiro comentario , que acredito ter sido a causa dessa polemica toda kkkkkkkkkkkk! eu disse que :Mas pessoas que pecam não dão valor a obra de CRISTO na cruz e nem na plenitude do ESPIRITO SANTO, faltou uma VIRGULA depois da palavra PECAM blz? heim irmão fora isso eu num to tão errado assim leiam com mais atenção tanto é que eu disse: Se pecarmos e confessarmos a DEUS e nos arrependermos verdadeiramente e nos esforçarmos a fugir do pecado DEUS perdoa e assim teremos sim direito a salvação . irmãos eu entendi muito bem as vossas explicações , mas pra eu aprender mais me respondam uma peregunta : somos pecadores , pecamos todos os dias , será que o nosso arrependimento e verdadeiro? naum seria verdadeiro se nós parasse de pecar ? por que se pecamos todos os dias é um sinal que a lei do pecado esta nos vencendo e então sendo assim a lei de DEUS naum esta agindo em nós e em romanos diz : Deus enviou o seu FILHO para que a justiça da lei se cumprisse em nós que naum andamos segundo a carne mas segundo o ESPIRITO. VICHH!! sei que isso vai longe ainda (rsrsrsrsr) mas naum me levem a mal , simplesmente quero aprender , amo vcs em CRISTO JESUS , um abraço a todos!

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  15. Danio,

    Tenha paciência conosco e com você mesmo. Este não é um assunto fácil, e com certeza você ainda levará alguns anos para descansar em relação a estas verdades. Eu estou há quatro anos passando por isso, rsrsrs.

    Agora, deixe-me esclarecer algo: Nem eu nem o Marcelo dissemos que o crente não deve buscar a santificação e fugir do pecado. Se disséssemos isto, estaríamos contradizendo a Escritura! É óbvio que a Bíblia nos ordena a que sejamos santos e que sejamos vigilantes, para não cairmos em tentação. Isso está fora de questão.

    A pergunta que surge é: esta busca pela SANTIFICAÇÃO de alguma maneira influencia na questão da JUSTIFICAÇÃO, de modo que eu só serei salvo se atingir o padrão moral da lei de Deus?

    Se você responder que sim, então absolutamente ninguém foi ou será salvo, pois ninguém jamais atingiu ou atingirá, nesta vida, a perfeição que as Escrituras exigem de nós. Jesus disse: "se alguém olhar (apenas olhar!) para uma mulher com intenção impura, já adulterou". O padrão de santidade de Deus é tremendamente alto, de modo que nenhum de nós pode alcançá-lo na nossa própria força.

    Por isso, Deus enviou Jesus Cristo: para que Ele se tornasse a nossa justiça. Se a minha justiça depende das minhas obras, estou frito! Mas, se eu confio em Cristo que Ele é a minha própria justiça, então eu sei que Deus me aceitará pela sua GRAÇA.

    O que o irmão precisa aprender é que é a santificação que depende da justificação, e não o contrário. Em outras palavras, primeiro vem a justificação, depois a santificação. Nunca podemos alterar esta ordem ou misturar estes dois conceitos. Fazer isso seria arruinar todas as nossas esperanças de salvação.

    Gostaria de indicar este vídeo ao irmão: http://www.youtube.com/watch?v=K_3tL_XHrHo

    Estamos aqui para as próximas dúvidas! hehehe

    Em Cristo,
    Vinícius

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  16. danilo tessari alves29 de setembro de 2009 09:47

    irmão Vinicius se eu disser que eu não entendi o que vcs me enssinaram ; estarei mentindo . Entendi com muita clareza e admiro muito o entendimento que vcs tem da palavra de DEUS , é que as vezes fica algumas duvidas né? mesmo depois de eu ter feito outros comentário eu já tinha entendido quando vc me explicou da primeira vez (¨é que eu gosto de por um pouco de lenha na fogueira¨ rsrsrs ) ai dá pra vc imagina a raiva que eu passo no meu pastor kkkkkk mas tudo dentro do repeito e com a intenção de aprender . um abraço e muito obrigado !!!

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  17. Amém, Danilo!
    É sempre bom encontrar alguém que gosta de conversar sobre a Bíblia. Você pode não se dar conta disso, mas quando faz essas perguntas não é só você quem está aprendendo. Nós também estamos, e muito!
    Grande abraço,
    Vinícius

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  18. Não há necessidade de quaisquer acrobacias teológicas para se afirmar que o prefalado texto não está nem de perto nem de longe ensinando a perda eterna de qualquer justificado pelo Deus eterno. Jesus Cristo o nosso Senhor foi extremamente claro ao afirmar: Todo aquele que o Pai me dá virá a mim, e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora. Pois eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. E está é a vontade daquele que me enviou que eu não perca "NENHUM DE TODOS" os que ele me deu, mas o ressuscitarei no último dia. ( João 637,38 ) Oras! Alegar que alguns se perdem, implica em dizer que a vontade de Deus não se cumpre, e, que Jesus não cumpriu à risca essa vontade. Falando mais claramente; afirmar a perda de um filho de Deus, gerado de novo por sua vontade e propósito, é o mesmo que afirmar "não creio em Deus."

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