Hebreus VI & A Doutrina da Salvação (Parte II)

HEBREUS 6

&

A DOUTRINA DA SALVAÇÃO

Parte II


hebreus-6-B

Marcelo Lemos

Gostaria de lhe propor um desafio, pastor... e para todos os calvinistas que conheço pela net... é o seguinte... gostaria de ver estudos feitos pelos blogueiros [calvinistas] sobre a passagem de Hebreus 6 – aquela que os arminianos usam para fundamentar a tese de perda da salvação...

Será que você poderia contribuir? De todas as interpretações que encontrei sobre tal passagem, a que achei mais condizente com o texto foi a de um arminiano... – Leitor do blog.

O texto de Hebreus 6 tem sido verdadeiro campo de batalha. A grande questão é se esta passagem ensina, ou não, que o cristão renascido possa vir a se perder eternamente. Basicamente o debate se divide em dois lados: os que dizem que o texto não toca na segurança eterna dos filhos de Deus; e os que dizem que o cristão pode vir a se perder eternamente. Porém, ao menos umas quatro interpretações podem ser encontradas em comentaristas famosos.


Um primeiro grupo afirma que este texto ensina que o cristão renascido pode perder a vida eterna que recebeu gratuitamente do Senhor. Um segundo grupo afirma que o texto refere-se apenas aos cristãos nominais, não renascidos. Um terceiro grupo alega que o texto se refira a cristãos verdadeiros que caíram, porém, não teriam caído da salvação, mas sim, do progresso na vida cristã. Em outras palavras, interpretam que eles serão impedidos de crescerem na fé cristã, sem poderem alcançar a maturidade da qual se fala no contexto.

Por fim, também se conhece um quarto grupo de interpretes que alegam que o texto usa apenas uma linguagem hipotética, referindo-se ao que aconteceria caso fosse possível ao cristão cair da graça. Esta quarta tese interpretativa parece ser a mais forçada, porém, quando a compreendemos corretamente, podemos perceber sua força. Em síntese, defendem que Paulo não está dizendo que eles poderiam perder a salvação, mas o repreendem pela loucura de alguns que imaginavam poderem retroceder ao judaísmo sem sofrerem perdas.

Em síntese, fato é que as interpretações para este importante capítulo das Escrituras, estarão ligadas a uma destas duas opiniões: ‘salvação se perde’, ou ‘salvação não se perde’. Defendemos a segunda opinião, e pensamos poder interpretar o texto em questão a luz da Teologia do Pacto.

Antes de continuarmos, pedimos aos que ainda não fizeram, que leiam a primeira parte destes estudos;


O CONTEXTO

Sempre que desejamos interpretar uma passagem devemos ter em mente o que pretende nos dizer o contexto no qual ela se insere. No caso de Hebreus 6, o contexto adverte os leitores sobre o fato de eles, ou muitos deles, não terem ainda alcançado a maturidade espiritual desejada, tendo, inclusive, vários deles retornado para a religião judaica, negando a fé Cristã.

Quando o autor do livro introduz o assunto referente a impossibilidade de tais apostatas retornarem, ele inicia com um “porque”;
Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados...” – versículo 4.


Aqui o escritor inspirado deixa bem claro haver intima ligação entre o que ele está a dizer, e o que foi dito anteriormente. Portanto, precisamos saber o que ele estava dizendo. E era, como já afirmamos, uma repreensão por eles não terem ainda alcançado a maturidade espiritual desejada. Tal constatação facilmente se vê no contexto;
Do qual muito temos que dizer, de difícil interpretação; porquanto vos fizestes negligentes para ouvir. Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar quais sejam os primeiros rudimentos das palavras de Deus; e vos haveis feito tais que necessitais de leite, e não de sólido mantimento. Porque qualquer que ainda se alimenta de leite não está experimentado na palavra da justiça, porque é menino. Mas o mantimento sólido é para os perfeitos, os quais, em razão do costume, têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal – Hebreus 5.11-14.

Aqui temos o problema a se corrigir: a imaturidade espiritual destes crentes. Então, o apóstolo aconselha;
Por isso, deixando os rudimentos da doutrina de Cristo, prossigamos até à perfeição, não lançando de novo o fundamento do arrependimento de obras mortas e de fé em Deus, e da doutrina dos batismos, e da imposição das mãos, e da ressurreição dos mortos, e do juízo eterno – Hebreus 6.1-2.

Os cristãos devem, e o autor inclui a si mesmo na advertência, caminharem para o aperfeiçoamento doutrinário, e da fé pessoal. De modo que não devem “lançar novamente” o fundamento do arrependimento das obras mortas (judaísmo), o fundamento da doutrina dos batismos, da ressurreição, etc. Em outras palavras, estes ‘fundamentos’ eram a base da fé, o mais essencial, o básico!– e não deviam mais continuar com dúvidas sobre tais assuntos: deviam procurar se aprofundarem no conhecimento de Deus!

Então, o autor diz que devem prosseguir, e progredir na fé. E toma uma importante resolução;
E isto faremos, se Deus o permitir – Hebreus 6.3.

Se for a vontade de Deus, nós prosseguiremos em frente. Se Deus permitir, trabalharemos, e vocês se tornaram cristãos maduros na fé em Cristo. Aqui nos deparamos com importante questão: e se Deus não permitir? O que faria Deus não permitir? A isto o inspirado escritor responde nos próximos versículos;
E isto faremos, se Deus o permitir. Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo, e provaram da boa palavra de Deus, e as virtudes do século futuro, e recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento... – Hebreus 6.3-6.

A alguns, Deus não permitirá que obtenham arrependimento, e retornem para o Lar; de modo que seu arrependimento é impossível. Por qual motivo eles são tratados tão seriamente? O escritor bíblico explica;
Pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus, e o expõem ao vitupério – Hebreus 6.6.

Esta explicação causal é de grande importância para o que temos em mente. O pecado deles não é coisa qualquer, trata-se de apostasia religiosa. A expressão do versículo indica que os aqui descritos estavam abandonando a fé cristã, e retornando ao judaísmo, desfazendo-se e escarnecendo da pessoa e da Obra de Jesus. Seu pecado é tão grave, que o autor se vale de uma expressão extremamente pesada: “de novo crucificam o Filho de Deus, e o expõem a vergonha”. Eles estavam crucificando Jesus novamente, humilhando-o: da mesma forma como seus compatriotas haviam feito com Cristo externamente, eles faziam agora internamente.

A expressão que traduzimos como “expor a vergonha” significa literalmente “expor em publico”, como um criminoso era exposto e humilhado perante a sociedade, ou ainda “infamar” (Strong), “expor para humilhação pública” (Thayer). Podemos visualizar o cenário: cristãos professos retornando ao judaísmo, rejeitando a verdade do Evangelho, e blasfemando de tudo aquilo que um dia disseram acreditar. Tal era o pecado dos tais.

Aqui podemos perceber que o escritor está tratando de um pecado muito especifico, e não de qualquer pecado. Era o pecado de voltar para o judaísmo; por isso, o autor exorta tais crentes a que “deixando os rudimentos da doutrina de Cristo, prossigamos até a perfeição, não lançando de novo o fundamento do arrependimento de obras mortas...” (versículo 1ss).

E o autor, apesar de consciente do perigo de seus leitores também serem apostadas como os demais, e por isso, lhes seja vetado tal progresso na fé (vv. 3,4), ele lhes convida a fugirem de tal pecado, pois acredita que eles não são dos que retrocedem, antes, pertencem ao grupo dos que foram verdadeiramente salvos, e que apresentam em sua vida os frutos do verdadeiro arrependimento, e da verdadeira fé;
Mas de vós, amados, esperamos coisas melhores, e coisas que acompanham a salvação, ainda que assim falamos – Hebreus 6.9.

Por ter esperança de que escreve também a leitores (ou ouvintes?) verdadeiramente nascidos de novo, o autor admite que seu linguaja é pesado, “ainda que assim falamos”; mas necessário, já que é por meio do ministério da Palavra que Deus corrige aqueles que ama. Além disso, entre seus leitores, como em toda Igreja, há sempre o verdadeiro e o falso – como ele demonstra por meio de interessante ilustração, nos dois versículos anteriores;
Porque a terra que embebe a chuva, que muitas vezes cai sobre ela, e produz erva proveitosa para aqueles por quem é lavrada, recebe a benção de Deus; mas aquela que produz espinhos e abrolhos, é reprovada, e perto está da maldição; o seu fim é ser queimada – vv. 7,8.

A ilustração nos fala de um lavrador cultivando a terra; quando a mesma produz bons frutos, ele a mantém; quando não os produz, antes lhe dá prejuízo e trabalho, ele a rejeita. A terra boa representa o cristão nascido de novo, enquanto que a terra improdutiva, os cristãos nominais – que por algum motivo, estavam retornando a antiga religião, e blasfemando do nome de Cristo.

A maldição sobre a terra improdutiva é ser “queimada”, ou seja, sofrer a pena do Juízo Final, a semelhança do que ocorrer a terra de Sodoma;
E toda a sua terra abrasada com enxofre, e sal, de sorte que não será semeada, e nada produzirá, nem nela cresça erva alguma; assim como foi a destruição de Sodoma e Gomorra, de Admá e de Zeboim, que o Senhor destruiu na sua ira e no seu furor – Deuteronômio 29.23.

Tal juízo está reservado a todos os ímpios; serão consumidos no derradeiro dia;
E também agora está posto o machado a raiz das árvores; toda a árvore, pois, que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo – Mateus 3.10.

Em sua mão tem a pá, e limpará a sua eira, e recolherá no celeiro o seu trigo, e queimará a palha com fogo que nunca se apagará – Mateus 3.12.

Deixai crescer ambos juntos até a ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: ‘Colhei primeiro o julgo, e atai-o em molhos para o queimar; mas, o trigo, ajuntai-o no meu celeiro – Mateus 13.30.

Entendemos que se estabelece claramente, a partir do texto e contexto, que tais blasfemadores não faziam parte do povo espiritual de Deus, apesar de o terem feito externamente. Mas, se é assim, como explicar a linguagem tão favorável que se utiliza o texto para descrever os bens espirituais que eles desfrutaram?
“Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo. E provaram a boa palavra de Deus, e as virtudes do século futuro” – Hebreus 6.4,5.

A linguagem aqui é belíssima, no que descreve os bens espirituais que estes desfrutaram. Primeiro, se diz que “foram iluminados”. Também se diz deles que “provaram do dom celestial”, e que participaram “do Espírito Santo”, e “provaram da boa palavra de Deus” e ainda das “virtudes do século futuro”. Linguagem que de tão bela, leva muitos a concluírem que os tais eram salvos, e que, por pecado tão grave, vieram a serem banidos da salvação.

Pensamos diferente, como já afirmamos no artigo anterior. Então, como se explicar linguagem tão bela? Alguns teólogos reformados, simplesmente buscam demonstrar que a linguagem, a luz do contexto, não implicam necessariamente na salvação de tais “crentes”. Por concordarmos com isso, reproduzimos os argumentos principais;

a) “iluminados” = compreenderam as verdades acerca do evangelho, mas não necessariamente se converteram.

b) “provaram o dom celestial” = Essa prova pode ser longa ou breve, e pode ser aceita ou rejeitada. A mesma palavra grega (geuomai = provar), é usada em Mt 27.34: “deram-lhe a beber vinho com fel; mas ele, PROVANDO-O, não quis beber”.

Em Hebreus, a palavra está em sentido figurado, pois não fala de algo sólido que se possa comer literalmente, logo, significa “vir a conhecer algo”. Cristo conheceu o vinho (provou), mas não o quis, assim como estes não-crentes, conheceram o “dom celestial”, mas não receberam verdadeiramente.

c) “se tornaram participantes do Espírito Santo” = A chave seria a palavra grega “metochos” (participante, associado, companheiro). Ela pode indicar uma associação íntima e verdadeira como em Hb 3.14, ou aparente, sem vínculo verdadeiro e superficial, como em Lc 5.7 e Ef 5.7. Isso indica que estes “irmãos”, não tinham uma associação real com o Espírito, mas superficial, e até mesmo, falsa!
Logo eles nunca foram salvos, embora dessem aparência de ser. Estavam na Igreja, e de alguma forma, receberam alguns benefícios dela, mas nunca foram verdadeiramente regenerados.


Calvino deles comenta que;
“Deus certamente confere seu Espírito de regeneração somente aos eleitos, e que eles se distinguem dos réprobos no fato de que são transformados na imagem de Deus, e recebem o penhor do Espírito na esperança de uma herança por vir, e pelo mesmo Espírito o evangelho é selado em seus corações. Em tudo isso, porém, não vejo razão por que Deus não toque os réprobos com o sabor da sua graça, ou não ilumine suas mentes com algumas chispas de sua luz, ou não os afete com algum senso de sua benevolência, ou em alguma medida não grave Sua Palavra em seus corações” (CALVINO, João. Comentário à Sagrada Escritura. Hebreus. P. 153). Nota: os argumentos acima (a, b, c,...) foram extraídos da comunidade “Defensores do Calvinismo”. http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=495239

A TEOLOGIA DO PACTO

Todavia, para aqueles que foram doutrinados nas diversas correntes arminianas (perda de salvação), pode ser que o estranhamento continue. Tal estranhamento se desfaz quando e se puderem se conscientizar também da Teologia do Pacto.

Para introduzirmos este ponto, gostaríamos de começar com um texto bem conhecido por todos;
Não que a Palavra de Deus haja faltado, porque nem todos os que são de Israel são israelitas; nem por serem descendência de Abraão são todos filhos... – Romanos 9.6.

Aqui Paulo diz algo de grande significado teológico. Se Deus havia feito suas promessas para os judeus, como pode que ele condene a maioria deles, e ainda assim permanecer fiel as suas promessas? Teria Deus voltado atrás em sua Palavra? Paulo responde que não. As promessas são as mesmas, e continuam de pé. Ocorre, porém, que elas foram feitas aos “filhos”, aos “israelitas”, e nem todos os que pertencem a Israel são, de fato, “israelitas”.

Aparentemente há uma contradição nas Palavras de Paulo, pois, tecnicamente se entenderia que todo que pertence a Israel é “israelita”, e que todos os Filhos de Abrão, são “filhos” de Abraão. Porém, no argumento de Paulo, há diferença fundamental entre ser “israelita” externamente, e o ser “israelita” internamente. Tecnicamente, todos eram israelitas e filhos de Abraão, e juntos desfrutavam dos benefícios do Pacto que Deus fez com a Nação de Israel; contudo, Deus sabia exatamente quem era o “verdadeiro Israel”.

Hoje, a Igreja de Cristo é, diz Paulo, o “verdadeiro Israel”;
E a todos quantos andarem conforme esta regra, paz e misericórdia sobre eles e sobre o Israel de Deus – Gálatas 6.16.

Que naquele tempo estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo – Efésios 2.12.

Uma das maiores provas de que a Igreja é o Israel de Deus, encontramos em Apocalipse 2.8;
E ao anjo da Igreja que está em Esmirna, escreve: ‘Isto diz o primeiro e o último, que foi morto, e reviveu: Conheço as tuas obras, e tribulação, e pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia DOS QUE SE DIZEM JUDEUS, E NÃO O SÃO, mas são da Sinagoga de Satanás” – Apocalipse 2.8 [Para maiores detalhes exegéticos sobre este texto, confira o excelente artigo de Arturo Azurdia III: http://www.monergismo.com/textos/escatologia_reformada/igreja-subs-israel_Arturo-Azurdia.pdf]

Eu citaria ainda, um texto a mais;
Sabei, pois, que os que são da fé são filhos de Abraão – Gálatas 3.7.

Logo, a Igreja é mais que mera “aglomeração de pessoas para um culto”; antes, a Igreja é um “povo”, uma “nação”, assim como era o Antigo Israel. Agora, pensemos por um momento nos privilégios que existiam no Pacto sob a antiga dispensação. Quem podia gozar de tais privilégios e bênçãos? Todo aquele que externamente fosse “filho de Abraão”; ou seja, todos aqueles que seguiam os rituais do judaísmo. Não importa se eles eram aquilo que Paulo chama de “Israel segundo a carne” – todos participavam dos benefícios do Pacto.

Sendo que a antiga dispensação, prefigurava a realidade da nova dispensação; e sendo ambas um único e mesmo Pacto; nos é fácil observarmos que a mesma realidade externa se pode observar na vida terrena da Igreja. Todo aquele que externamente entra na vida da Igreja, por meio de confissão e batismo, torna-se participante dos benefícios externos do Pacto.

Todos, mesmo os nunca regenerados, podem, inclusive, operar sinais e prodígios de maravilhas, conforme expressamente declara o Senhor Jesus Cristo, em solene advertência;
Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas. E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci... – Mateus 7.22.

Estes são apostatas, jamais verdadeiramente membros do Corpo de Cristo, exceto externamente; contudo, experimentaram algo da fé, viveram algo da realidade da fé, dos benefícios do Pacto; mas não pertenciam ao Pacto! Alguns, segundo Paulo, podem até mesmo serem ministros do Evangelho, e conduzirem outros a salvação;
Verdade é que também alguns pregam a Cristo por inveja e porfia, mas outros de boa vontade; uns, na verdade, anunciam a Cristo por contenção, não puramente, julgando acrescentar aflição às minhas prisões. Mas outros, por amor, sabendo que fui posto para defesa do Evangelho. Mas, que importa? Contanto que Cristo seja anunciado de toda maneira, ou com fingimento ou em verdade, nisto me regozijo, e me regozijarei ainda – Filip. 1.15-18.

Há, com efeito, muitos que se beneficiam de muitos privilégios do Novo Pacto, contudo, internamente, jamais pertenceram ao grupo dos que experimentaram a nova vida em Cristo. Destes, diz Jesus, que jamais perecerão;
Mas vós não tendes fé porque não sois das minhas ovelhas, como já vos tenho dito. As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu as conheço, e elas me seguem; e dou-lhes a VIDA ETERNA, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão – João 10.27,8.

Espero ter conseguido expressar aos queridos leitores a forma como compreendo as afirmações de Hebreus 6, e os motivos pelos quais é impossível que ele possa ser usado contra a doutrina da Preservação dos Santos.

Paz e bem!

“O Senhor fez todas as coisas para determinados fins, e até o perverso para o dia da calamidade” (Provérbios 16.4)

34 comentários :

  1. Excelente texto, pois eu precisava de esclarecimento neste texto. Maravilha!

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  2. Quero a parte 3. [2]

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  3. Preciso agradecer a todos os leitores pela paciência em aguardar tanto tempo pela publicação desta segunda parte. Estou pesquisando alguns comentários, para publicar um terceiro estudo, mais voltado para uma listagem das diversas visões teológicas sobre este texto tão debatido.

    Paz e bem

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  4. danio tessari alves26 de setembro de 2009 07:42

    oi Marcelo a paz do Senhor a vc e a todos . fiquei impressionado com tanto entendimento , meu eu queria ter essa facilidade para entender a biblia , mas uma hora eu chego lá (rsrsrsrsrs) . Então o que o escritor aos hebreus se refere é à queles que abandonaram a fé em Cristo e tornaram aos rudimentos judaico ? se for o apostolo Paulo disse :SEPARADO estais de CRISTO vós que justificais pela lei , da GRAÇA tendes CAIDO , bom os cristãos de Galatas tinham recebido o evangelho mas de uma forma tão rapida eles tinham passado a ouvir um outro evangelho (Galatas cap.1-vers. 6) que os trariam a viver em rudimentos fracos e pobres E mais em outro lugar diz :Sois vós tão insensatos que , tendo começado pelo ESPIRITO ,acabeis agora pela carne ? então irmão seria esses que abandonaram a FÉ e GRAÇA não seja neles renovado o arrependimento? fico por aqui , e mais uma vez se eu disse algo errado , por favor me corrija , flw! paz de DEUS a todos

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  5. Exatamente, irmão Danio - ele refere-se a cristãos nominais, os quais apostataram da fé, retornando ao judaísmo. É exatamente o mesmo pensamento de Paulo quando escreve aos Gálatas. Com efeito, observe em suas leituras do Novo Testamento, que as Igrejas dos dias apostólicos eram constantemente assediadas pelos famosos "judaizantes": pessoas que tentavam obrigar os cristãos gentios a viverem como judeus, com dias de guarda, regras alimentares, e outros costumes da antiga dispensação.

    Nota: há muita controvérsia sobre o tema da autoria de Hebreus, mas, estou convencido de que a carta, ou sermão, tenha sido escrito pelo próprio apóstolo dos gentios.

    Paz e bem

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  6. danio tessari alves27 de setembro de 2009 08:52

    Ae irmão é converssando que nós nos entendemos ta vendo! tb acredito que o apostolo PAULO foi o escritor da carta aos Hebreus, tanto é que ele menciona o nome de seu filho na fé (Timóteo) , e tb pela sua pregação que não é muito diferente das outra ; quando se diz ao respeito de critãos viverem sob a tutela da LEI novamente .Paulo era um homem ensinava que os judeus deveriam se apartar da lei (atos 21-vers21). Embora nos dias de hoje vemos muitos , mais muitos pastores que de forma perssuassiva induz pessoas a guardar alguns preceitos da lei , dizendo que se vc não fazer vc "tal coisa" vc será amaldiçoado e se vc não "guardar tal dia" vc tb não vai pro céu! DEUS te abençõe e obrigado pela paciência comigo

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  7. Caro Danio;

    Você acabou de me dar uma boa idéia para um artigo. Estarei falando, ainda esta semana, sobre o que penso da autoria da carta aos Hebreus. O texto será dedicado a você.

    Paz e bem!

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  8. danio tessari alves28 de setembro de 2009 10:14

    rapaiz agora que eu fui ver que eu digitei meu nome errado !hahahahahah, meu nome é DANILO e não DANIO ;KKKKKKKKKKK !!!

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  9. Danilo, eu assino embaixo de tudo o que o Pimentel acabou de escrever, ponto a ponto!

    Paz e bem

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  10. Marcelo,

    Por acaso Pimentel sou eu? rsrsrs, pode me chamar de Vinícius!
    Mas o meu comentário foi no outro post...

    Paz e bem! (Gostei dessa saudação! rsrs)

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  11. Excelente material !

    Nesta mesma linha de argumentos arminianos coloco mais um em pauta:
    "Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo." Ap. 3.20

    Mostram que é a pessoa que tem que "abrir a porta", inclusive foi citado certa vez após a música Faz um milagre em mim, onde o cantor faz um apelo para que convidem Jesus entrar no coração

    Pode comentar a passagem citada para um bom argumento

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  12. he, he, he...

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  13. "se alguem ouvir..."
    nisso ai ja tem um bom argumento

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  14. Obrigado Vinicius !

    Simples como é o evangelho do Senhor e absoluto !


    " Se alguem ouvir... "

    "As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem;" Jo 10.27

    Somente as ovelhas do Senhor é que ouvem e lhes abre a porta após ter sido regenerado pela atuação do Espírito Santo e a atuação da graça irresistível.

    Glórias a esse Deus soberano !!!

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  15. Evelin Olívia Fróes1 de outubro de 2009 09:55

    Ora, se a Epístola foi escrita por um hebreu (judeu) que foi o apóstolo Paulo e dirigida aos hebreus (judeus crentes no Messias Yeshua Hammachiah) eu sugiro ir às fontes: que tal consultar os judeus messiânicos? Existem várias correntes dentro do Judaísmo Messiânico também, mas conhecer o contexto judaico dessa epístola vai ajudar e muito no esclarecimento dessa polêmica.

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  16. Evelin Olívia Fróes1 de outubro de 2009 10:25

    E tem mais: frequentei por muitos anos a Igreja Católica e igrejas evangélicas e nunca tive a oportunidade de estudar a Torah, tampouco usufruí de paz de espírito! Um dia conheci um cristão ao ler seu testemunho no seu site pessoal e ele já queria que eu fizesse a Oração do Pecador em tempo record, sem nenhum preparo espiritual prévio! Socorro! É claro que não daria certo nunca, como efetivamente não funcionou! Estranho, mas depois de visitar tantas igrejas cristãs, por que será que eu só sinto paz entre os Judeus Messiânicos? Por que será eu sempre tenho a certeza de que Deus se dirige a mim quando o Rabino nos instrui nas passagens da Torah? Por acaso os Judeus Messiânicos estão debaixo da Lei, fora da Graça, perdidos e sem salvação porque são hereges? Penso que não! Eu passei por uma séria crise espiritual esse ano por causa desse ritual chamado Oração do Pecador, que me colocou um monte de dúvidas na minha cabeça, mas sei que Deus está me guiando e me mostrando a Verdade. Certo dia li o sermão de John Wesley "Santidade não é Legalismo" que foi como um bálsamo à minha alma.
    Não adianta discutirem filigranas teológicas, que eu saiba os primeiríssimos cristãos eram instruídos nas Escrituras que nada mais são do que o Antigo Testamento. Jesus e os Apóstolos quando falavam das Escrituras se referiam ao AT! Os Evangelhos são a Boa Nova do Reino de Deus, as Epístolas nada mais são do que cartas dos apóstolos às suas igrejas, etc. É óbvio, mas as pessoas sempre se esquecem disso!
    Por isso falar em arrependimento ANTES de conhecer a Lei é como colocar a carroça na frente dos bois. E isso traz consequências à conversão, à salvação, ao nascer de novo, etc.
    Ah sim! concordo que judaizar os gentios seja heresia! Judeu crente em Jesus deve continuar a viver como judeu e gentio crente em Jesus deve continuar a viver como gentio, pois cada um deve permanecer na sua vocação (1 Co 7:20).

    PS.: Não li o texto inteiro, apenas me baseei na introdução dele e nos comentários dos leitores e do autor!

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  17. Israelita da Nova Aliança?

    PS.: Leia sempre o texto inteiro! :)

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  18. gente a carta de paulo foi escrita sim, naquele momento para a igreja local, mas pedro reconheceu que paulo havia sido inspirado e ao decorrer dos seculos, principalmente a igreja primitiva, os bispos sempre citavam Paulo, Pedro, Joao...

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  19. Evelin Olívia Fróes1 de outubro de 2009 14:27

    Concordo com Vinicius. Acontece que já não me apetece mais tantas discussões teológicas... cheguei à conclusão de que não me adapto mais às igrejas evangélicas. Não dá, não consigo! Posso conhecer todas as denominações fruto da Reforma Protestante, mas simplesmente eu não consigo me adaptar!
    Eu já confessei que não li o texto inteiro, mas precisa? O tema eu já sei: salvação eterna versus salvação condicional. Para quê se a igreja dos gentios não me traz paz? ... é muita tradição e divergência doutrinária, e não só dos católicos, mas dos evangélicos também, uma verdadeira Torre de Babel Teológica. Eu vou é voltar às origens da Igreja, lá para o século 1 da nossa era... lá eu me sinto em segurança.

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  20. " Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de uma melhor aliança que está confirmada em melhores promessas." Hb 8.6

    "Dizendo Nova aliança, envelheceu a primeira. Ora, o que foi tornado velho, e se envelhece, perto está de acabar." Hb 8.13

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  21. Evelin Olívia Fróes1 de outubro de 2009 15:24

    Márcio, será que nem você entendeu? Eu nunca rejeitei Jesus Cristo! Já ouviu falar do Jews for Jesus (Judeus para Jesus)? Eu só quero dizer que prefiro voltar à igreja da Era Apostólica, Às origens, pois nem a Reforma Protestante me apetece mais... Conhecer a História da Igreja, principalmente seus primórdios, faz muito bem! Que eu saiba Jesus não veio para criar uma nova religião, pois Ele é o Messias profetizado e prometido desde quando Deus chamou a Abraão para sacrificar seu filho Isaque. A Igreja Primitiva era composta de Judeus e de Gentios, e isso foi esquecido por muito tempo, a Teologia da Substituição dando ensejo às perseguições, preconceitos, paganização, Inquisição, conversões forçadas, pogroms, Holocausto e agora terrorismo islâmico, tudo contra os Judeus, como se uma parte deles nunca tivesse recebido Jesus Cristo.
    Vou citar uma frase cuja autoria esqueci infelizmente: O erro do Cristianismo é reconhecer e aceitar Jesus Cristo apenas como Salvador e não como Rei. Apenas sei que a autoria é de um rabino messiânico.

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  22. Hummm!!! Acho que você não conhece o pós-milenismo.

    Se precisa ler o texto inteiro, creio que sim, pois agora entendo o porque dos teu comentários na postagem sobre dispensacionalismo, você simplesmente não o leu.

    :)

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  23. Evelin Olívia Fróes1 de outubro de 2009 19:01

    Não li. Mas sei que o autor é pactual, crê que a Graça sempre existiu e que existe um único povo eleito, isso eu sei! Sei que ele é um ex - dispensacionalista. E vocês devem achar que meus comentários são expressão de discordância de um texto que sequer li. Mas deixe - me adivinhar: O autor acredita que podemos perder a salvação, certo?
    Se eu acertei ou errei, por favor me avisem, pois quero descobrir se com as poucas informações que obtive desse site (pois escolhi não ler o texto) eu consegui captar a opinião do autor. Não é brincadeira, é sério! Presumo que eu e o autor chegamos à mesma conclusão: podemos sim perder a salvação se persistirmos voluntariamente no pecado ou se cometermos o pecado imperdoável, acertei?
    Se o autor for mesmo pactual, acreditar que a graça sempre existiu e que existe um único povo eleito, então... meu raciocínio está correto.
    Se alguém me responder, vai ser um desafio, porque aí lerei o texto para ver se descobri a doutrina do autor. Você concorda Marcelo?

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  24. Evelin Olívia Fróes1 de outubro de 2009 19:07

    Eu me corrijo: eu li o texto sobre dispensacionalismo, eu só não li o texto sobre salvação!
    Ednaldo, leia os textos sobre Dispensacionalismo do Hugo no site www.paoevinho.org. Você vai entender, porque o Hugo entendeu meu ponto de vista! É tão simples fazer a relação entre Teologia da Substituição e o Dispensacionalismo... Vá ao site do Hugo que você entende. Se você ler em inglês eu lhe sugiro o site www.endtimepilgrim.org do Gavin Finley. Ele também faz a relação entre Teologia da Substituição, Teologia da Dominação, Antissemitismo e Dispensacionalismo. Leia os textos do Gavin que você vai compreender, é tão simples e óbvio!

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  25. bom que eu saiba e nao gosto de dispensacionalismo pq quando eu acreditava nele, eu ficava totalmente perdido quando falavam, essa carta nao cabe a nos,´é para judeus e tal, ou sobre perder a salvaçao o comentario era assim...; sob a luz da dispensação da graça, das assembleias locas ,etc,etc,etc, em nada isso afeta o crente.
    realmente isso nao é explicaçao.
    agora dispensacionalismo creem q israel tem o seu lugarzinho bunito no "quadro", onde um dia irao reinar bunitinho, reestabelecendo tudo da lei e tal, e bla bla bla.
    Bom , como paulo diz que os verdadeiros israelitas sao da linhagem de abraao, é claro que pela fé, entao a igreja é o verdadeiro israel de DEUS.(se to errado me corrijam)
    Judeus que nao creem em Cristo nao sao judeus coisa nenhuma, e os que creem agora sao igreja.
    Caiu muro entre gentios e judeus,
    acabou essa separaçao.
    entao nao entendo pra que Judeus messianicos,ora bola, sao tudo igreja e pronto!

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  26. Cara Evelin,

    Acho que nessa de "captar", parece que você se vê como "uma boa entendedora", para quem "meia palavra basta".

    Você acertou que o autor, nosso irmão Marcelo Lemos, é pactual (leu mais um pouquinho, né?), portanto não é defensor da destrutiva e antissemita teologia da substituição. Mas você errou ao deduzir que o nosso irmão defende a perda da salvação, pois um eleito jamais perde a salvação pois é Deus que o preserva, e opera nele tanto o querer como o efetuar.

    Como bem escreveu o nosso irmão Vinicius, nestes últimos dias, que se extendem da ascenção até a parousia de Cristo, Deus tem APENAS um povo escolhido, "pois nem a circuncisão, nem a incircuncisão são coisa alguma, mas o ser nova criatura", Cristo de dois povos, por seu sangue fez um só povo.

    Outra coisa, o próprio Cristo, diz que os judeus, segundo a carne, que não crêem nEle, na verdade não o são, mas são a sinagoga de satanás (Ap. 2:9).

    Dessa forma, a igreja não substitui Israel, antes judeus e gentios, mediante a Fé em Cristo, formam o VERDADEIRO Israel de Deus.

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  27. Evelin,

    Creio que quando fazemos da obra de salvação de Cristo algo tão frágil, que depende da decisão de alguém ou que ainda é perdida pelas falhas que temos e que são muitas, expomos Cristo ao vitúpério.

    Quando o Espírito Santo nos revela o evangelho da graça de Deus aí sim podemos vislumbrar sua majestade e nossa insignificancia.

    Oque existe por aí são pessoas que querem se enganar e venham a dizer que são salvas, mas sabem que não "nasceram de novo", essas são as alcançadas por um evangelho barato que prega a salvação pelo ato da capacidade de decisão de cada um.

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  28. Marcelo,
    graça e paz!
    Parabens pelos argumentos!
    Quero deixar minha pequena contribuição:
    Os Cânones de Dort, v. 14, diz, "e como aprouve a Deus começar a sua obra em nós, por meio do evangelho, assim Ele a preserva, continua e aperfeiçoa por ouvir e ler a sua Palavra, meditando nela, e também pelas exortações, ameaças e promessas nela contidas, bem como por meio dos sacramentos". Notem exortações e ameaças!!

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  29. GRANDE MARCELO...

    ME SINTO MUITO ALEGRE PELA SUA INTERPRETAÇÃO DO TEXTO...

    MUITO DETALHADO E CONCISO...

    APÓS TER LIDO O SEU POST CHEGUEI A CONCLUSÃO DE QUE VISITAREI MAIS E MAIS SEU BLOG.

    ATÉ ENTÃO SÓ VISITAVA O DO GRANDE ALGUSTO NICODEMOS E PR.ALTAIR GERMANO...

    MUITO ABRIGADO!
    QUE DEUS LHE DERRAME GRAÇA,PARA QUE SEU CONHECIMENTO SEJA COMO ESTA ESCRITO EM THIAGO 3.17

    GRAÇA E PAZ!!!

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  30. marcelolemoseditor6 de outubro de 2009 21:39

    Olá, irmão Gleydson.

    Que bom ter o irmão aqui. Minha oração é que este projeto possa continuar edificando o Corpo de Cristo, em nome de Jesus.

    Paz e bem!

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  31. Amodo, gostei do esclarecimento desse texto que estava me deixando confuso quanto a minha fé...entao, Paulo estava falando dos cristais judeus nominais que apostataram da sua fé em Cristo?Olha e eu achando que era o contrario...kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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  32. José, paz querido. Este texto tem sido muito complicado para muita gente. Fico feliz que o artigo o tenha ajudado, qualquer dúvida, ou sugestão, não deixe de entrar em contato com agente, seja aqui no blog, seja por e-mail. Estamos aqui para servir.

    Paz e bem

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